Ernest Götsch

 

O paraíso, é o lugar onde você cumpre a sua função e
é feliz por cumprir sua função.

Texto de Dayana Andrade
Extraído de http://www.agendagotsch.com/ernst-gotsch/

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A lembrança mais remota de Götsch é a de plantar e observar o crescimento de rabanetes aos 3 anos de idade, no quintal de sua casa em Raperswilen, no nordeste da Suíça. Não seria exagero dizer que, passados 65 anos, sua brincadeira continua sendo a mesma: plantar, observar, testar e inventar.

Entre o garoto que plantava rabanetes na Suíça e o “gringo” que fez rebrotarem 14 nascentes em uma terra degradada no Brasil, são inúmeras as histórias que desenham a trajetória de vida de Ernst Götsch, e que o fizeram chegar às conclusões que hoje compõem o arcabouço conceitual e prático da Agricultura Sintrópica.

Em 1982, um conterrâneo lhe procura, pedindo consultoria sobre como lidar com uma terra degradada que havia recém adquirido no interior da Bahia. Gotsch desenvolve um plano de manejo para aquela situação específica e o apresenta.

Ao analisar a proposta, o amigo conclui não conhecer ninguém que pudesse realizar aquele trabalho, a não ser o próprio Ernst Gotsch. Depois de firmar um acordo de parceria que lhe garantia o direito de desenvolver seus experimentos naquelas terras, Ernst se muda para sua segunda morada tropical, o Brasil.

De lá pra cá são 34 anos de exercício apaixonado de seus dois oficios: o de agricultor e o de pesquisador. Sem férias, porque seu trabalho e seu lazer não se distinguem. Sem constituir patrimônio, a não ser a 410 hectares recuperados dos quais 350 foram transformados em RPPN.

Sem explorar recursos, mas sim gerando recursos, em uma pujante floresta de comida em nada semelhante ao pasto seco e degradado que antes se via por ali.

A transformação do ambiente causada por sua agricultura foi tamanha que aquele lugar, que era então conhecido como “Fazenda Fugidos da Terra Seca”, foi adequadamente rebatizado como “Fazenda Olhos D’Água”.

Em uma conversa cotidiana com os moradores da região, se alguém pergunta se vai chover, só se tem uma certeza “ah… no gringo sempre chove”.

 

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