{"id":1097,"date":"2019-10-23T08:03:45","date_gmt":"2019-10-23T11:03:45","guid":{"rendered":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/?p=1097"},"modified":"2019-10-23T08:20:26","modified_gmt":"2019-10-23T11:20:26","slug":"laranjeira","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/laranjeira\/","title":{"rendered":"Laranjeira"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"attachment_1103\" style=\"width: 1630px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1103\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2019\/10\/laranjeiras.jpg\" alt=\"\" width=\"1620\" height=\"1080\" class=\"size-full wp-image-1103\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2019\/10\/laranjeiras.jpg 1620w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2019\/10\/laranjeiras-300x200.jpg 300w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2019\/10\/laranjeiras-768x512.jpg 768w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2019\/10\/laranjeiras-1024x683.jpg 1024w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2019\/10\/laranjeiras-450x300.jpg 450w\" sizes=\"auto, (max-width: 1620px) 100vw, 1620px\" \/><p id=\"caption-attachment-1103\" class=\"wp-caption-text\"><em>Citrus sinensis<\/em><\/p><\/div><br \/>\n<strong>Nome cient\u00edfico<\/strong>: <em>Citrus sinensis<\/em><br \/>\n<strong>Nomes populares<\/strong>: Laranja, laranja-doce; laranja-de-umbigo; laranja-p\u00eara; laranja-baia; laranja-val\u00eancia; laranja-natal<br \/>\n<strong>Fam\u00edlia<\/strong>: Rutaceae<br \/>\n<strong>Caracter\u00edsticas gerais<\/strong>: <em>Citrus sinensis<\/em> L Osb. \u00e9 a esp\u00e9cie da laranja da qual o Brasil \u00e9 o maior produtor do mundo e tamb\u00e9m o maior exportador de suco da fruta, o qual chega a quase todos os pa\u00edses. O consumo interno \u00e9 basicamente de fruta fresca de laranja, embora tenha aumentado o consumo de suco. A laranja Pera e outros tipos parecidos, como a Natal e a Val\u00eancia, respondem pela maior parte do consumo de fruta ao natural. Como h\u00e1 mais de mil variedades de laranja, pode-se ver que h\u00e1 um potencial de utiliza\u00e7\u00e3o muito grande de outras variedades. As variedades citadas, Pera, Natal e Val\u00eancia, pertencem a um grupo de laranjas doces chamadas comuns, sendo os demais tipos de baixa acidez (limas), as de umbigo e as sangu\u00edneas, ricas em licopeno, estas pouco produzidas no Brasil. Outras variedades utilizadas como fruta fresca s\u00e3o, entre as de baixa acidez, a Lima, Piralima e Limas Tardia e Sorocaba, e entre as de umbigo, a Baianinha e v\u00e1rios tipos de Ba\u00eda. Inclusive algumas de umbigo s\u00e3o importadas da Espanha. Todas as de umbigo n\u00e3o t\u00eam sementes, o que \u00e9 uma vantagem para o seu consumo como fruta fresca, al\u00e9m de sua qualidade. Muitas das citadas variedades foram obtidas nos centros de pesquisa brasileiros, respons\u00e1veis pelo sucesso da cultura de citros no Pa\u00eds.<br \/>\n<strong>Usos<\/strong>:  as laranjas doces do tipo comum s\u00e3o as mais utilizadas para se fazer suco, enquanto as do tipo de umbigo e de baixa acidez s\u00e3o mais consumidas ao natural. H\u00e1 laranjas doces para consumo durante todo o ano, pelo uso de algumas variedades que t\u00eam \u00e9pocas de colheita diferentes, iniciando pelas de baixa acidez, seguidas pelas de umbigo e terminando com as comuns, sendo esse um fator de import\u00e2ncia das laranjas, ao lado de seu valor nutricional. Al\u00e9m da \u00e9poca usual de produ\u00e7\u00e3o, \u00e9 comum ocorrer outras produ\u00e7\u00f5es fora da \u00e9poca normal.<br \/>\n<strong>Cuidados ap\u00f3s a colheita<\/strong>:  as laranjas n\u00e3o amadurecem ap\u00f3s a colheita, portanto devem ser colhidas com um m\u00ednimo de qualidade, o que ocorre em uma faixa ou per\u00edodo em cada regi\u00e3o e de acordo com cada variedade. Os melhores per\u00edodos para consumo de laranjas de baixa acidez s\u00e3o de mar\u00e7o a maio, para as precoces, e at\u00e9 de agosto a setembro, para as tardias dentro desse grupo; para as de umbigo, a faixa vai de abril a junho, com algumas variedades mais tardias podendo ser consumidas com qualidade at\u00e9 setembro-outubro; as comuns t\u00eam um grande per\u00edodo de produ\u00e7\u00e3o, o qual pode ir de abril a dezembro, devido ao clima e variedades plantadas; usualmente, no meio de cada per\u00edodo, a qualidade \u00e9 melhor. As \u00e9pocas citadas podem variar para diferentes climas. A qualidade da fruta pode ser afetada por algum problema, como m\u00e1 nutri\u00e7\u00e3o, colheita antecipada ou retardada. A espessura da casca n\u00e3o deve ser exagerada, nem muito fina, pois o miolo oco indica desequil\u00edbrio nutricional, o que afeta sua qualidade. A laranja Pera tem maior oferta entre agosto e outubro; e a tempor\u00e3 at\u00e9 janeiro, quando a Val\u00eancia \u00e9 vendida tamb\u00e9m com seu nome, ou seja, Pera, pela sua maior aceita\u00e7\u00e3o. A laranja Lima \u00e9 mais ofertada entre abril e outubro, com diversas variedades. Fora da faixa de produ\u00e7\u00e3o, algumas variedades podem apresentar polpa com pouco suco ou at\u00e9 secas.<sup><strong>1<\/strong><\/sup><br \/>\n<div id=\"attachment_1102\" style=\"width: 509px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1102\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2019\/10\/laranja-pera1.jpg\" alt=\"\" width=\"499\" height=\"335\" class=\"size-full wp-image-1102\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2019\/10\/laranja-pera1.jpg 499w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2019\/10\/laranja-pera1-300x201.jpg 300w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2019\/10\/laranja-pera1-447x300.jpg 447w\" sizes=\"auto, (max-width: 499px) 100vw, 499px\" \/><p id=\"caption-attachment-1102\" class=\"wp-caption-text\"><em>Citrus sinensis<\/em><\/p><\/div><br \/>\n<strong>Caracter\u00edsticas da planta<\/strong>:Arvore de porte m\u00e9dio, podendo atingir at\u00e9 8 m de altura, tronco com casca castanho-acinzentada, copa densa de formato arredondado. Folhas de textura firme e bordos arredondados, exala um aroma caracter\u00edstico quando maceradas. Flores pequenas, de colora\u00e7\u00e3o branca, arom\u00e1ticas e atrativas para abelhas.<br \/>\n<strong>Fruto<\/strong>: De formato e colora\u00e7\u00e3o vari\u00e1vel de acordo com a variedade. Frequentemente com casca de colora\u00e7\u00e3o alaranjada, envolvendo uma polpa aquosa de colora\u00e7\u00e3o que pode variar de amarelo-clara a vermelha. Sementes arredondadas e achatadas, de colora\u00e7\u00e3o verde esbranqui\u00e7ada. Frutifica\u00e7\u00e3o ao longo do ano, concentrando-se de abril a setembro.<br \/>\n<strong>Cultivo<\/strong>: O plantio deve ser realizado no in\u00edcio da esta\u00e7\u00e3o chuvosa. Prefere climas com temperatura entre 23 e 32\u00b0 C. A resist\u00eancia ao frio varia de acordo com a variedade. N\u00e3o exigente quanto \u00e0 composi\u00e7\u00e3o do solo preferindo os profundos. Propaga-se por sementes e enxertia.<\/p>\n<p>As laranjas, diz a lenda grega antiga, eram os verdadeiros pomos de ouro t\u00e3o bem guardados pelo drag\u00e3o de 100 cabe\u00e7as no Jardim das Hesp\u00e9rides. Para obt\u00ea-los, no cumprimento de seu d\u00e9cimo primeiro trabalho, H\u00e9rcules lutou incansavelmente. Essa lenda \u00e9, no m\u00ednimo uma comprova\u00e7\u00e3o da antiguidade dessa fruta \u2013 a laranja \u2013 na vida e na cultura dos homens. Como se n\u00e3o bastasse, segundo Pio Corr\u00eaa, o cultivo da laranjeira e o uso da laranja remontam a um per\u00edodo de mais de 2 mil anos antes de Cristo, conforme demonstram escritos encontrados na China.<\/p>\n<p>Sup\u00f5e-se que a laranja, assim como as demais frutas do g\u00eanero Citrus, seja origin\u00e1ria do continente asi\u00e1tico, onde o homem aprendeu a cultiv\u00e1-la e de onde partiu para conquistar o mundo.<\/p>\n<p>Apesar de toda essa antiguidade e do conhecimento que os gregos tinham de sua exist\u00eancia, a introdu\u00e7\u00e3o das laranjas, das limas, das cidras, dos lim\u00f5es, dos pomelos e das toranjas na Europa foi bastante tardia, n\u00e3o havendo relatos sobre este fato anteriores ao s\u00e9culo XV. Alguns autores, no entanto, afirmam que os \u00e1rabes j\u00e1 haviam introduzido algumas esp\u00e9cies de frutos c\u00edtricos nas pen\u00ednsulas Ib\u00e9rica e It\u00e1lica bem antes disso.<\/p>\n<p>Parece que todas as muitas esp\u00e9cies e variedades de frutas do g\u00eanero Citrus existentes no mundo \u2013 apenas entre as laranjas, s\u00e3o cerca de 2 mil diferentes variedades, das quais menos de 100 s\u00e3o cultivadas em grande escala \u2013 originaram-se a partir de n\u00e3o mais do que 10 ou l 2 esp\u00e9cies selvagens cruzadas entre si, transforma- das, selecionadas, cruzadas novamente e melhoradas ao longo de s\u00e9culos e s\u00e9culos.<\/p>\n<p>Em conseq\u00fc\u00eancia de sua remota cultura, as formas selvagens das laranjas nunca foram encontradas ou se perderam no tempo.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m em conseq\u00fc\u00eancia dessa antiguidade e das in\u00fameras modifica\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas por que passaram ao longo dos anos, as laranjas e os demais frutos c\u00edtricos foram nomeados e renomeados incont\u00e1veis vezes na tentativa de se estruturar uma classifica\u00e7\u00e3o adequada, ao mesmo tempo, \u00e0 ci\u00eancia e ao com\u00e9rcio. Por isso, muitas vezes, no caso das laranjas, n\u00e3o se encontra consenso em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 nomenclatura dada a esta ou \u00e0quela fruta, ainda mais ao se considerarem os seus nomes populares. E mais ainda porque, muitas vezes, uma mesma variedade pode apresentar diferen\u00e7as de colora\u00e7\u00e3o e sabor, em virtude das condi\u00e7\u00f5es do clima e de solo da regi\u00e3o em que foi plantada.<\/p>\n<p>Hoje em dia, grande parte das faixas tropical e subtropical do globo transformou-se num verdadeiro cintur\u00e3o produtor de frutas c\u00edtricas, tornando a laranja uma das frutas mais cultivadas em todo o mundo.<\/p>\n<p>No Brasil, a produ\u00e7\u00e3o de laranjas desenvolveu-se muito a partir dos anos 60, quando uma geada sem precedentes destruiu grande parte dos laranjais da Fl\u00f3rida, nos Estados mundial de sucos c\u00edtricos, os Estados Unidos passaram a demandar importa\u00e7\u00f5es, o que impulsionou pa\u00edses como o Brasil a investir nessa cultura. E deu certo.<\/p>\n<p>Os produtores paulistas foram os primeiros a ter condi\u00e7\u00f5es de entrar nesse mercado. Nos \u00faltimos 20 anos, com a instala\u00e7\u00e3o dos laranjais, foram bastante not\u00e1veis as mudan\u00e7as ocorridas na paisagem das regi\u00f5es produtoras do Estado de S\u00e3o Paulo, que se transformou no principal produtor do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Chamam a aten\u00e7\u00e3o as enormes extens\u00f5es de terra repletas de laranjeiras, especialmente nas proximidades das estradas que interligam os munic\u00edpios de Limeira, Bebedouro e Araraquara.<\/p>\n<p>Ainda mais quando o perfume pr\u00f3prio das \u00e1rvores em flora\u00e7\u00e3o tomam e inebriam por completo o ar da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de S\u00e3o Paulo, v\u00e1rios outros Estados brasileiros tamb\u00e9m disp\u00f5em de consider\u00e1vel produ\u00e7\u00e3o de laranjas e demais frutos c\u00edtricos, destacando-se Rio de Janeiro, Minas Gerais, Sergipe, Rio Grande do Sul, Paran\u00e1 e Goi\u00e1s. S\u00e3o vastos laranjais florindo e florescendo de acordo com os padr\u00f5es mais elevados de qualidade e produtividade, de maneira a suprir totalmente as necessidades internas e a ocupar uma boa fatia do mercado internacional.<\/p>\n<p>Essas laranjas de suco, tamb\u00e9m consumidas in natura, combinam deliciosamente com alguns pratos salgados. Apenas para citar uma das mais t\u00edpicas refei\u00e7\u00f5es brasileiras, na feijoada a laranja, cortada em gomos ou em peda\u00e7os, \u00e9 servida \u00e0 vontade juntamente com feij\u00e3o, arroz, carnes e couve, sendo indispens\u00e1vel para \u201ccortar a gordura\u201d e atenuar a pimenta.<\/p>\n<p>As laranjas azedas s\u00e3o, tamb\u00e9m, bastante utilizadas na culin\u00e1ria de n\u00edvel internacional no preparo de molhos para o cozimento e para o acompanhamento de carnes, aves e peixes, tais como o famoso canard aux oranges ou pato com laranja.<\/p>\n<p>Por outro lado, a laranja-ba\u00eda e a baianinha \u2013 esp\u00e9cies desenvolvidas no Brasil, mais precisa-mente na Bahia, hoje em produ\u00e7\u00e3o em v\u00e1rios pa\u00edses do mundo \u2013 assim como as demais laranjas-de-umbigo, s\u00e3o mais adocicadas e melhores para o consumo in natura. Muito procurada nos mercados europeus, ali, a laranja-ba\u00eda \u00e9 considerada a laranja de mesa por excel\u00eancia, pois sua consist\u00eancia e firmeza a tornam fruta pr\u00f3pria para o consumo elegante e sofisticado, com garfo e faca.<\/p>\n<p>Abaixo do Equador, no entanto, as qualidades das v\u00e1rias laranjas costumam ser aproveitadas, sem tanta cerim\u00f4nia, a qualquer hora do dia: no desjejum, na sobremesa, no lanche da tarde, pela noite e para repor as energias perdidas.<\/p>\n<p>Sempre \u00e9 boa hora para aproveitar o suco doce, refrescante e vitaminado de uma laranja. Brincadeira de crian\u00e7a \u00e9, no ver\u00e3o, no quintal da casa da av\u00f3, lambuzar-se para chupar aquela montanha de laranjas descascadas pacientemente pelo av\u00f4 e, depois, tomar um bom banho de esguicho.<\/p>\n<p>A laranja-lima ou serra-d\u2019\u00e1gua, de menor express\u00e3o comercial, \u00e9 tamb\u00e9m a mais dif\u00edcil de ser encontrada. Pouco \u00e1cida, muito doce e saborosa, principalmente quando colhida de velhas laranjeiras cultivadas com todo o carinho em pomares especialmente bem tratados, \u00e9 indicada para o suco dos beb\u00eas e para o consumo de todos aqueles que sofram com problemas digestivos.<\/p>\n<p>Vale ainda destacar as laranjas apropriadas para a confec\u00e7\u00e3o dos deliciosos doces em calda, cristalizados, compotas, conservas, gelatinas, geleias, cremes, pudins, mousses, bom-bocados, bolos, biscoitos, tortas, coberturas, recheios e outros mais, que a doceira especialmente, a brasileira \u2013 inventou.<\/p>\n<p>Em geral, para os doces, utilizam-se as qualidades de laranjas mais azedas, como a laranja-da-terra e a laranjinha-azeda, das quais se aproveitam tanto a polpa gomosa como a casca e, em alguns casos, apenas a casca, que \u00e9 pacientemente retirada do fruto com uma lamina preparada para isso.<\/p>\n<p>Na doceira, tamb\u00e9m, a ess\u00eancia da flor de laranjeira beleza perfumada e branca, tradicional s\u00edmbolo de pureza constitui-se em importante especiaria aromatizante. Na doceira \u00e1rabe, apenas para relembrar, praticamente todos os doces e caldas levam as delicadas ess\u00eancias de flores em sua composi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Fruta gostosa, refrescante, alimentar, vitaminada, diur\u00e9tica, depurativa: o \u201celogio da laranja\u201d, como diz L\u00facia C. Santos, \u201cj\u00e1 est\u00e1 feito pelo consumo formid\u00e1vel que ela vem alcan\u00e7ando no mundo\u201d.<sup><strong>2<\/strong><\/sup><br \/>\n<div id=\"attachment_1101\" style=\"width: 588px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1101\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2019\/10\/laranja3.jpg\" alt=\"\" width=\"578\" height=\"509\" class=\"size-full wp-image-1101\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2019\/10\/laranja3.jpg 578w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2019\/10\/laranja3-300x264.jpg 300w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2019\/10\/laranja3-341x300.jpg 341w\" sizes=\"auto, (max-width: 578px) 100vw, 578px\" \/><p id=\"caption-attachment-1101\" class=\"wp-caption-text\">Por Ellen Levy Finch (Elf)<\/p><\/div><\/p>\n<p>A laranja \u00e9 o fruto da laranjeira (<em>Citrus<\/em> \u00d7 <em>sinensis<\/em>), uma \u00e1rvore da fam\u00edlia Rutaceae. \u00c9 um fruto h\u00edbrido que teria surgido na Antiguidade a partir do cruzamento da cimboa com a tangerina.<\/p>\n<p>O sabor da laranja varia do doce ao levemente \u00e1cido, mas na natureza existem tamb\u00e9m as laranjas extremamente \u00e1cidas, que pertencem a outra esp\u00e9cie, <em>Citrus aurantium<\/em>.<\/p>\n<p>Frequentemente, esta fruta \u00e9 descascada e comida ao natural, ou espremida para obter sumo. As pevides (pequenos caro\u00e7os duros) s\u00e3o habitualmente removidas, embora possam ser usadas em algumas receitas. A casca exterior pode ser usada tamb\u00e9m em diversos pratos culin\u00e1rios, como ornamento, ou mesmo para dar algum sabor. O albedo, a camada branca interior da casca, de dimens\u00e3o vari\u00e1vel, raramente \u00e9 utilizado, apesar de ter um sabor levemente doce. \u00c9 recomendada para &#8220;quebrar&#8221; o sabor \u00e1cido da laranja na boca, ap\u00f3s terminar de consumir o fruto.<\/p>\n<p>A laranja doce foi trazida da China para a Europa no s\u00e9culo XVI pelos portugueses. \u00c9 por isso que as laranjas doces s\u00e3o denominadas &#8220;portuguesas&#8221; em v\u00e1rios pa\u00edses, especialmente nos B\u00e1lc\u00e3s (por exemplo, laranja em grego \u00e9 portokali e portakal em turco), em romeno \u00e9 portocala e portogallo com diferentes grafias nos v\u00e1rios dialectos italianos.<sup><strong>3<\/strong><\/sup><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2019\/10\/laranja2.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"380\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1100\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2019\/10\/laranja2.jpg 250w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2019\/10\/laranja2-197x300.jpg 197w\" sizes=\"auto, (max-width: 250px) 100vw, 250px\" \/><br \/>\n<strong>EXEMPLAR PLANTADO NO C\u00d3RREGO<\/strong>:<br \/>\nFoto em <\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Fontes<\/strong>:<br \/>\n<sup><strong>1<\/strong><\/sup>https:\/\/www.todafruta.com.br<br \/>\n<sup><strong>2<\/strong><\/sup>http:\/\/www.bibvirt.futuro.usp.br<br \/>\n<sup><strong>3<\/strong><\/sup>https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/<\/p>\n<hr \/>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nome cient\u00edfico: Citrus sinensis Nomes populares: Laranja, laranja-doce; laranja-de-umbigo; laranja-p\u00eara; laranja-baia; laranja-val\u00eancia; laranja-natal Fam\u00edlia: Rutaceae Caracter\u00edsticas gerais: Citrus sinensis L Osb. \u00e9 a esp\u00e9cie da laranja da qual o Brasil \u00e9 o maior produtor do mundo e tamb\u00e9m o maior &hellip; <a href=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/laranjeira\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1103,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[53],"tags":[],"class_list":["post-1097","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arvores"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1097","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1097"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1097\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1104,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1097\/revisions\/1104"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1103"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1097"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1097"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1097"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}