{"id":1630,"date":"2020-01-22T19:43:43","date_gmt":"2020-01-22T22:43:43","guid":{"rendered":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/?p=1630"},"modified":"2020-02-01T11:08:47","modified_gmt":"2020-02-01T14:08:47","slug":"abacaxizeiro","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/abacaxizeiro\/","title":{"rendered":"Abacaxizeiro"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"attachment_1633\" style=\"width: 1210px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1633\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/01\/Ananas.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"800\" class=\"size-full wp-image-1633\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/01\/Ananas.jpg 1200w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/01\/Ananas-300x200.jpg 300w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/01\/Ananas-1024x683.jpg 1024w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/01\/Ananas-768x512.jpg 768w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/01\/Ananas-450x300.jpg 450w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><p id=\"caption-attachment-1633\" class=\"wp-caption-text\"><em>Ananas comosus<\/em><\/p><\/div><br \/>\n<strong>Nome popular<\/strong>: Abacaxizeiro<br \/>\n<strong>Nome cient\u00edfico<\/strong>: Ananas spp.<br \/>\n<strong>Exig\u00eancia por fertilidade<\/strong>: baixa-m\u00e9dia<br \/>\n<strong>Ciclo de vida<\/strong>:\tanual<br \/>\n<strong>Estrato\t<\/strong>: baixo<br \/>\n<strong>Boa produtora de biomassa<\/strong>: n\u00e3o<br \/>\n<strong>Alimento humano<\/strong>: sim<br \/>\n<strong>Atra\u00e7\u00e3o de fauna e polinizadores<\/strong>: sim<br \/>\n<strong>Forrageira<\/strong>: n\u00e3o<br \/>\n<strong>Potencial madeireiro<\/strong>: n\u00e3o<br \/>\n<strong>Potencial Medicinal<\/strong>: sim<br \/>\n<strong>Potencial de renda e mercado<\/strong>: sim<br \/>\n<strong>Ocorr\u00eancia predominante\/bioma indicado<\/strong>: Cerrado\/Caatinga<\/p>\n<p><strong>Etimologia<\/strong><br \/>\nO termo &#8220;abacaxi&#8221; \u00e9 oriundo da jun\u00e7\u00e3o dos termos tupis i&#8217;b\u00e1 (fruto) e k\u00e1&#8217;ti (recendente, que exala cheiro agrad\u00e1vel e intenso), documentado j\u00e1 no in\u00edcio do s\u00e9c. XIX.<\/p>\n<p>O termo &#8220;anan\u00e1s&#8221; (em portugu\u00eas e espanhol) \u00e9 do guarani e tupi antigo nan\u00e1, e documentado em portugu\u00eas na primeira metade do s\u00e9c. XVI e em espanhol na segunda (1578), sendo empr\u00e9stimo do portugu\u00eas do Brasil ou da sua l\u00edngua geral.<\/p>\n<p>O abacaxi \u00e9 um fruto-s\u00edmbolo de regi\u00f5es tropicais e subtropicais, de grande aceita\u00e7\u00e3o em todo o mundo, quer ao natural, quer industrializado: agrada aos olhos, ao paladar e ao olfato. Por essas raz\u00f5es e por ter uma &#8220;coroa&#8221;, cabe-lhe, por vezes, o cognome de &#8220;rei dos frutos&#8221;, que lhe foi dado, logo ap\u00f3s seu descobrimento, pelos portugueses.<\/p>\n<p>Na linguagem corrente do Brasil, tal como em Angola, costuma-se designar por &#8220;anan\u00e1s&#8221; os frutos de plantas n\u00e3o cultivadas, de variedades menos conhecidas ou de qualidade inferior. Por sua vez, a palavra &#8220;abacaxi&#8221; costuma ser empregada n\u00e3o apenas para designar o fruto de melhor qualidade, mas a pr\u00f3pria planta que o produz.<\/p>\n<p>Na g\u00edria brasileira, &#8220;abacaxi&#8221; significa &#8220;algo que n\u00e3o d\u00e1 bom resultado, coisa embrulhada ou que n\u00e3o presta&#8221;. Este fato provavelmente se deve a seu visual espinhoso e ressequido, bem como \u00e0 dificuldade para descasc\u00e1-lo sem se ferir com suas farpas, presentes tanto na &#8220;coroa&#8221; quanto na pr\u00f3pria casca. &#8220;Descascar o abacaxi&#8221;, uma extens\u00e3o da mesma g\u00edria, significa &#8220;resolver um problema dif\u00edcil&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3rico<\/strong><\/p>\n<p>Abacaxizeiro com fruto quase maduro.<br \/>\nO abacaxi j\u00e1 era cultivado pelos ind\u00edgenas em extensas regi\u00f5es do Novo Mundo antes da sua descoberta pelos europeus. Origina-se da Am\u00e9rica tropical e subtropical (da regi\u00e3o centro-sul do Brasil, nordeste da Argentina e Paraguai).<\/p>\n<p>Acredita-se que os nativos do sul do Brasil e Paraguai disseminaram o abacaxi na Am\u00e9rica do Sul e eventualmente, acabou por alcan\u00e7ar o Caribe, a Am\u00e9rica Central e o M\u00e9xico. Sendo que em 4 de novembro de 1493, Colombo e seus marinheiros descobriram o abacaxizeiro em Guadalupe, nas Pequenas Antilhas, promovendo, a partir deste momento, sua dissemina\u00e7\u00e3o pelo mundo e tornando-o uma das infrutesc\u00eancias mais apreciadas no globo.<\/p>\n<p>Os espanh\u00f3is introduziram a planta nas Filipinas, Hava\u00ed, Zimbabwe e Guam. Os portugueses introduziram a fruta na India em 1550. A planta foi levada para Europa pelos Holandeses, sendo que o primeiro europeu a conseguir plant\u00e1-la no continente utilizando estufas foi Pieter de la Court em Meerburg em 1658. Dado as dificuldades de importa\u00e7\u00e3o na \u00e9poca, e os proibitivos custos de equipamento e m\u00e3o de obra necess\u00e1rios para plantar o abacaxi em climas temperados, a fruta virou um simbolo de ostenta\u00e7\u00e3o. Eles chegaram a ser usados em jantares apenas como enfeites, e reutilizados continuamente, at\u00e9 apodrecer.<\/p>\n<p><strong>Caracter\u00edsticas<\/strong><\/p>\n<p>Infloresc\u00eancia de um <em>Ananas comosus<\/em>.<br \/>\nO abacaxizeiro \u00e9 planta semiperene que alcan\u00e7a um metro de altura. Primeiramente, produz um \u00fanico fruto, situado no \u00e1pice; depois, com a ramifica\u00e7\u00e3o lateral do talo, aparecem outros frutos, de modo que a fase produtiva pode prolongar-se por v\u00e1rios anos. Quando adulto, \u00e9 constitu\u00eddo de ra\u00edzes, talo (caule), folhas, frutos e mudas. O sistema radicular, do tipo fasciculado, \u00e9 superficial, pois a maior parte das ra\u00edzes fica nos primeiros 15 cm de solo. O talo apresenta o formato de uma clava, relativamente curta e grossa. As folhas t\u00eam forma de calha, com espinhos e est\u00e3o inseridas no talo, formando uma densa espiral dextrogira e levogira.<\/p>\n<p>A infloresc\u00eancia \u00e9 uma espiga, formada de flores completas, cada uma localizada na axila de uma br\u00e1ctea. O fruto \u00e9 composto, do tipo sorose, e resulta da coalesc\u00eancia de um grande n\u00famero de frutos simples (100 a 200), do tipo baga, denominados frutilhos, os quais est\u00e3o inseridos num eixo central, cora\u00e7\u00e3o ou miolo, em disposi\u00e7\u00e3o espiralada e intimamente soldados uns aos outros. No \u00e1pice do fruto existe um tufo de folhas \u2013 a coroa \u2013 resultante do tecido meristem\u00e1tico apical que a planta possui desde a sua origem. A conex\u00e3o do fruto com o talo da planta \u00e9 feita atrav\u00e9s de um ped\u00fanculo.<\/p>\n<p>A casca do abacaxi \u00e9 formada pela reuni\u00e3o das br\u00e1cteas e s\u00e9palas das flores. Logo abaixo da casca, inseridos na periferia de depress\u00f5es em forma de ta\u00e7a, podem ser encontrados restos de p\u00e9talas e de estames, enquanto de cada uma dessas depress\u00f5es aparece um vest\u00edgio de estilete. Na superf\u00edcie de um fruto descascado de um modo pouco profundo, os restos de estiletes d\u00e3o ideia de espinhos. Por outro lado, quando o descascamento \u00e9 feito de modo mais profundo, a superf\u00edcie mostra-se toda perfurada, por ficarem expostas as lojas ou l\u00f3culos dos ov\u00e1rios dos frutilhos. Dentro de tais lojas, em se tratando de fruto de variedade cultivada, geralmente s\u00e3o encontrados apenas \u00f3vulos abortados, pois a forma\u00e7\u00e3o de sementes \u00e9 rara, por serem as flores autoincompat\u00edveis. Todavia, por meio de poliniza\u00e7\u00e3o manual com p\u00f3len de outra variedade, n\u00e3o \u00e9 rara a produ\u00e7\u00e3o de duas mil a tr\u00eas mil sementes por fruto.[12]<\/p>\n<p>A parte comest\u00edvel do abacaxi \u00e9 a polpa, suculenta, formada pelas paredes das lojas dos frutilhos e pelo tecido parenquimatoso que os une, bem como pela por\u00e7\u00e3o externa ou casca do cora\u00e7\u00e3o. De acordo com a parte da planta em que s\u00e3o produzidas, as mudas do abacaxizeiro s\u00e3o classificadas em quatro tipos:<br \/>\nCoroa \u2013 muda do \u00e1pice do fruto;<br \/>\nFilhote \u2013 muda do ped\u00fanculo;<br \/>\nFilhote-rebent\u00e3o \u2013 muda da regi\u00e3o de inser\u00e7\u00e3o do ped\u00fanculo com o talo da planta;<br \/>\nRebent\u00e3o \u2013 muda do talo da planta.<\/p>\n<p>O abacaxizeiro \u00e9 uma planta muito sens\u00edvel ao frio, mas resiste bem \u00e0s secas. Embora seja planta tropical, nos dias de sol muito intenso, os frutos podem sofrer queimaduras, quando n\u00e3o s\u00e3o protegidos. Pode ser cultivado em qualquer tipo de solo, desde que seja perme\u00e1vel, isto \u00e9, n\u00e3o sujeito ao encharcamento; prefere, por\u00e9m, solos leves, ricos em elementos nutritivos e com pH entre 4,5 e 5,5, ainda que tolere aqueles de pH mais baixo. \u00c9 bastante exigente em nutrientes.<\/p>\n<p>Geralmente, o florescimento natural do abacaxizeiro ocorre no inverno, por ser planta de dias curtos, ou seja, com a diminui\u00e7\u00e3o do fotoper\u00edodo e ou redu\u00e7\u00e3o da temperatura, a gema apical \u00e9 induzida a produzir uma infloresc\u00eancia ao inv\u00e9s de emitir folhas. O comprimento do ciclo natural pode variar de 10 a 36 meses, pois, al\u00e9m de condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, depende da \u00e9poca de plantio, do tipo e do peso das mudas utilizadas, e tamb\u00e9m das pr\u00e1ticas culturais adotadas<sup>1<\/sup><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>EXEMPLAR PLANTADO NO C\u00d3RREGO<\/strong>:<br \/>\nFoto em <\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Fontes<\/strong>:<br \/>\n<sup>1<\/sup>https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Anan%C3%A1s\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nome popular: Abacaxizeiro Nome cient\u00edfico: Ananas spp. Exig\u00eancia por fertilidade: baixa-m\u00e9dia Ciclo de vida: anual Estrato : baixo Boa produtora de biomassa: n\u00e3o Alimento humano: sim Atra\u00e7\u00e3o de fauna e polinizadores: sim Forrageira: n\u00e3o Potencial madeireiro: n\u00e3o Potencial Medicinal: sim &hellip; <a href=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/abacaxizeiro\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1633,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[53],"tags":[],"class_list":["post-1630","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arvores"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1630","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1630"}],"version-history":[{"count":4,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1630\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2028,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1630\/revisions\/2028"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1633"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1630"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1630"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1630"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}