{"id":1772,"date":"2020-01-25T17:06:48","date_gmt":"2020-01-25T20:06:48","guid":{"rendered":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/?p=1772"},"modified":"2020-01-25T17:29:13","modified_gmt":"2020-01-25T20:29:13","slug":"baruzeiro","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/baruzeiro\/","title":{"rendered":"Baruzeiro"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"attachment_1779\" style=\"width: 511px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1779\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/01\/baru_2.jpg\" alt=\"\" width=\"501\" height=\"376\" class=\"size-full wp-image-1779\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/01\/baru_2.jpg 501w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/01\/baru_2-300x225.jpg 300w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/01\/baru_2-400x300.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 501px) 100vw, 501px\" \/><p id=\"caption-attachment-1779\" class=\"wp-caption-text\"><em>Dipteryx alata<\/em><\/p><\/div><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Nome popular<\/strong>:\tBar\u00fa<br \/>\n<strong>Nome cient\u00edfico<\/strong>:\t<em>Dipteryx alata<\/em><br \/>\n<strong>Exig\u00eancia por fertilidade<\/strong>:\tm\u00e9dia<br \/>\n<strong>Ciclo de vida<\/strong>:\tperene<br \/>\n<strong>Estrato<\/strong>:\talto<br \/>\n<strong>Boa produtora de biomassa<\/strong>:\tn\u00e3o<br \/>\n<strong>Alimento humano<\/strong>:\tsim<br \/>\n<strong>Atra\u00e7\u00e3o de fauna e polinizadores<\/strong>:\tsim<br \/>\n<strong>Forrageira<\/strong>:\tn\u00e3o<br \/>\n<strong>Potencial madeireiro<\/strong>:\tsim<br \/>\n<strong>Potencial Medicinal<\/strong>:\tn\u00e3o<br \/>\n<strong>Potencial de renda e mercado<\/strong>:\tsim<br \/>\n<strong>Ocorr\u00eancia predominante\/ bioma indicado<\/strong>:\tCerrado<\/p>\n<hr \/>\n<p>O baru ou cumaru (<em>Dipteryx alata<\/em>), \u00e9 uma \u00e1rvore da fam\u00edlia das leguminosas, subfam\u00edlia papiliono\u00eddea.<br \/>\n<strong>Nomes populares<\/strong>: coco-pereba, coco-barata, baru, barujo, bugueiro, cambaru, castanha-de-bugre, castanha-de-burro, coco-feij\u00e3o, cumari, cumaru, cumarurana, cumbaru, feij\u00e3o-baru, feij\u00e3o-coco, imburana-brava e pau-cumaru.<br \/>\n<strong>Caracter\u00edsticas<\/strong>: A \u00e1rvore, de at\u00e9 25 metros de altura com tronco podendo atingir 70 cm de di\u00e2metro, possui copa densa e arredondada. Sua madeira \u00e9 resistente<br \/>\n<strong>Folhas<\/strong>: compostas por 6 a 12 fol\u00edolos, glabras, de colora\u00e7\u00e3o verde intensa.<br \/>\n<strong>Flores<\/strong>: pequenas, de colora\u00e7\u00e3o esverdeada que surgem de outubro a janeiro. Floresce de outubro a janeiro.<br \/>\n<strong>Fruto<\/strong>: (baru) \u00e9 um legume lenhoso, castanho com uma \u00fanica am\u00eandoa comest\u00edvel, que amadurece de setembro a outubro.<\/p>\n<p>As sementes s\u00e3o uma iguaria cada vez mais apreciada e muito nutritiva, embora a dureza do fruto dificulte sua obten\u00e7\u00e3o. Animais silvestres e o gado consomem a polpa arom\u00e1tica do fruto, assim como seres humanos, in natura ou como gel\u00e9ia. O primeiro equipamento para facilitar a abertura do fruto foi constru\u00eddo por Gilmar Moreira, t\u00e9cnico da Emater GO em Fazenda Nova, por volta do ano de 1993. Era constitu\u00eddo por uma foice adaptada em um peda\u00e7o de vigota, conforme publica\u00e7\u00e3o no Suplemento do Campo do Jornal &#8221; O Popular &#8221; \u00e0 \u00e9poca.<\/p>\n<p><strong>Ecologia<\/strong>: O baruzeiro \u00e9 nativo da vegeta\u00e7\u00e3o do cerrado brasileiro e das faixas de transi\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica para o cerrado (na floresta latifoliada semidecidual). Ocorre nos estados de Minas Gerais (Norte, Noroeste, Tri\u00e2ngulo Mineiro), S\u00e3o Paulo (norte do estado), Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goi\u00e1s. Ocorre tamb\u00e9m na Bol\u00edvia, Paraguai e Peru.<\/p>\n<p>A \u00e1rvore \u00e9 perenif\u00f3lia, heli\u00f3fita, de terrenos secos. Sua dispers\u00e3o \u00e9 irregular.<\/p>\n<p>Est\u00e1 amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o devido a destrui\u00e7\u00e3o de seu bioma nativo, ocupado pela expans\u00e3o agr\u00edcola; corte devido a sua excelente madeira; consumo de suas sementes na alimenta\u00e7\u00e3o e como medicinal.<\/p>\n<p><strong>Fenologia<\/strong>: Muda de baru de crescimento r\u00e1pido, cultiva-se por sementes. Um quilograma de frutos cont\u00e9m cerca de 30 sementes.<br \/>\nA semente germina em cerca de 20 a quarenta dias, e a taxa de germina\u00e7\u00e3o \u00e9 baixa.<br \/>\n<strong>Usos<\/strong>: A madeira \u00e9 de qualidade superior.<\/p>\n<p>O gosto da am\u00eandoa do baru, parecido com o do amendoim, leva a popula\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o a atribuir-lhe propriedades afrodis\u00edacas: diz-se que, na \u00e9poca do baru, aumenta o n\u00famero de mulheres que engravidam. O que j\u00e1 se sabe \u00e9 que o baru tem um alto valor nutricional. A castanha tem em torno de 23% de prote\u00edna, valor maior do que a castanha-de-caju e a castanha-do-par\u00e1.<\/p>\n<p>A semente pode ser armazenada em um saco de aniagem, em ambiente fechado, por um per\u00edodo de um ano, sem nenhum dano para a qualidade da am\u00eandoa. Fora do coco, as am\u00eandoas tamb\u00e9m podem ser conservadas pelo mesmo per\u00edodo, desde que sejam guardadas em sacos pl\u00e1sticos dentro do freezer.<\/p>\n<p>O preparo das am\u00eandoas para consumo \u00e9 simples. Depois de tiradas da polpa, podem ser consumidas &#8220;in natura&#8221; ou torradas, retirando-se a pele, como o amendoim torrado. Podem ser consumidas sozinhas ou usadas no preparo de p\u00e9-de-moleque, rapadura, pa\u00e7oca, brevidades, bolos, pudim&#8230;<\/p>\n<p>O \u00f3leo extra\u00eddo da am\u00eandoa \u00e9 de excelente qualidade, e costuma ser utilizado pela popula\u00e7\u00e3o local como aromatizante para o fumo e como anti-reum\u00e1tico. Apesar de todas as suas qualidades, o baru ainda n\u00e3o \u00e9 muito comercializado, sendo raro encontr\u00e1-lo nas feiras de cidades do Sudeste. \u00c9 comum, contudo, em feiras-livres e lojas de produtos naturais de Goi\u00e1s, do Noroeste e Norte de Minas Gerais e do Distrito Federal.<\/p>\n<p>As qualidades do baruzeiro v\u00eam sendo pesquisadas desde o fim dos anos 1980 pela Embrapa e suas propriedades o tornam uma planta relevante. O baruzeiro, por ser uma \u00e1rvore de crescimento r\u00e1pido e pela qualidade e resist\u00eancia de sua madeira, \u00e9 uma planta de bastante interesse e indicada para as empresas de reflorestamento.<strong><sup>1<\/sup><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><div id=\"attachment_1780\" style=\"width: 285px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1780\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/01\/baru_fruto.jpg\" alt=\"\" width=\"275\" height=\"183\" class=\"size-full wp-image-1780\" \/><p id=\"caption-attachment-1780\" class=\"wp-caption-text\"><em>Dipteryx alata<\/em><\/p><\/div><br \/>\n\u00c1rvore ornamental majestosa, nativa do cerrado, de folhagem exuberante, gera castanha de sabor parecido com amendoim.<br \/>\n<strong>Fam\u00edlia<\/strong>: Fabaceae<br \/>\n<strong>Origem<\/strong>: Am\u00e9rica do Sul &#8211; Bol\u00edvia, Brasil, Paraguai, Peru<br \/>\n<strong>Ciclo de vida<\/strong>: perene<br \/>\n<strong>Folha<\/strong>: As folhas s\u00e3o compostas imparipinadas, alternas, com fol\u00edolos oblongos, glabros e de cor verde escura.<br \/>\n<strong>Crescimento da planta<\/strong>: \u00c9 de crescimento relativamente r\u00e1pido, embora um pouco irregular entre os indiv\u00edduos. O baru \u00e9 uma \u00e1rvore frut\u00edfera e ornamental, nativa do cerrado e zonas de transi\u00e7\u00e3o deste com a mata atl\u00e2ntica e conhecida por suas deliciosas amendoas. Ela atinge at\u00e9 cerca de 25 metros de altura e ocorre no Brasil, Paraguai, Per\u00fa e Bol\u00edvia.<br \/>\n<strong>Frutos<\/strong>: Frutifica nos meses de setembro a novembro. Os frutos que se seguem s\u00e3o drupas carnosas, de casca pardacenta, polpa doce e endocarpo p\u00e9treo, muito dif\u00edcil de ser rompido, que envolve uma \u00fanica semente, oleaginosa, de cor castanha e formato elips\u00f3ide.<br \/>\n<strong>Flores<\/strong>: Meados da primavera at\u00e9 o in\u00edcio do ver\u00e3o. As infloresc\u00eancias surgem em cachos terminais, com delicadas flores verde-amareladas, de centro cor-de-rosa, que parecem borboletas.<br \/>\n<strong>Rega<\/strong>: Irrigar a cada quinze dias nos primeiros 3 meses, depois somente se faltar \u00e1gua na \u00e9poca da florada.<br \/>\n<strong>Clima<\/strong>: Continental, Mediterr\u00e2neo, Tropical<br \/>\n<strong>Poda<\/strong>: Fazer apenas podas de forma\u00e7\u00e3o da copa e eliminar os galhos que nascerem na base do tronco ou os que surgirem e estiverem virados para o centro da copa.<br \/>\n<strong>Local<\/strong>: Sol Pleno<br \/>\n<strong>Atra\u00e7\u00e3o de fauna<\/strong>: Atrai p\u00e1ssaros<strong><sup>2<\/sup><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>EXEMPLAR PLANTADO NO C\u00d3RREGO<\/strong>:<br \/>\nFoto em <\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Fontes<\/strong>:<br \/>\n<strong><sup>1<\/sup><\/strong>https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Baru<br \/>\n<strong><sup>2<\/sup><\/strong>https:\/\/www.sitiodamata.com.br\/baru-dipteryx-alata<\/p>\n<hr \/>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nome popular: Bar\u00fa Nome cient\u00edfico: Dipteryx alata Exig\u00eancia por fertilidade: m\u00e9dia Ciclo de vida: perene Estrato: alto Boa produtora de biomassa: n\u00e3o Alimento humano: sim Atra\u00e7\u00e3o de fauna e polinizadores: sim Forrageira: n\u00e3o Potencial madeireiro: sim Potencial Medicinal: n\u00e3o Potencial &hellip; <a href=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/baruzeiro\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1782,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[53],"tags":[],"class_list":["post-1772","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arvores"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1772","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1772"}],"version-history":[{"count":5,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1772\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1784,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1772\/revisions\/1784"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1782"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1772"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1772"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1772"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}