{"id":1845,"date":"2020-01-27T09:25:07","date_gmt":"2020-01-27T12:25:07","guid":{"rendered":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/?p=1845"},"modified":"2020-02-04T09:51:33","modified_gmt":"2020-02-04T12:51:33","slug":"cajueiro","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/cajueiro\/","title":{"rendered":"Cajueiro"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"attachment_2111\" style=\"width: 2010px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2111\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/01\/caju.jpg\" alt=\"\" width=\"2000\" height=\"1500\" class=\"size-full wp-image-2111\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/01\/caju.jpg 2000w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/01\/caju-300x225.jpg 300w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/01\/caju-1024x768.jpg 1024w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/01\/caju-768x576.jpg 768w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/01\/caju-1536x1152.jpg 1536w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/01\/caju-400x300.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 2000px) 100vw, 2000px\" \/><p id=\"caption-attachment-2111\" class=\"wp-caption-text\"><em>Anacardium occidentale<\/em><\/p><\/div><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Nome popular<\/strong>:\tCajueiro<br \/>\n<strong>Nome cient\u00edfico<\/strong>: <em>Anacardium occidentale<\/em><br \/>\n<strong>Exig\u00eancia por fertilidade<\/strong>: m\u00e9dia<br \/>\n<strong>Ciclo de vida<\/strong>:\tperene<br \/>\n<strong>Estrato<\/strong>: emergente<br \/>\n<strong>Boa produtora de biomassa<\/strong>: n\u00e3o<br \/>\n<strong>Alimento humano<\/strong>: sim<br \/>\n<strong>Atra\u00e7\u00e3o de fauna e polinizadores<\/strong>: sim<br \/>\n<strong>Forrageira<\/strong>: n\u00e3o<br \/>\n<strong>Potencial madeireiro<\/strong>: n\u00e3o<br \/>\n<strong>Potencial Medicinal<\/strong>: sim<br \/>\n<strong>Potencial de renda e mercado<\/strong>:\tsim<br \/>\n<strong>Ocorr\u00eancia predominante\/ bioma indicado<\/strong>:\tCerrado\/Caatinga<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Nomes populares<\/strong>:Caj\u00fa, Anacardo, Acaju, Acaju\u00edba, Caju-manso, Cajuzeiro, Cajueiro, Caju-banana, Caju-manteiga, A\u00e7aja\u00edba<\/p>\n<hr \/>\n<p>O cajueiro (nome cient\u00edfico <em>Anacardium occidentale<\/em>) \u00e9 uma planta da fam\u00edlia Anacardiaceae origin\u00e1ria da regi\u00e3o nordeste do Brasil, com arquitetura de copa tortuosa e de diferentes portes. Na natureza existem dois tipos: o comum (ou gigante) e o an\u00e3o. O tipo comum pode atingir entre 5 e 12 metros de altura, mas em condi\u00e7\u00f5es muito prop\u00edcias pode chegar a 20 metros. O tipo an\u00e3o possui altura m\u00e9dia de 4 metros.<\/p>\n<p>Seu fruto, a castanha de caju, tem uma forma semelhante a um rim humano; a am\u00eandoa contida no interior da castanha, quando seca e torrada, \u00e9 popularmente conhecida como castanha-de-caju. Prologando-se ao fruto, existe um ped\u00fanculo (seu pseudofruto) maior, macio, piriforme, tamb\u00e9m comest\u00edvel, de cor alaranjada ou avermelhada; \u00e9 geralmente confundido como fruto. Designado como ped\u00fanculo ou pseudofruto, esta estrutura amadurece colorido em amarelo e\/ou vermelho e varia entre o tamanho de uma ameixa e o de uma p\u00eara (5\u201311 cm). Tem, ainda, os nomes cient\u00edficos de <em>Anacardium microcarpum<\/em> e <em>Cassuvium pomiverum<\/em>.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do fruto, a casca da \u00e1rvore \u00e9 tamb\u00e9m utilizada como adstringente e t\u00f4nico. O tronco do cajueiro produz uma resina amarela, conhecida por goma do cajueiro que pode substituir a goma ar\u00e1bica, e que \u00e9 usada na ind\u00fastria do papel at\u00e9 a ind\u00fastria farmac\u00eautica.<br \/>\nSua madeira, dur\u00e1vel e de colora\u00e7\u00e3o rosada \u00e9 tamb\u00e9m apreciada. As flores s\u00e3o especialmente mel\u00edferas e t\u00eam propriedades t\u00f4nicas, j\u00e1 que cont\u00eam anacardina. Da seiva produz-se tinta. A raiz tem propriedades purgativas.Suas folhas s\u00e3o obovadas (isto \u00e9, t\u00eam a forma de um ovo invertido), apresentando-se cori\u00e1ceas e subcori\u00e1ceas. As flores disp\u00f5em-se em pan\u00edculas.<br \/>\n<div id=\"attachment_1850\" style=\"width: 275px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1850\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/01\/Caju-fruto.jpg\" alt=\"\" width=\"265\" height=\"190\" class=\"size-full wp-image-1850\" \/><p id=\"caption-attachment-1850\" class=\"wp-caption-text\"><em>Anacardium occidentale<\/em><\/p><\/div><br \/>\n<strong>Taxonomia<\/strong>: Copa com ramos terminais piloso; Caule tortuoso, com ritidoma cinza e fissurados com placas; Folhas simples, cori\u00e1ceas ou semicori\u00e1ceas, concolores, glabras, alternas, espiraladas ovadas e obovadas, com \u00e1pices arredondados e bases agudas; as margens s\u00e3o inteiras e nerva\u00e7\u00e3o broquid\u00f3droma; Nervuras salientes na parte abaxial e dom\u00e1ceas nas axilas das nervuras secund\u00e1rias. pec\u00edoladas ou s\u00e9sseis, sem est\u00edpula; Flores de cinco p\u00e9talas livres, de cor rosa; Frutos s\u00e3o nozes de at\u00e9 3 cent\u00edmetros de cor cinza, pseudofruto vermelho ou amarelado suculento e carnoso.<br \/>\n<strong>Etimologia<\/strong>: O nome <em>Anacardium<\/em> deriva do greco kardia = &#8220;cora\u00e7\u00e3o&#8221;, devido \u00e0 forma da fruta. Tamb\u00e9m \u00e9 conhecido pelos nomes derivados do original da l\u00edngua tupi (acayu): acaju, acaja\u00edba, acaju\u00edba, caju-comum, cajueiro-comum, cajuil, caju-manso, cajuzeiro e ocaju. A origem est\u00e1 na palavra Acai\u00fa (a- fruto + \u00b4\u00e1c- que trava + ai\u00fa- fibroso, lit. fruto que trava fibroso). Em Mo\u00e7ambique \u00e9 ainda conhecido como mecaju e mepoto.<\/p>\n<p>O nome ingl\u00eas cashew \u00e9 derivado da palavra portuguesa de pron\u00fancia similar, caju, que por sua vez prov\u00e9m da palavra ind\u00edgena acaju. Na Venezuela o cajueiro \u00e9 denominado merey, mas em outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina \u00e9 chamado mara\u00f1\u00f3n, provavelmente devido ao nome da regi\u00e3o onde foi visto pela primeira vez, o estado do Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Import\u00e2ncia nutritiva<\/strong>: O caju \u00e9 riqu\u00edssimo em vitamina C (seu teor \u00e9 bem maior que o da laranja). Cont\u00e9m ainda vitamina A e do complexo B. Tamb\u00e9m \u00e9 rico em prote\u00ednas, lip\u00eddios, e carboidratos. \u00c9 ainda uma boa fonte de sais minerais como c\u00e1lcio, f\u00f3sforo e ferro, al\u00e9m de zinco, magn\u00e9sio, fibras e gordura insaturada, que ajudam a diminuir o n\u00edvel de colesterol no sangue. O caju tem ainda quantidades razo\u00e1veis de Niacina. Por ser rico em fibras, o caju \u00e9 indicado para aumentar a movimenta\u00e7\u00e3o intestinal.<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria<\/strong>: Cr\u00f4nicas dos primeiros colonizadores da costa brasileira contam que, na \u00e9poca da frutifica\u00e7\u00e3o dos cajueiros, na\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas do interior vinham ao litoral, territ\u00f3rio dos tupinamb\u00e1s e tupiniquins, e com eles travavam guerras pela colheita dos frutos: eram as &#8220;guerras do acayu&#8221;. \u00c9 a esp\u00e9cie s\u00edmbolo dos restingais da costa leste setentrional.<\/p>\n<p>Durante o dom\u00ednio holand\u00eas no Nordeste do Brasil, diversos autores ressaltaram o valor da fruta do cajueiro, especialmente suas virtudes terap\u00eauticas. Maur\u00edcio de Nassau chegou a baixar uma resolu\u00e7\u00e3o que fixava a multa de cem florins por cajueiro derrubado (&#8220;visto que o seu fruto \u00e9 um importante sustento dos \u00edndios&#8221;). O cajueiro \u00e9 a \u00e1rvore s\u00edmbolo da Cidade do Recife-PE.<\/p>\n<p>Presume-se que o cajueiro chegou em Goa, principal col\u00f4nia de Portugal nas \u00cdndias Orientais entre 1560 e 1565, para a estabiliza\u00e7\u00e3o de taludes e para lutar contra a eros\u00e3o.<\/p>\n<p>Os portugueses levaram a planta para a \u00cdndia, entre 1563 e 1578, onde ela se adaptou extremamente bem. Depois da \u00cdndia foi introduzida no sudeste asi\u00e1tico, chegando \u00e0 \u00c1frica durante a segunda metade do s\u00e9culo XVI, primeiro na costa leste e depois na oeste e por \u00faltimo nas ilhas.<\/p>\n<p>As primeiras importa\u00e7\u00f5es de am\u00eandoas de castanha de caju da \u00cdndia foram feitas em 1905 pelos Estados Unidos. O com\u00e9rcio mundial de am\u00eandoa de caju teve in\u00edcio de forma efetiva depois que representantes da empresa americana General Food Corporation descobriram essas nozes durante uma miss\u00e3o na \u00cdndia no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1920. Al\u00e9m de embarques regulares para os Estados Unidos, pequenas consigna\u00e7\u00f5es foram enviadas para v\u00e1rios pa\u00edses europeus, particularmente para o Reino Unido e Pa\u00edses Baixos. Em 1941 as exporta\u00e7\u00f5es indianas de am\u00eandoas de castanha de caju j\u00e1 alcan\u00e7avam quase 20 mil t. Hoje a castanha \u00e9 um importante item no com\u00e9rcio mundial. O valor total de vendas, ap\u00f3s agrega\u00e7\u00e3o de valor, supera a soma de US$ 2 bilh\u00f5es..<strong><sup>1<\/sup><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p>Refer\u00eancias:<br \/>\n<strong><sup>1<\/sup><\/strong>https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Cajueiro\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nome popular: Cajueiro Nome cient\u00edfico: Anacardium occidentale Exig\u00eancia por fertilidade: m\u00e9dia Ciclo de vida: perene Estrato: emergente Boa produtora de biomassa: n\u00e3o Alimento humano: sim Atra\u00e7\u00e3o de fauna e polinizadores: sim Forrageira: n\u00e3o Potencial madeireiro: n\u00e3o Potencial Medicinal: sim Potencial &hellip; <a href=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/cajueiro\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1849,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[53],"tags":[],"class_list":["post-1845","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arvores"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1845","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1845"}],"version-history":[{"count":6,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1845\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2113,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1845\/revisions\/2113"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1849"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1845"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1845"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1845"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}