{"id":1978,"date":"2020-01-28T15:48:48","date_gmt":"2020-01-28T18:48:48","guid":{"rendered":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/?p=1978"},"modified":"2020-01-30T14:44:30","modified_gmt":"2020-01-30T17:44:30","slug":"carnauba","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/carnauba\/","title":{"rendered":"Carna\u00faba"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr \/>\n<div id=\"attachment_1987\" style=\"width: 570px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1987\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/01\/carnauba-dodesign-s.jpg\" alt=\"\" width=\"560\" height=\"372\" class=\"size-full wp-image-1987\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/01\/carnauba-dodesign-s.jpg 560w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/01\/carnauba-dodesign-s-300x199.jpg 300w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/01\/carnauba-dodesign-s-452x300.jpg 452w\" sizes=\"auto, (max-width: 560px) 100vw, 560px\" \/><p id=\"caption-attachment-1987\" class=\"wp-caption-text\"><em>Copernicia prunifera<\/em><\/p><\/div>\n<hr \/>\n<p><strong>Nome popular<\/strong>:\tCarna\u00faba<br \/>\n<strong>Nome cient\u00edfico<\/strong>:\t<em>Copernicia prunifera<\/em><br \/>\n<strong>Exig\u00eancia por fertilidade<\/strong>:\talta<br \/>\n<strong>Ciclo de vida<\/strong>:\tperene<br \/>\n<strong>Estrato<\/strong>:\temergente<br \/>\n<strong>Boa produtora de biomassa<\/strong>:\tn\u00e3o<br \/>\n<strong>Alimento humano<\/strong>:\tsim<br \/>\n<strong>Atra\u00e7\u00e3o de fauna e polinizadores<\/strong>:\tsim<br \/>\n<strong>Forrageira<\/strong>:\tsim<br \/>\n<strong>Potencial madeireiro<\/strong>:\tn\u00e3o<br \/>\n<strong>Potencial Medicinal<\/strong>:\tsim<br \/>\n<strong>Potencial de renda e mercado<\/strong>:\tsim<br \/>\n<strong>Ocorr\u00eancia predominante\/ bioma indicado<\/strong>:\tCaatinga<\/p>\n<hr \/>\n<p>A carna\u00faba (nome cient\u00edfico <em>Copernicia prunifera<\/em>) \u00e9 a palmeira sertaneja do Nordeste. A \u00e1rvore de vida longa j\u00e1 teve sua beleza e exuber\u00e2ncia divulgada em p\u00e1ginas da literatura brasileira. Escritores como M\u00e1rio de Andrade, Jos\u00e9 de Alencar e Euclides da Cunha a destacaram em suas obras. Seu nome \u00e9 derivado do tupi e significa \u00e1rvore que arranha, por conta da camada de espinhos que cobre a parte inferior do caule.<\/p>\n<p>A planta nasce em solos arenosos, alagadi\u00e7os, v\u00e1rzeas ou margens dos rios. O tom das folhas \u00e9 verde, levemente azulado, em virtude da cobertura de cera. Estudos indicam que a cera natural \u00e9 uma prote\u00e7\u00e3o da carna\u00faba para evitar a perda de \u00e1gua e, assim, adaptar-se bem as regi\u00f5es secas, como a Caatinga.<\/p>\n<p>\u00c9 a partir dessa cera natural que se produz pap\u00e9is, batons, vernizes, sabonetes, discos de vinil e outros itens. A cera \u00e9 retirada manualmente. As folhas s\u00e3o cortadas, passam por um processo de secagem ao sol e a pel\u00edcula vira um p\u00f3, sendo depois batida para ser separada da palha. Depois de levada ao fogo junto com \u00e1gua vira uma calda da qual se obt\u00e9m a cera l\u00edquida. Os estados do Piau\u00ed, Cear\u00e1 e Rio Grande do Norte s\u00e3o os principais produtores.<\/p>\n<p>A carna\u00faba chega a alcan\u00e7ar at\u00e9 15 metros de altura. Seu caule reto e cil\u00edndrico tem um di\u00e2metro que varia de 10 a 20 cent\u00edmetros. A \u00e1rvore d\u00e1 frutos no per\u00edodo que vai de novembro a mar\u00e7o. S\u00e3o esverdeados quando jovens e ficam roxos quando amadurecem. Seus frutos s\u00e3o bem aproveitados para alimentar animais de cria\u00e7\u00e3o. J\u00e1 a polpa serve para a produ\u00e7\u00e3o de farinha e extra\u00e7\u00e3o de um l\u00edquido leitoso. A sua am\u00eandoa tamb\u00e9m \u00e9 usada em substitui\u00e7\u00e3o ao p\u00f3 de caf\u00e9. Para isso, basta ser torrada e mo\u00edda. As folhas servem para fazer telhados de casas e as fibras viram sacos, cestos, redes.<strong><sup>1<\/sup><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p>A carna\u00faba (<em>Copernicia prunifera<\/em>), tamb\u00e9m chamada carnaubeira e carna\u00edba, \u00e9 uma palmeira, da fam\u00edlia Arecaceae, end\u00eamica do semi\u00e1rido da Regi\u00e3o Nordeste do Brasil. \u00c9 a \u00e1rvore-s\u00edmbolo do Estado do Cear\u00e1, conhecida como &#8220;\u00e1rvore da vida&#8221;, pois oferece uma infinidade de usos ao homem. Como exemplos, as ra\u00edzes t\u00eam uso medicinal como eficiente diur\u00e9tico e antiven\u00e9reo; os frutos s\u00e3o um rico nutriente para a ra\u00e7\u00e3o animal; o tronco \u00e9 madeira de qualidade para constru\u00e7\u00f5es; as palhas servem para a produ\u00e7\u00e3o artesanal, aduba\u00e7\u00e3o do solo e extra\u00e7\u00e3o de cera (cera de carna\u00faba), um insumo valioso que entra na composi\u00e7\u00e3o de diversos produtos industriais, tais como cosm\u00e9ticos, c\u00e1psulas de rem\u00e9dios, componentes eletr\u00f4nicos, produtos aliment\u00edcios, ceras polidoras, revestimentos e produtos como lubrificantes.<\/p>\n<p><strong>Etimologia<\/strong>: &#8220;Carna\u00faba&#8221; e &#8220;carna\u00edba&#8221; prov\u00eam do tupi karana&#8217;iwa, &#8220;\u00e1rvore do caran\u00e1&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Descri\u00e7\u00e3o<\/strong>: Seu desenvolvimento m\u00e1ximo ocorre por volta de 50 anos, podendo atingir entre 9 a 12 metros de altura[7], podendo excepcionalmente atingir 15 m.[8]<\/p>\n<p>Por tratar-se de uma planta adaptada ao clima semi\u00e1rido, a carna\u00faba oferece grandes possibilidades de uso em atividades econ\u00f4micas mesmo durante o per\u00edodo de estiagem, tratando-se, portanto, de importante alternativa na composi\u00e7\u00e3o da renda familiar das comunidades rurais.<\/p>\n<p>Os carnaubais formam florestas que t\u00eam predomin\u00e2ncia nas plan\u00edcies aluviais dos principais rios do Cear\u00e1, Piau\u00ed e Maranh\u00e3o, cumprindo importantes fun\u00e7\u00f5es para a manuten\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio ecol\u00f3gico da regi\u00e3o, como a conserva\u00e7\u00e3o dos solos, fauna, cursos d&#8217;\u00e1gua e mananciais h\u00eddricos.<\/p>\n<p>Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, em virtude da desvaloriza\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os da cera vegetal, a carna\u00faba voltou a ser alvo de desmatamentos para a introdu\u00e7\u00e3o de outras atividades produtivas, como a agricultura irrigada e a cria\u00e7\u00e3o de camar\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>A cera da carna\u00faba<\/strong><br \/>\nCera de carna\u00faba em exposi\u00e7\u00e3o no Museu da Ind\u00fastria, em Fortaleza<br \/>\nA cera de carna\u00faba \u00e9 um produto usado em um grande n\u00famero de ind\u00fastrias. Popularmente conhecida como &#8220;rainha das ceras&#8221;, a cera de carna\u00faba tem um ponto de derretimento muito maior que outras (78\u00b0C), al\u00e9m de ser extremamente dura. Isso faz com que seja ideal para criar coberturas extremamente fortes para pisos, autom\u00f3veis, entre outras coisas. Adicionalmente, a cera de carna\u00faba aparece em doces, polimentos, vernizes, produtos cosm\u00e9ticos e em muitos outros lugares.<\/p>\n<p>Ela tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 facilmente sol\u00favel. A \u00e1gua n\u00e3o pode romper uma camada de cera de carna\u00faba, apenas outros solventes o podem fazer, geralmente em combina\u00e7\u00e3o com calor. Isso significa que o material possui alta durabilidade, tornando inclusive uma superf\u00edcie um tanto ou quanto resistente \u00e0 \u00e1gua. Muitos surfistas, por exemplo, usam cera para suas pranchas que cont\u00e9m carna\u00faba. Tamb\u00e9m \u00e9 usada como cobertura de pratos de papel, fio dental e uma alternativa para gelatina vegetariana. Na ind\u00fastria farmac\u00eautica, aparece como cobertura de tabletes e em um grande n\u00famero de embalagens de alimentos. Ao contr\u00e1rio de muitas outras ceras, o acabamento com cera de carna\u00faba n\u00e3o se desfaz com o tempo, apenas fica opaco. Apesar de a cera de carna\u00faba ter sido substitu\u00edda em grande parte por sint\u00e9ticos, ainda \u00e9 um produto muito usado em muitas partes do mundo. Tamb\u00e9m \u00e9 muito usada em cera de carros.<\/p>\n<p>A cera de carna\u00faba \u00e9 utilizada, ainda, na conserva\u00e7\u00e3o de frutas. Ela \u00e9 dissolvida com \u00e1gua e outros ingredientes e aplicada sobre as frutas, formando uma pel\u00edcula protetora que impede a a\u00e7\u00e3o oxidante do oxig\u00eanio e evita a perda de l\u00edquido com a evapora\u00e7\u00e3o. Estudos demonstram que a aplica\u00e7\u00e3o dessa prote\u00e7\u00e3o em tomates, mangas, e tantas outras frutas pode prolongar o seu vi\u00e7o quase o dobro do tempo de uma fruta que n\u00e3o recebeu essa aplica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Bagana<\/strong><br \/>\nBagana \u00e9 a palha resultante da extra\u00e7\u00e3o da cera da folha da carna\u00faba.[9][10] A cera tem diversas aplica\u00e7\u00f5es industriais, e \u00e9 tamb\u00e9m exportada. A palha pode ser aproveitada para fins agr\u00edcolas em compostagem ou como cobertura morta, para ajudar a conservar a umidade do solo.[11][12] Al\u00e9m disso, pode ser usada como componente de ra\u00e7\u00e3o para ovinos.[13]<\/p>\n<p><strong>Arquitetura<\/strong><br \/>\n\u00c9 uma fonte de materiais para uso arquitet\u00f4nico, seja ele r\u00fastico ou requintado. A palha de carna\u00faba serve para cobertura de casas residenciais e\/ou para pavilh\u00f5es expositivos; o caule serve para enripamento, encaibramento e enforquilhamento.[14]<\/p>\n<p><strong>Artesanato<\/strong><br \/>\nA palha da carna\u00faba tamb\u00e9m \u00e9 muito utilizada para produzir pe\u00e7as artesanais como cestas, tran\u00e7ados, bolsas, chap\u00e9us e caixas. \u00c9 apreciada por turistas que visitam a regi\u00e3o, tornando-a importante fonte de renda da popula\u00e7\u00e3o local.<\/p>\n<p>Um dos principais produtos acabados com uma conex\u00e3o a esta cadeia produtiva do artesanato da carna\u00faba \u00e9 a cacha\u00e7a Ypioca, que tradicionalmente tem suas garrafas recobertas por um tran\u00e7ado da palha. As artes\u00e3s envolvidas tem uma renda significativa como resultado deste processo.<\/p>\n<p><strong>Pecu\u00e1ria<\/strong><br \/>\nA palha da carna\u00faba tamb\u00e9m \u00e9 usada na alimenta\u00e7\u00e3o dos animais. Estes, em tempo de escassez, comem as folhas (palhas) das carnaubeirinhas pequenas, chamadas pindoba.<strong><sup>2<\/sup><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Fontes:<\/strong>:<br \/>\n<strong><sup>1<\/sup><\/strong>http:\/\/www.cerratinga.org.br\/carnauba\/<br \/>\n<strong><sup>2<\/sup><\/strong>https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Carna%C3%BAba\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nome popular: Carna\u00faba Nome cient\u00edfico: Copernicia prunifera Exig\u00eancia por fertilidade: alta Ciclo de vida: perene Estrato: emergente Boa produtora de biomassa: n\u00e3o Alimento humano: sim Atra\u00e7\u00e3o de fauna e polinizadores: sim Forrageira: sim Potencial madeireiro: n\u00e3o Potencial Medicinal: sim Potencial &hellip; <a href=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/carnauba\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1988,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[53],"tags":[62],"class_list":["post-1978","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arvores","tag-palmeira"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1978","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1978"}],"version-history":[{"count":5,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1978\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1989,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1978\/revisions\/1989"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1988"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1978"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1978"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1978"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}