{"id":2019,"date":"2020-01-30T23:04:21","date_gmt":"2020-01-31T02:04:21","guid":{"rendered":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/?p=2019"},"modified":"2020-01-31T23:18:55","modified_gmt":"2020-02-01T02:18:55","slug":"catingueira","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/catingueira\/","title":{"rendered":"Catingueira"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr \/>\n<div id=\"attachment_2024\" style=\"width: 650px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2024\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/01\/catingueira-caesalpinia-pyramidalis.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"480\" class=\"size-full wp-image-2024\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/01\/catingueira-caesalpinia-pyramidalis.jpg 640w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/01\/catingueira-caesalpinia-pyramidalis-300x225.jpg 300w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/01\/catingueira-caesalpinia-pyramidalis-400x300.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><p id=\"caption-attachment-2024\" class=\"wp-caption-text\"><em>Caesalpinia pyramidalis<\/em><\/p><\/div>\n<hr \/>\n<p><strong>Nome popular<\/strong>:\tCatingueira<br \/>\n<strong>Nome cient\u00edfico<\/strong>:\t<em>Caesalpinia pyramidalis<\/em><br \/>\n<strong>Exig\u00eancia por fertilidade<\/strong>:\tbaixa<br \/>\n<strong>Ciclo de vida<\/strong>:\tperene<br \/>\n<strong>Estrato<\/strong>:\tm\u00e9dio<br \/>\n<strong>Boa produtora de biomassa<\/strong>:\tsim<br \/>\n<strong>Alimento humano<\/strong>:\tn\u00e3o<br \/>\n<strong>Atra\u00e7\u00e3o de fauna e polinizadores<\/strong>:\tsim<br \/>\n<strong>Forrageira<\/strong>:\tsim<br \/>\n<strong>Potencial madeireiro<\/strong>:\tsim<br \/>\n<strong>Potencial Medicinal<\/strong>:\tsim<br \/>\n<strong>Potencial de renda e mercado<\/strong>:\tsim<br \/>\n<strong>Ocorr\u00eancia predominante\/ bioma indicado<\/strong>:\tCaatinga<\/p>\n<hr \/>\n<p><em>Cenostigma pyramidale<\/em> (Tul.) E. Gagnon &#038; G. P. Lewis popularmente conhecida pelo nome de catingueira, pau-de-rato ou catinga-de-porco \u00e9 uma planta da fam\u00edlia das leguminosas (Leguminosae caesalpinioideae) origin\u00e1ria das \u00e1reas do bioma da caatinga, desde as partes mais \u00famidas at\u00e9 o semi-\u00e1rido no Serid\u00f3.<\/p>\n<p>Suas folhas s\u00e3o consumidas pelos animais no in\u00edcio das chuvas, por\u00e9m, posteriormente, adquirem cheiro desagrad\u00e1vel, passando a ser rejeitadas. No entanto, durante o per\u00edodo seco, como ocorre com varias \u00e1rvores da caatinga, suas folhas secas ca\u00eddas ao ch\u00e3o s\u00e3o muito apreciadas pelos diversos rebanhos.<\/p>\n<p>\u00c1rvore de 4 m a 8 m na caatinga podendo ser apenas um arbusto em solo pedregoso, e de 10 m a 16 m em v\u00e1rzeas e matas ciliares \u00c9 uma esp\u00e9cie de ampla dispers\u00e3o nos estados do Nordeste brasileiro, predominando no semi\u00e1rido onde \u00e9 um arbusto de pequeno porte de at\u00e9 4 m. No cerrado e principalmente nas florestas estacionais adquire maior porte chegando a mais de 16 m, podendo ser encontrada em diversas associa\u00e7\u00f5es vegetais, crescendo bem nas v\u00e1rzeas \u00famidas. Ocorre nos estados do Piau\u00ed, Cear\u00e1, Rio Grande do Norte, Para\u00edba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia, sendo considerada end\u00eamica da caatinga. \u00c9 uma \u00e1rvore dec\u00eddua na caatinga e semidec\u00eddua a perenif\u00f3lia nas florestas estacionais, madeira de m\u00e9dia qualidade utilizada em cercas como estacas, lenha para diversos usos pela popula\u00e7\u00e3o local, e utilizada na medicina popular; flores amarelas dispostas em cachos nos ramos e galhos mais finos, perfumadas atraem grande n\u00famero de insetos, os frutos s\u00e3o pequenas vargens marrons que amadurecem no per\u00edodo da estiagem. \u00c1rvore de grande beleza que pode se utilizada na arboriza\u00e7\u00e3o urbana como pra\u00e7as e bosques, e como planta pioneira de r\u00e1pido crescimento, seria aproveit\u00e1vel seu uso na recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas pelo desmatamento.<\/p>\n<p>H\u00e1 quem use a madeira da catinga-de-porco para aromatizar cacha\u00e7as, deixando sua madeira curtindo na bebida por alguns dias. A cacha\u00e7a curtida na catinga-de-porco pode ser encontrada em algumas lojas no Nordeste brasileiro. Quem a bebe fica exalando um forte cheiro pela pele, o que talvez possa explicar o apelido dado \u00e0 planta.<\/p>\n<p><strong>Taxonomia<\/strong>: Subesp\u00e9cies: <em>Cenostigma pyramidale diversifolia<\/em> e <em>Cenostigma pyramidale pyramidale<\/em><\/p>\n<p><strong>H\u00e1bito de crescimento<\/strong>: \u00c1rvore com 4 a 8 m, podendo chegar a 10 m e di\u00e2metro de at\u00e9 50 cm, quando vegeta nas v\u00e1rzeas \u00famidas. No Serid\u00f3 semi-\u00e1rido, se reduz a arbustos de menos de 2 m e poucos cent\u00edmetros de di\u00e2metro na base.<\/p>\n<p><strong>Caule<\/strong>: Apresenta casca viva de espessura delgada, cinza-clara, internamente bege-claro, \u00e0s vezes levemente acastanhada. A casca morta de tronco idoso possui espessura menor que 2 mm r\u00edgida, com partes lisas e \u00e1speras, cinza-claro, e apresenta numerosas lenticelas pequenas, dispostas irregularmente. Com o fendilhamento da casca, s\u00e3o limitadas por\u00e7\u00f5es laminares irregulares que, ao desprender-se, deixam depress\u00f5es superficiais. Por incis\u00e3o, apresenta exsudato transparente aquoso, de sabor levemente e amargo e odor indistinto.<\/p>\n<p><strong>Folha<\/strong>: Suas folhas s\u00e3o bipinadas, bijugadas, e mais uma pina terminal, com 5 a 11 fol\u00edolos, alternos, obtusos, oblongos, cori\u00e1ceos, com pelos escuros estrelados. O pec\u00edolo e a base das pinas t\u00eam p\u00falvinos. H\u00e1 pelos glandulosos castanho-escuros e negros no pec\u00edolo e raque foliar.<\/p>\n<p><strong>Flor<\/strong>: Infloresc\u00eancia terminal ou axilar-terminal, paniculada. Br\u00e1cteas ovaladas, apiculadas, c\u00f4ncavas, levemente pilosas, apresentando pequenos pontos glandulosos no dorso. Flores amarelas, dispostas em racemos. Pedicelos de 10 a 15 mm, com pelos estrelados, escuros. C\u00e1lice amarelo, leve pilosidade acastanhada. P\u00e9talas amarelas, apresentando pontos glandulosos no dorso.<\/p>\n<div id=\"attachment_2025\" style=\"width: 269px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2025\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/01\/catingueira-caesalpinia-pyramidalis_flor.jpg\" alt=\"\" width=\"259\" height=\"194\" class=\"size-full wp-image-2025\" \/><p id=\"caption-attachment-2025\" class=\"wp-caption-text\"><em>Caesalpinia pyramidalis<\/em><\/p><\/div>\n<p><strong>Fruto<\/strong>: Fruto legume oblongo-el\u00edtico, assim\u00e9trico, acuminado, com 8 a 11 x 2 a 2,5 cm, castanho claro, pilosidade m\u00ednima alva e esparsos tricomas glandulosos amarelos.<\/p>\n<p><strong>Semente<\/strong>: Sua dispers\u00e3o \u00e9 por s\u00edndrome bal\u00edstica, com deisc\u00eancias violentas que lan\u00e7am \u00e0 dist\u00e2ncia as sementes achatadas, ovaladas, lustrosas, de cor castanho-clara. As valvas, com freq\u00fc\u00eancia, permanecem secas presas aos ramos, totalmente encartuchadas por tor\u00e7\u00e3o helicoidal.<\/p>\n<p><strong>Madeira<\/strong>: Alburno branco-amarelado e cerne castanho-escuro, com riscos, esbranqui\u00e7ados.<\/p>\n<p><strong>Utiliza\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\n<strong>Madeireiro<\/strong>: Usada para estacas, moir\u00f5es e varas, na fabrica\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o e lenha, bem como na confec\u00e7\u00e3o de cercas estivadas e cabos de ferramentas. H\u00e1 quem use a madeira da catinga-de-porco para aromatizar cacha\u00e7as, deixando sua madeira curtindo na bebida por alguns dias. A cacha\u00e7a curtida na catinga-de-porco pode ser encontrada em algumas lojas no Nordeste Brasileiro. Quem a bebe fica exalando um forte cheiro pela pele, o que talvez possa explicar o apelido dado \u00e0 planta.<\/p>\n<p><strong>Forrageiro<\/strong>: \u00c9 considerada boa forrageira. As folhas jovens s\u00e3o procuradas pelo gado, as s\u00e3o desprezadas quando adultas devido ao cheiro desagrad\u00e1vel que adquirem; fenadas perdem esse cheiro, constituindo boa forragem para bovinos, caprinos e ovinos.<\/p>\n<p><strong>Medicinal<\/strong>: As folhas, flores e cascas s\u00e3o usadas no tratamento das infec\u00e7\u00f5es catarrais, nas diarreias e disenterias.<\/p>\n<p><strong>Restri\u00e7\u00f5es ao uso<\/strong>: Os frutos maduros, ao serem ingeridos pelos animais, apresentam o inconveniente de, eventualmente, poderem perfurar partes dos seus tratos digestivos, em decorr\u00eancia de uma protuber\u00e2ncia existente no \u00e1pice dos legumes, o que pode levar ao \u00f3bito a r\u00eas afetada.<\/p>\n<p><strong>Import\u00e2ncia Nutritiva<\/strong>: O valor nutritivo da catingueira foi comparado ao de outras leguminosas forrageiras arb\u00f3reas da caatinga nas fases vegetativa, de flora\u00e7\u00e3o, frutifica\u00e7\u00e3o e dorm\u00eancia. Ficou constatado que, apesar de possuir o menor teor proteico na fase vegetativa, a catingueira apresentou menor decl\u00ednio desse constituinte com o avan\u00e7o das fases de desenvolvimento, em estudos realizados. O consumo de folhas de \u00e1rvores chega a 85% da dieta dos caprinos durante o per\u00edodo seco, por\u00e9m a medida que a esta\u00e7\u00e3o seca avan\u00e7a, apesar de aumentar o consumo de folhas ca\u00eddas ao ch\u00e3o, sua contribui\u00e7\u00e3o para o desempenho dos animais passa a ser apenas marginal, por causa do decr\u00e9scimo do seu valor nutritivo. Portanto, a catingueira pode ser melhor aproveitada sob a forma de feno. Estudos realizados indicaram que o feno da catingueira e compar\u00e1vel ao feno da leucena, sendo os dois considerados adequados ao uso como suplemento proteico, tendo em vista o alto potencial de degrada\u00e7\u00e3o ruminal da prote\u00edna de ambos. Outras pesquisas advertem que, no manejo da caatinga, a catingueira n\u00e3o deve ser rebaixada, em virtude da sua baixa palatabilidade, por\u00e9m, recomendam a sua fena\u00e7\u00e3o.<strong><sup>1<\/sup><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Fonte<\/strong>:<br \/>\n<strong><sup>1<\/sup><\/strong>https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Caesalpinia_pyramidalis<\/p>\n<hr \/>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nome popular: Catingueira Nome cient\u00edfico: Caesalpinia pyramidalis Exig\u00eancia por fertilidade: baixa Ciclo de vida: perene Estrato: m\u00e9dio Boa produtora de biomassa: sim Alimento humano: n\u00e3o Atra\u00e7\u00e3o de fauna e polinizadores: sim Forrageira: sim Potencial madeireiro: sim Potencial Medicinal: sim Potencial &hellip; <a href=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/catingueira\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2023,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[53],"tags":[],"class_list":["post-2019","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arvores"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2019","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2019"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2019\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2026,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2019\/revisions\/2026"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2023"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2019"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2019"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2019"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}