{"id":2216,"date":"2020-02-05T17:56:43","date_gmt":"2020-02-05T20:56:43","guid":{"rendered":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/?p=2216"},"modified":"2020-02-06T19:32:20","modified_gmt":"2020-02-06T22:32:20","slug":"faveleira","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/faveleira\/","title":{"rendered":"Faveleira"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr \/>\n<div id=\"attachment_2273\" style=\"width: 390px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2273\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/02\/Favela.jpg\" alt=\"\" width=\"380\" height=\"500\" class=\"size-full wp-image-2273\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/02\/Favela.jpg 380w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/02\/Favela-228x300.jpg 228w\" sizes=\"auto, (max-width: 380px) 100vw, 380px\" \/><p id=\"caption-attachment-2273\" class=\"wp-caption-text\"><em>Cnidoscolus phyllacanthus<\/em><\/p><\/div>\n<hr \/>\n<p><strong>Nome popular<\/strong>:\tFaveleira<br \/>\n<strong>Nome cient\u00edfico<\/strong>:\t<em>Cnidoscolus phyllacanthus<\/em><br \/>\n<strong>Exig\u00eancia por fertilidade<\/strong>:\tbaixa<br \/>\n<strong>Ciclo de vida<\/strong>:\tperene<br \/>\n<strong>Estrato<\/strong>:\tm\u00e9dio<br \/>\n<strong>Boa produtora de biomassa<\/strong>:\tsim<br \/>\n<strong>Alimento humano<\/strong>:\tsim<br \/>\n<strong>Atra\u00e7\u00e3o de fauna e polinizadores<\/strong>:\tsim<br \/>\n<strong>Forrageira<\/strong>:\tsim<br \/>\n<strong>Potencial madeireiro<\/strong>:\tn\u00e3o<br \/>\n<strong>Potencial medicinal<\/strong>:\tSim<br \/>\n<strong>Potencial de renda e mercado<\/strong>:\tsim<br \/>\n<strong>Ocorr\u00eancia predominante\/ bioma indicado<\/strong>:\tCaatinga<\/p>\n<hr \/>\n<div id=\"attachment_2275\" style=\"width: 1010px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2275\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/02\/Favela1.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"561\" class=\"size-full wp-image-2275\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/02\/Favela1.jpg 1000w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/02\/Favela1-300x168.jpg 300w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/02\/Favela1-768x431.jpg 768w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/02\/Favela1-500x281.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><p id=\"caption-attachment-2275\" class=\"wp-caption-text\"><em>Cnidoscolus phyllacanthus<\/em><\/p><\/div>\n<hr \/>\n<p><em>Cnidoscolus quercifolius<\/em> (sin. <em>C. phyllacanthus<\/em>, anteriormente conhecida como <em>Jatropha phyllacantha<\/em> M\u00fcll. Arg.), popularmente chamada de favela, faveleira, faveleiro ou mandioca-brava, \u00e9 uma planta da fam\u00edlia das euforbi\u00e1ceas. Trata-se de um arbusto dotado de espinhos e flores brancas, dispostas em cimeiras. O fruto \u00e9 uma c\u00e1psula que cont\u00e9m sementes oleaginosas, semelhantes \u00e0s sementes de fava. Da\u00ed, os nomes &#8220;favela&#8221;, &#8220;faveleiro&#8221; e &#8220;faveleira&#8221;. \u00c9 end\u00eamica do Brasil, distribuindo-se entre os estados do Cear\u00e1, Rio Grande do Norte, Para\u00edba, Alagoas, Sergipe, Bahia, Pernambuco, Piau\u00ed e S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>No in\u00edcio do s\u00e9culo XX, o termo &#8220;favela&#8221; passou a designar tamb\u00e9m qualquer &#8216;conjunto de habita\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias&#8217;. Isto porque, durante a campanha de Canudos (1896-1897), as tropas governamentais se haviam instalado num morro daquela regi\u00e3o, chamado da Favela (provavelmente por ali existir grande quantidade de faveleiras). De volta ao Rio de Janeiro, os soldados pediram licen\u00e7a ao Minist\u00e9rio da Guerra para se estabelecerem, com suas fam\u00edlias, no alto do morro da Provid\u00eancia e passaram a cham\u00e1-lo &#8220;morro da Favela&#8221;, transferindo o nome do morro de Canudos, por lembran\u00e7a ou por alguma semelhan\u00e7a que encontraram. O nome &#8216;favela&#8217; acabaria por se generalizar, aplicando-se a qualquer conjunto de habita\u00e7\u00f5es populares prec\u00e1rias. <strong><sup>1<\/sup><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>NOME CIENT\u00cdFICO<\/strong>: <em>Cnidoscolus phyllacanthus<\/em> ( M\u00fcll. Arg.) Pax &#038; L. Hoffm.<br \/>\n<strong>FAM\u00cdLIA<\/strong>: Euphorbiaceae<br \/>\n<strong>CARACTER\u00cdSTICAS MORFOL\u00d3GICAS<\/strong>:<br \/>\n\u00c1RVORE espinhenta, lactescente e com pelos urticantes, de 4-8 m de altura, dotada de copa alongada ou arredondada e rala.<br \/>\nTRONCO curto e ramificado desde a base, mais ou menos cil\u00edndrico, com casca fina, quase lisa, com presen\u00e7a de verrugas, de 20-35 cm de di\u00e2metro.<br \/>\nFOLHAS alternas, simples, finas e brilhantes, sem pelos em nenhuma das faces, com margens profundamente recortadas, que terminam em pequenos espinhos, com pelos urticantes de at\u00e9 1 cm de comprimento. Medem entre 8 e 16 cm de comprimento e sustentam-se sobre curtas e espinhentas hastes de 1-2 cm de comprimento.<br \/>\nFLORES brancas, de 4mm de di\u00e2metro, surgem sob as folhas e, de cada haste da flor central, agrupam-se outras tantas ao redor, formando um pequeno guarda-chuva. Flores unissexuais.<br \/>\nFRUTO recoberto por pelos urticantes, parecido com a mamona, do tipo c\u00e1psula que espontaneamente se abre em tr\u00eas gomos no per\u00edodo de matura\u00e7\u00e3o, liberando as sementes, que s\u00e3o tr\u00eas.<br \/>\nSEMENTE alva, em tons de cinza e marrom, rajada de preto.<br \/>\nFLORA\u00c7\u00c3O ocorre anualmente durante os meses de agosto-dezembro e os frutos amadurecem de dezembro a fevereiro.<\/p>\n<hr \/>\n<div id=\"attachment_2276\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2276\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/02\/Favela2.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"678\" class=\"size-full wp-image-2276\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/02\/Favela2.jpg 1024w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/02\/Favela2-300x199.jpg 300w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/02\/Favela2-768x509.jpg 768w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/02\/Favela2-453x300.jpg 453w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-2276\" class=\"wp-caption-text\">Fruto seco da Favela &#8211; Cnidoscolus phyllacanthus (M. Arg.) Pax &amp; Hoffm. Dentro do fruto, existe uma semente semelhante a uma fava da\u00ed o nome favela.<\/p><\/div>\n<hr \/>\n<p><strong>USO\/\u00c1RVORE<\/strong>: adotada pelo paisagismo em todas as cidades de costa atl\u00e2ntica.<br \/>\n<strong>USO\/MADEIRA <\/strong>:moderadamente pesada, macia ao corte e de f\u00e1cil apodrecimento. Localmente, utilizada em caixotaria, forros e para lenha e carv\u00e3o.<br \/>\n<strong>USO\/OUTRAS UTILIDADES<\/strong>: Seco, o l\u00e1tex, derramado dos galhos e tronco, torna-se quebradi\u00e7o e pode ser aproveitado para ilumina\u00e7\u00e3o e como rem\u00e9dio bals\u00e2mico. As sementes fornecem \u00f3leo aliment\u00edcio e farinha, esta \u00faltima, rica em sais minerais e principalmente em prote\u00ednas. Ambos os produtos ainda sem aplica\u00e7\u00e3o comercial, mas habitualmente usados na engorda das galinhas, porcos e ovinos. Quando novas, as folhas e ramos s\u00e3o empregados em forragem animal. Cabras, carneiros, jumentos e mesmo aos bovinos consomem as folhas maduras quando estas caem no ch\u00e3o no final do per\u00edodo de chuvas. Na seca, alimentam-se dos brotos e casca da favela.<br \/>\n<strong>OBTEN\u00c7\u00c3O DE SEMENTES<\/strong>: Colher os frutos diretamente da \u00e1rvore, logo que iniciarem a abertura espont\u00e2nea. Em seguida deix\u00e1-los ao sol at\u00e9 completarem a abertura e libera\u00e7\u00e3o das sementes. Devido a deisc\u00eancia explosiva dos frutos, cobri-los durante a secagem com uma tela ou peneira.<br \/>\n<strong>PRODU\u00c7\u00c3O DE MUDAS<\/strong>: Colocar as sementes para germina\u00e7\u00e3o logo que colhidas em canteiros a pleno sol contendo substrato arenoso. Em seguida cobri-las com uma camada de 0,5 cm do substrato peneirado e irrigar duas vezes ao dia. A emerg\u00eancia ocorre em 2-3 semanas e a taxa de germina\u00e7\u00e3o \u00e9 alta. Transplantar as mudas para recipientes individuais quando com 5-6 cm e da\u00ed diretamente para o local definitivo em 4-5 meses. O desenvolvimento das plantas no campo \u00e9 r\u00e1pido.<strong><sup>2<\/sup><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong><sup>1<\/sup><\/strong>https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Cnidoscolus_quercifolius<br \/>\n<strong><sup>2<\/sup><\/strong>http:\/\/www.umpedeque.com.br\/arvore.php?id=608<\/p>\n<hr \/>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nome popular: Faveleira Nome cient\u00edfico: Cnidoscolus phyllacanthus Exig\u00eancia por fertilidade: baixa Ciclo de vida: perene Estrato: m\u00e9dio Boa produtora de biomassa: sim Alimento humano: sim Atra\u00e7\u00e3o de fauna e polinizadores: sim Forrageira: sim Potencial madeireiro: n\u00e3o Potencial medicinal: Sim Potencial &hellip; <a href=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/faveleira\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2274,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[53],"tags":[],"class_list":["post-2216","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arvores"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2216","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2216"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2216\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2277,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2216\/revisions\/2277"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2274"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2216"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2216"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/agroecologia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2216"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}