{"id":3526,"date":"2021-09-20T14:00:31","date_gmt":"2021-09-20T17:00:31","guid":{"rendered":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/?page_id=3526"},"modified":"2021-09-20T14:00:31","modified_gmt":"2021-09-20T17:00:31","slug":"ribeira-do-iguape-330","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/ribeira-do-iguape-330\/","title":{"rendered":"Ribeira do Iguape (330)"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify\">\n<strong>Tipo de Habitat Principal<\/strong><br \/>\nRios costeiros tropicais e subtropicais<\/p>\n<p><strong>Pa\u00edses<\/strong><br \/>\nBrasil<\/p>\n<p><strong>Limites<\/strong><br \/>\nEsta ecorregi\u00e3o inclui a bacia de drenagem do Rio Ribeira de Iguap\u00ea e as drenagens costeiras do estado de S\u00e3o Paulo. Estende-se ao norte at\u00e9 o litoral ao redor da Ba\u00eda de Sepetiba, no estado do Rio de Janeiro..<\/p>\n<p><strong>Drenagens<\/strong>: fluindo para oceano Atl\u00e2ntico<\/p>\n<p><strong>Principais rios ou outras massas de \u00e1gua<\/strong><br \/>\nRio Itabapoana, Rio Itapemirim, Rio S\u00e3o Matehus, Rio Mucur\u00ed, Rio Doce, Rio Jequitinhonha, Rio de Contas, Rio Jacuipe, Rio Paragua\u00e7u, Rio Itapicuru e Rio Vaza-barris<\/p>\n<p><strong>Topografia<\/strong><br \/>\nEssa estreita ecorregi\u00e3o costeira se estende desde a escarpa da Serra do Mar at\u00e9 a Costa Atl\u00e2ntica. A Serra do Mar, que inclui as cordilheiras Serra da Bocaina e Serra do Paranapiacaba, \u00e9 uma escarpa de falha composta por rochas cristalinas pr\u00e9-cambrianas do Escudo Brasileiro (Dillenburg &#038; Hesp 2009). O relevo \u00e9 dram\u00e1tico, com montanhas escarpadas e encostas \u00edngremes, e eleva\u00e7\u00f5es que ultrapassam 1.800 m de altitude.  Planaltos sedimentares e dep\u00f3sitos marinhos ocorrem ao longo do litoral ou plan\u00edcie costeira, que \u00e9 mais ampla no sul ao redor da foz do Ribeira de Iguap\u00ea (WWF 2001).<\/p>\n<p><strong>Habitats de \u00e1gua doce<\/strong><br \/>\nAs descargas fluviais s\u00e3o limitadas nesta ecorregi\u00e3o, uma vez que a maioria dos principais rios que drenam a Serra do Mar drenam em dire\u00e7\u00e3o ao interior do continente (Dillenburg &#038; Hesp 2009). O Rio Ribeira de Iguap\u00ea, no entanto, \u00e9 um rio atl\u00e2ntico que corta uma ravina profunda em seu curto curso, desde suas cabeceiras na Serra Paranapiacaba at\u00e9 o Oceano Atl\u00e2ntico. Sua bacia inferior des\u00e1gua no complexo lagunar estuarino de Iguape-Canan\u00e9ira-Paranagu\u00e1, que possui extensos rios de mar\u00e9, plan\u00edcies aluviais, praias, manguezais e h\u00e1bitats de barreira arenosa (Diegues 1995). Outro estu\u00e1rio \u00e9 o sistema estuarino Santos-S\u00e3o Vicente, que compreende tr\u00eas canais principais &#8211; S\u00e3o Vicente, Santos e Bertioga. \u00c9 altamente modificado, mas cont\u00e9m extensas \u00e1reas de manguezais (Diegues 1994).<\/p>\n<p><strong>Habitats terrestres<\/strong><br \/>\nAs florestas \u00famidas atl\u00e2nticas s\u00e3o o tipo de vegeta\u00e7\u00e3o dominante nesta regi\u00e3o e variam de arbustos e florestas de v\u00e1rzea a florestas montanas. Os grandes trechos remanescentes de floresta montana e a diversidade de esp\u00e9cies de Bromeliaceae, Myrtaceae, Melastomataceae, Lauraceae e Orchidaceae, em particular, tornam as florestas da Serra do Mar distintas de outras florestas \u00famidas atl\u00e2nticas (WWF 2001). <\/p>\n<p><strong>Descri\u00e7\u00e3o de peixes end\u00eamicos<\/strong>:<br \/>\nS\u00e3o 36 esp\u00e9cies end\u00eamicas e outras 20 restritas a apenas duas ecorregi\u00f5es. N\u00e3o h\u00e1 g\u00eaneros end\u00eamicos, entretanto. Um ter\u00e7o dos bagres s\u00e3o end\u00eamicos, como a <em>Microcambeva ribeirae<\/em> , que se restringe a riachos l\u00edmpidos . Quase 18% dos Characiformes s\u00e3o end\u00eamicos, 48% dos Cyprinodontiformes e 57% dos Perciformes, incluindo os cicl\u00eddeos <em>Crenicichla iguapina<\/em> , <em>Crenicichla jaguarensi<\/em> , <em>Australoheros ribeirae<\/em> e <em>Geophagus iporangensis<\/em> .<\/p>\n<p><strong>Outros peixes dignos de nota<\/strong><br \/>\nAs mudan\u00e7as antropog\u00eanicas provavelmente reduziram a diversidade de peixes de \u00e1gua doce no Rio Doce, que atualmente \u00e9 dominado por esp\u00e9cies difundidas que mostram altas toler\u00e2ncias \u00e0s mudan\u00e7as ambientais e \u00e0 polui\u00e7\u00e3o (Marques et al. 2004).<\/p>\n<p><strong>Justifica\u00e7\u00e3o para delineamento<\/strong><br \/>\nEsta ecorregi\u00e3o se enquadra nos rios costeiros de Ringulet (1975) da prov\u00edncia ictiogr\u00e1fica do sudeste do Brasil.<\/p>\n<p><strong>N\u00edvel de explora\u00e7\u00e3o taxon\u00f4mica<\/strong><br \/>\nBoa<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><br \/>\nBuckup, PA, Menezes, NA e Ghazzi, MS (Ed.) (2007). &#8220;Cat\u00e1logo das esp\u00e9cies de peixes de \u00e1gua doce do Brasil&#8221; Rio de Janeiro: Museu Nacional.<\/p>\n<p>Diegues, ACS (1994). &#8220;Um invent\u00e1rio das zonas \u00famidas brasileiras&#8221; Gland, Swizterland: uma vis\u00e3o geral \\ Paris, Fran\u00e7a. UNESCO.<\/p>\n<p>Dillenburg, S. e Hesp, P. (2009). &#8220;Geologia e Geomorfologia das Barreiras Costeiras Holocenas do Brasil&#8221; Berlim, Alemanha: Springer-Verlag.<\/p>\n<p>Gery, J. (1969) &#8220;Os peixes de \u00e1gua doce da Am\u00e9rica do Sul&#8221; In EJ Fitkau (Ed.). Biogeografia e Ecologia na Am\u00e9rica do Sul . (pp. 828-848) Haia: Dr. W. Junk.<\/p>\n<p>Hijmans, RJ, S. Cameron e Parra., J. (2004) &#8220;WorldClim, Vers\u00e3o 1.4 (release 3). Um banco de dados com uma resolu\u00e7\u00e3o de um quil\u00f4metro quadrado do clima global da superf\u00edcie terrestre&#8221; <[http:\/\/www.worldclim.org]> (16 de julho de 2009).<\/p>\n<p>K\u00f6ppen, W. (1936). &#8220;Das geographische System der Klimate&#8221; K\u00f6ppen W. e R. Geiger (Ed.) Handbuch der. Klimatologie ((Vol. 1, pp. 1-44) Berlim, Alemanha:Gebr\u00fcder Borntr\u00f6ger.<\/p>\n<p>Lundberg, JG, Marshall, LG, Guerrero, J., et al. (1998). &#8220;O palco da diversifica\u00e7\u00e3o dos peixes neotropicais: uma hist\u00f3ria dos rios tropicais da Am\u00e9rica do Sul&#8221; LR Malarbarba, RE Reis, RP Vari, ZM Lucena, CAS Filogenia e classifica\u00e7\u00e3o de peixes neotropicais (pp. 13-48) Porto Alegre: Edipuers.<\/p>\n<p>Marques, M., Monica F. da Costa, Maria Iries de O. Mayorga, et al. (2004). &#8220;Ambientes h\u00eddricos: press\u00f5es antropog\u00eanicas e altera\u00e7\u00f5es ecossist\u00eamicas nas bacias hidrogr\u00e1ficas do Atl\u00e2ntico&#8221; Ambio 33 (1-2) 68-77.<\/p>\n<p>Martin, L., Suguio, K., Flexor, J.-M., et al. (1996). &#8220;Forma\u00e7\u00f5es quatern\u00e1rias costeiras da parte sul do estado do Esp\u00edrito Santo (Brasil)&#8221; Anais da Academia Brasileira de Ci\u00eancias 68 (3) 389-404.<\/p>\n<p>Menezes, NA, Weitzman, SH, Oyakawa, OT, Lima, FCT, Castro, RMC; Weitzman, MJ (2007). &#8220;Peixes de \u00e1gua doce da Mata Atl\u00e2ntica: lista preliminar de esp\u00e9cies e coment\u00e1rios sobre a conserva\u00e7\u00e3o de peixes de \u00e1gua doce neotropicais&#8221; S\u00e3o Paulo: Museu de Zoologia da Universidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Oyakawa, OT, Akama, A., Mautari, KC; Nolasco, JC (2006). &#8220;Peixes de riachos da mata atl\u00e2ntica&#8221; Pinheiros, SP:<br \/>\nReis, RE, Kullander, SO e Ferraris, CJ, Jr.(2003) Lista de Verifica\u00e7\u00e3o de Peixes de \u00c1gua Doce da Am\u00e9rica do Sul e Central Edipucrs: Porto Alegre,RS<\/p>\n<p>Ringuelet, RA (1975). &#8220;Zoogeografia e ecologia dos peixes de \u00e1guas continentais da Argentina e considera\u00e7\u00f5es sobre as \u00e1reas biol\u00f3gicas da Am\u00e9rica do Sul&#8221; Ecosur 2 (1) 1-122.<\/p>\n<p>Serra, JP, Fde Carvalho, FR e Langeani, F. (2007). &#8220;Ictiofauna do rio Itatinga no Parque das Neblinas, Bertioga, Estado de S\u00e3o Paulo: composi\u00e7\u00e3o e bigeografia&#8221; Biota Neotropical [vers\u00e3o online] 7 (1) pp. Http:\/\/www.biotaneotropica.org.br\/v7n1\/pt\/abstract?article+bn01707012007.<\/p>\n<p>World Wildlife Fund (WWF) (2001) \\ Terrestrial Ecoregions of the World \\&#8221;<\" http:\/\/www.worldwildlife.org\/wildworld\/profiles\/terrestrial_nt.html \">&#8220;http:\/\/www.worldwildlife.org\/wildworld\/profiles\/terrestrial_nt.html &#8220;>&#8221;http:\/\/www.worldwildlife.org\/wildworld\/profiles\/terrestrial_nt.html &#8220;>&#8221;<\/p>\n<hr \/>\n<p>Fonte: http:\/\/www.feow.org\/<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tipo de Habitat Principal Rios costeiros tropicais e subtropicais Pa\u00edses Brasil Limites Esta ecorregi\u00e3o inclui a bacia de drenagem do Rio Ribeira de Iguap\u00ea e as drenagens costeiras do estado de S\u00e3o Paulo. 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