{"id":3529,"date":"2021-09-20T14:02:59","date_gmt":"2021-09-20T17:02:59","guid":{"rendered":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/?page_id=3529"},"modified":"2021-09-20T14:08:13","modified_gmt":"2021-09-20T17:08:13","slug":"fluminense-352","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/fluminense-352\/","title":{"rendered":"Fluminense (352)"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify\">\n<strong>Tipo de Habitat Principal<\/strong><br \/>\nRios costeiros tropicais e subtropicais<\/p>\n<p><strong>Pa\u00edses<\/strong><br \/>\nBrasil<\/p>\n<p><strong>Limites<\/strong><br \/>\nEsta ecorregi\u00e3o inclui todas as drenagens costeiras do leste do Brasil no estado do Rio de Janeiro entre a Para\u00edba do Sul a leste e Restinga da Marambaia a oeste. Limita-se a norte pela Serra dos \u00d3rg\u00e3os, que faz parte da Serra do Mar e \u00e9 conhecida pelas suas invulgares forma\u00e7\u00f5es rochosas. A ecorregi\u00e3o tamb\u00e9m inclui as drenagens que v\u00e3o para a Ba\u00eda de Guanabara e outras lagoas e p\u00e2ntanos costeiros, bem como as drenagens costeiras do norte de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p><strong>Drenagens<\/strong>: fluindo para oceano Atl\u00e2ntico<\/p>\n<p><strong>Principais rios ou outras massas de \u00e1gua<\/strong><\/p>\n<p><strong>Topografia<\/strong><br \/>\nA Baxaida Fluminense \u00e9 uma plan\u00edcie sedimentar delimitada pelas rochas gran\u00edticas e gn\u00e1issicas da escarpa da Serra dos \u00d3rg\u00e3os a norte, que faz parte da Serra do Mar que separa a plan\u00edcie do planalto interior. Tamb\u00e9m existem maci\u00e7os isolados de origem pr\u00e9-ambiana ao redor da Ba\u00eda de Guanabara. A ba\u00eda em si \u00e9 uma fenda inundada que resultou do levantamento da Serra do Mar (Dillenburg &#038; Hesp 2009).  As eleva\u00e7\u00f5es variam do n\u00edvel do mar a mais de 2100 m na Serra dos \u00d3rg\u00e3os. As drenagens costeiras s\u00e3o curtas e \u00edngremes e dominadas por riachos de alto gradiente..<\/p>\n<p><strong>Habitats de \u00e1gua doce<\/strong><br \/>\nOs riachos e pequenos rios desta ecorregi\u00e3o t\u00eam origem na Serra dos \u00d3rg\u00e3os e des\u00e1guam na plan\u00edcie costeira onde por vezes formam lagoas de \u00e1gua doce ou salobra. Das in\u00fameras lagoas costeiras e estu\u00e1rios, alguns dos maiores s\u00e3o Araruama, Guarapina e Maric\u00e1. Lagoa de Araruama \u00e9 a maior lagoa costeira hipersalina do Brasil, recebendo insumos de \u00e1gua doce do Rio intermitentedas Mo\u00e7as e Rio Matarama (Kjerfve et al. 1996). O litoral fluminense tamb\u00e9m \u00e9 marcado por restingas e pequenas lagoas-barreira formadas a partir das oscila\u00e7\u00f5es do n\u00edvel do mar. Tanto o Rio S\u00e3o Jo\u00e3o quanto o Rio Maca\u00e9 des\u00e1guam diretamente no Atl\u00e2ntico, enquanto o Rio Macucu entra pela primeira vez na Ba\u00eda de Guanabara. Esta ba\u00eda \u00e9 drenada por mais de 45 pequenos rios, dos quais seis fornecem mais de 85% da entrada de \u00e1gua doce (Kjerfve et al. 2001).<\/p>\n<p><strong>Habitats terrestres<\/strong><br \/>\nA vegeta\u00e7\u00e3o ind\u00edgena da ecorregi\u00e3o historicamente tem sido a Mata Atl\u00e2ntica, com a maioria dos povoamentos remanescentes ocorrendo ao longo das encostas das montanhas. As \u00e1rvores s\u00e3o dominadas pelas fam\u00edlias Leguminosae, Bignoniaceae, Lauraceae e Sapotaceae (Diegues 1995). A Serra do Mar tamb\u00e9m \u00e9 um importante centro de diversidade para Bromeliaceae. Manguezais alagam a Ba\u00eda de Guanabara com esp\u00e9cies como Avicennia schauerania e Rhizophora mangle (Kjerfve et al. 2001).<\/p>\n<p><strong>Descri\u00e7\u00e3o de peixes end\u00eamicos<\/strong>:<br \/>\nQuarenta e dois por cento das esp\u00e9cies s\u00e3o end\u00eamicas do Fluminense. End\u00eamicos compreendem nove fam\u00edlias, a maior das quais \u00e9 Rivulidae com 13 esp\u00e9cies, seguida por Trichomycteridae com nove esp\u00e9cies. L\u00e1 e tamb\u00e9m dois g\u00eaneros end\u00eamicos: o bagre monot\u00edpico <em>Trichogenes<\/em> ( <em>T. longipinnis<\/em> ) e o killifish <em>Nematolebia<\/em>s , representados pelo peixe- p\u00e9rola do Rio ( <em>N. whitei<\/em> ) e <em>N. papilliferus<\/em> .<\/p>\n<p><strong>Justifica\u00e7\u00e3o para delineamento<\/strong><br \/>\nO Fluminense est\u00e1 localizado na regi\u00e3o ictiogr\u00e1fica do leste brasileiro de Gery (1969), que foi posteriormente refinada por Ringulet (1975) no sudeste do Brasil. \u00c9 caracterizada por uma grande porcentagem de endemias.<\/p>\n<p><strong>N\u00edvel de explora\u00e7\u00e3o taxon\u00f4mica<\/strong><br \/>\nBoa<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><br \/>\nDillenburg, S. e Hesp, P. (2009). &#8220;Geologia e Geomorfologia das Barreiras Costeiras Holocenas do Brasil&#8221; Berlim, Alemanha: Springer-Verlag.<\/p>\n<p>Gery, J. (1969) &#8220;Os peixes de \u00e1gua doce da Am\u00e9rica do Sul&#8221; In EJ Fitkau (Ed.). Biogeografia e Ecologia na Am\u00e9rica do Sul . (pp. 828-848) Haia: Dr. W. Junk.<\/p>\n<p>Hijmans, RJ, S. Cameron e Parra., J. (2004) &#8220;WorldClim, Vers\u00e3o 1.4 (release 3). Um banco de dados com uma resolu\u00e7\u00e3o de um quil\u00f4metro quadrado do clima global da superf\u00edcie terrestre&#8221; <[http:\/\/www.worldclim.org]> (16 de julho de 2009)<\/p>\n<p>Kjerfve, B., De Lacerda, LD e Dias, GTM (2001). &#8220;Baia de Guanabara, Rio de Janeiro, Brasil&#8221; U. Seeliger e B. e. Kjerfve (Ed. Ecossistemas marinhos costeiros da Am\u00e9rica Latina ((Vol. 144,) Berlim, Alemanha: Springer-Verlag.<\/p>\n<p>Kjerfve, B., Schettini, CAF, Knoppers, B., et al. (1996). &#8220;Hidrologia e balan\u00e7o de sal em uma grande lagoa hipersalina costeira: Lagoa de Araruama, Brasil&#8221; Ci\u00eancia estuarina, costeira e de prateleira 42 pp. 701-725.<\/p>\n<p>Lundberg, JG, Marshall, LG, Guerrero, J., et al. (1998). &#8220;O palco da diversifica\u00e7\u00e3o dos peixes neotropicais: uma hist\u00f3ria dos rios tropicais da Am\u00e9rica do Sul&#8221; LR Malarbarba, RE Reis, RP Vari, ZM Lucena, CAS Phylogeny and classification of Neotropical fishes (pp. 13-48) Porto Alegre: Edipuers.<\/p>\n<p>K\u00f6ppen, W. (1936). &#8220;Das geographische System der Klimate&#8221; K\u00f6ppen W. e R. Geiger (Ed.) Handbuch der. Klimatologie ((Vol. 1, pp. 1-44) Berlim, Alemanha:Gebr\u00fcder Borntr\u00f6ger.<\/p>\n<p>Ringuelet, RA (1975). &#8220;Zoogeograf\u00eda y ecolog\u00eda de los peces de aguas continentales de la Argentina y consideraciones sobre las \u00e1reas ictiol\u00f3gicas de Am\u00e9rica del Sur&#8221; Ecosur 2 (1) pp. 1-122.<\/p>\n<p>Serra, JP, Fde Carvalho, FR e Langeani, F. (2007). &#8220;Ictiofauna do rio Itatinga no Parque das Neblinas, Bertioga, Estado de S\u00e3o Paulo: composi\u00e7\u00e3o e bigeografia&#8221; Biota Neotropical [vers\u00e3o online] 7 (1) pp. Http:\/\/www.biotaneotropica.org.br\/v7n1\/pt\/abstract?article+bn01707012007.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Fonte: http:\/\/www.feow.org\/<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tipo de Habitat Principal Rios costeiros tropicais e subtropicais Pa\u00edses Brasil Limites Esta ecorregi\u00e3o inclui todas as drenagens costeiras do leste do Brasil no estado do Rio de Janeiro entre a Para\u00edba do Sul a leste e Restinga da Marambaia &hellip; <a href=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/fluminense-352\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-3529","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/3529","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3529"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/3529\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3532,"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/3529\/revisions\/3532"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3529"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}