{"id":3706,"date":"2021-12-09T16:05:46","date_gmt":"2021-12-09T19:05:46","guid":{"rendered":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/?page_id=3706"},"modified":"2022-08-11T09:07:29","modified_gmt":"2022-08-11T12:07:29","slug":"bacias-centrais-de-angra-dos-reis","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/bacias-centrais-de-angra-dos-reis\/","title":{"rendered":"Bacias Centrais<br> de Angra dos Reis"},"content":{"rendered":"<div><strong>MICROBACIAS DE ANGRA DOS REIS<\/strong>: <a href=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/bacias-norte-de-angra-dos-reis\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bacias Norte<\/a>, <a href=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/bacias-centro-norte-de-angra-dos-reis\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bacias Centro Norte<\/a>, <a href=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/bacias-centrais-de-angra-dos-reis\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bacias Centrais<\/a>, <a href=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/bacias-centro-sul-de-angra-dos-reis\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bacias Centro Sul<\/a> e <a href=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/bacias-sul-de-angra-dos-reis\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bacias Sul<\/a>.<\/div>\n<div><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>Bacias Centrais de Angra dos Reis<\/strong><br \/>\n<a href=\"#hidrografia\">Hidrografia<\/a><br \/>\n<a href=\"#amostragem\">Amostragem de peixes<\/a><br \/>\n<a href=\"#taxonomia\">Taxonomia de peixes<\/a><br \/>\n<a href=\"#conservacao\">Conserva\u00e7\u00e3o<\/a><br \/>\n<a href=\"#comunidades\">Comunidades<\/a><br \/>\n<a href=\"#historia\">Hist\u00f3ria<\/a><br \/>\n<a href=\"#geografia\">Geografia<\/a><br \/>\n<a href=\"#economia\">Economia<\/a><br \/>\n<a href=\"#agua\">Uso da \u00c1gua<\/a><br \/>\n<a href=\"#solo\">Uso do Solo<\/a><br \/>\n<a href=\"#ameacas\">Principais amea\u00e7as<\/a><br \/>\n<a href=\"#literatura\">Literatura citada<\/a><br \/>\n<a href=\"#lotes\">Lotes considerados<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong><a name=\"hidrografia\"><\/a>HIDROGRAFIA<\/strong><\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"250\"><\/td>\n<td>\n<div style=\"text-align: justify;\"><i><b>A bacia hidrogr\u00e1fica \u00e9 definida como um conjunto de terras drenadas por um rio e seus afluentes, formada nas regi\u00f5es mais altas do relevo por divisores de \u00e1gua, onde as \u00e1guas das chuvas, ou escoam superficialmente formando os riachos e rios, ou infiltram no solo para forma\u00e7\u00e3o de nascentes e do len\u00e7ol fre\u00e1tico. As \u00e1guas superficiais escoam para as partes mais baixas do terreno, formando riachos e rios, sendo que as cabeceiras s\u00e3o formadas por riachos que brotam em terrenos \u00edngremes das serras e montanhas e \u00e0 medida que as \u00e1guas dos riachos descem, juntam-se a outros riachos, aumentando o volume e formando os primeiros rios, esses pequenos rios continuam seus trajetos recebendo \u00e1gua de outros tribut\u00e1rios, formando rios maiores at\u00e9 desembocarem no oceano.<br \/>\n<\/b><\/i>.<\/div>\n<div style=\"text-align: right;\"><b>Barrella, 2001<\/b><\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>As bacias centrais de Angra dos Reis (fig.1) banham uma \u00e1rea de 181,7 km2, estando limitada ao norte pelas bacias centro-norte de angra dos Reis, ao leste pela Baia da Ilha Grande, ao sul pelas bacias centro-sul de Angra dos Reis e ao oeste pela bacia do rio Para\u00edba do Sul.<\/p>\n<div id=\"attachment_3707\" style=\"width: 993px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3707\" class=\"size-full wp-image-3707\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_1.jpg\" alt=\"\" width=\"983\" height=\"619\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_1.jpg 983w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_1-300x189.jpg 300w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_1-768x484.jpg 768w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_1-476x300.jpg 476w\" sizes=\"auto, (max-width: 983px) 100vw, 983px\" \/><p id=\"caption-attachment-3707\" class=\"wp-caption-text\">Figura 1 \u2013 Bacias Centrais de Angra dos Reis e seus limites<\/p><\/div>\n<p>As bacias centrais de Angra dos Reis \u00e9 formada de sul para norte (Tabela 1) pelas bacias dos rios Caputera, Jurumirim, Arir\u00f3, Floresta e Florest\u00e3o e pelas microbacias do Imbu. A bacia do rio Arir\u00f3 \u00e9 uma bacia do Tipo A, \u201cbacias de m\u00e9dia extens\u00e3o\u201d que apresentam \u00e1rea variando entre 67 e 730km\u00b2; suas nascentes est\u00e3o localizadas no planalto a uma altitude superior a 1.400m, no estado de S\u00e3o Paulo e, por isto, os rios que cortam os dois estados s\u00e3o considerados de dom\u00ednio federal. As bacias dos rios Caputera, Jurumirim e Florest\u00e3o s\u00e3o bacias do Tipo B, \u201cbacias de pequena extens\u00e3o\u201d que apresentam \u00e1rea entre 12 a 70km\u00b2. A bacia do rio Floresta e as bacias que formam as microbacias do Imbu s\u00e3o bacias Tipo C, \u201cbacias muito pequenas\u201d, que apresentam \u00e1rea inferior a 12km\u00b2 (Francisco &amp; Carvalho, 2004).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3946\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_1-2.jpg\" alt=\"\" width=\"845\" height=\"237\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_1-2.jpg 845w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_1-2-300x84.jpg 300w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_1-2-768x215.jpg 768w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_1-2-500x140.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 845px) 100vw, 845px\" \/><\/p>\n<p><strong>Bacia do Caputera<\/strong><br \/>\nA bacia do Caputera (fig.2) \u00e9 formada pelo rio Caputera, tamb\u00e9m denominado rio Areia do Pontal, acrescido dos c\u00f3rrego costeiros: C\u00f3rrego Porto Vit\u00f3ria (0,5 km) ao norte e C\u00f3rrego Ponta do Partido I (0,7 km), C\u00f3rrego Ponta do Partido II (0,5 km) e C\u00f3rrego Ponta do Partido III (0,9 km) ao sul. A bacia do Caputera (Areia do Pontal) \u00e9 caracterizada uma bacia de morfodin\u00e2mica coluvial, em que predominam processos coluviais e a exist\u00eancia de extensa rela\u00e7\u00e3o entre do sistema de encostas com a calha (Silva &amp; Silva, 2018).<\/p>\n<div id=\"attachment_3711\" style=\"width: 1029px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3711\" class=\"size-full wp-image-3711\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_2.jpg\" alt=\"\" width=\"1019\" height=\"593\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_2.jpg 1019w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_2-300x175.jpg 300w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_2-768x447.jpg 768w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_2-500x291.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 1019px) 100vw, 1019px\" \/><p id=\"caption-attachment-3711\" class=\"wp-caption-text\">Figura 2 \u2013 Bacia do Caputera<\/p><\/div>\n<p>O rio Caputera tem um comprimento de 12,7 km, com sua nascente a 1.158 metros de altitude e desagua na ba\u00eda da Ilha Grande (fig 3). O rio Caputera (ou rio Pontal da Areia) \u00e9 um dos mais cr\u00edtico para alagamentos, tem cinco pontos cr\u00edticos. As inunda\u00e7\u00f5es ocorrem no baixo curso do rio.<\/p>\n<div id=\"attachment_3791\" style=\"width: 1323px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3791\" class=\"size-full wp-image-3791\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_3-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1313\" height=\"657\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_3-1.jpg 1313w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_3-1-300x150.jpg 300w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_3-1-1024x512.jpg 1024w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_3-1-768x384.jpg 768w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_3-1-500x250.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 1313px) 100vw, 1313px\" \/><p id=\"caption-attachment-3791\" class=\"wp-caption-text\">Figura 3 \u2013 Perfil do rio Caputera<\/p><\/div>\n<p><a href=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/imagens-da-bacia-do-rio-caputera\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Imagens da bacia do rio Caputera<\/a><\/p>\n<p><strong>Bacia do Jurumirim<\/strong><\/p>\n<p>A bacia do rio Jurumirim (fig.4) tem 70% de sua \u00e1rea coberta por Floresta Ombr\u00f3fila Densa (Mata Atl\u00e2ntica), fazendo parte da maior faixa cont\u00ednua de floresta prim\u00e1ria e secund\u00e1ria em avan\u00e7ado est\u00e1gio de regenera\u00e7\u00e3o do estado do Rio de Janeiro, e em sua foz comum com o rio Arir\u00f3 possui um manguezal preservado. (Kronemberger et. al., 2005). A bacia do Jurumurim \u00e9 caracterizada como uma bacia de morfodin\u00e2mica mista, em que os processos de trechos coluviais e aluviais se intercalam (Silva &amp; Silva, 2018).<\/p>\n<div id=\"attachment_4192\" style=\"width: 832px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4192\" class=\"size-full wp-image-4192\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Figura_4-3.jpg\" alt=\"\" width=\"822\" height=\"618\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Figura_4-3.jpg 822w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Figura_4-3-300x226.jpg 300w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Figura_4-3-768x577.jpg 768w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Figura_4-3-399x300.jpg 399w\" sizes=\"auto, (max-width: 822px) 100vw, 822px\" \/><p id=\"caption-attachment-4192\" class=\"wp-caption-text\">Figura 4 \u2013 Bacia do Jurumirim<\/p><\/div>\n<p>Na bacia do rio Jurumirim (fig. 4) a Regional Frade operada pelo SAAE administra o subsistema Serra D\u2019\u00c1gua com capta\u00e7\u00e3o \u00e9 feita na barragem de acumula\u00e7\u00e3o Serra D\u00b4\u00e1gua com vaz\u00e3o de 1,0 l\/s, que abastecem as localidades de Serra d\u00b4\u00c1gua e Zungu (Consorcio Fator, s\/d).<\/p>\n<p><strong>Rio Jurumirim<\/strong> &#8211; Os 4,6 km do rio Jurumirim \u00e9 praticamente plano (fig. 5) e seu trecho final ao desaguar na Ba\u00eda da Ilha Grande, forma junto com o rio Arir\u00f3 uma grande \u00e1rea de manguezal. Ele \u00e9 formado pela jun\u00e7\u00e3o do Rio da Guarda com o Rio da Pedra Branca.<\/p>\n<div id=\"attachment_3784\" style=\"width: 1322px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3784\" class=\"size-full wp-image-3784\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_5-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1312\" height=\"641\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_5-1.jpg 1312w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_5-1-300x147.jpg 300w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_5-1-1024x500.jpg 1024w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_5-1-768x375.jpg 768w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_5-1-500x244.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 1312px) 100vw, 1312px\" \/><p id=\"caption-attachment-3784\" class=\"wp-caption-text\">Figura 5 \u2013 Perfil do rio da Jurumirim<\/p><\/div>\n<p><strong>Rio da Guarda<\/strong> \u2013 O rio da Guarda, principal formador do rio Jurumirim, tem sua nascente a 1.168 metros de altitude, percorrendo uma dist\u00e2ncia de 9,4 km at\u00e9 sua jun\u00e7\u00e3o com o rio da Pedra Branca para formar o Jurimirim. Possui uma inclina\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 15,6% e uma inclina\u00e7\u00e3o m\u00e1xima de 88,4% (fig. 6). Os principais afluentes do rio da Guarda s\u00e3o o rio Zungu em sua margem direita e o c\u00f3rrego \u00c1gua Linda e o rio Campo Alegre em sua margem esquerda.<\/p>\n<div id=\"attachment_3785\" style=\"width: 1323px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3785\" class=\"size-full wp-image-3785\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_6-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1313\" height=\"663\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_6-1.jpg 1313w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_6-1-300x151.jpg 300w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_6-1-1024x517.jpg 1024w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_6-1-768x388.jpg 768w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_6-1-500x252.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 1313px) 100vw, 1313px\" \/><p id=\"caption-attachment-3785\" class=\"wp-caption-text\">Figura 6 \u2013 Perfil do rio da Guarda<\/p><\/div>\n<p><strong>Rio Zungu<\/strong> \u2013 O rio Zungu, tribut\u00e1rio da margem direita do rio da Guarda, tem sua nascente principal a 1.066 metros de altitude, percorrendo 9,1 km at\u00e9 sua foz no rio da Guarda. Com uma inclina\u00e7\u00e3o m\u00e9dia 15,0% e uma inclina\u00e7\u00e3o m\u00e1xima de 76,1% (fig. 7). Seu principal afluente na margem direita \u00e9 o c\u00f3rrego Barro Branco com 4,3 km de extens\u00e3o.<\/p>\n<div id=\"attachment_3787\" style=\"width: 1320px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3787\" class=\"size-full wp-image-3787\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/figura_7-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1310\" height=\"657\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/figura_7-1.jpg 1310w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/figura_7-1-300x150.jpg 300w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/figura_7-1-1024x514.jpg 1024w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/figura_7-1-768x385.jpg 768w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/figura_7-1-500x251.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 1310px) 100vw, 1310px\" \/><p id=\"caption-attachment-3787\" class=\"wp-caption-text\">Figura 7 \u2013 Perfil do rio Zungu<\/p><\/div>\n<p><strong>Rio da Pedra Branca<\/strong> \u2013 O rio da Pedra Branca que junto com o rio da Guarda forma o rio Jurumirim, tem sua nascente a 1.214 metros de altitude e percorre uma dist\u00e2ncia de 7,7 km at\u00e9 seu encontro com o rio da Guarda. Possui uma inclina\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 17,7% e uma inclina\u00e7\u00e3o m\u00e1xima de 80,4% (fig.8). Seu principal afluente \u00e9 o c\u00f3rrego Estreito, com 3,5 km em sua margem esquerda.<\/p>\n<div id=\"attachment_3789\" style=\"width: 1325px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3789\" class=\"size-full wp-image-3789\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_8-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1315\" height=\"625\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_8-1.jpg 1315w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_8-1-300x143.jpg 300w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_8-1-1024x487.jpg 1024w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_8-1-768x365.jpg 768w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_8-1-500x238.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 1315px) 100vw, 1315px\" \/><p id=\"caption-attachment-3789\" class=\"wp-caption-text\">Figura 8 \u2013 Perfil do rio da Pedra Branca<\/p><\/div>\n<p><a href=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/imagens-da-bacia-do-rio-jurumirim\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Imagens da bacia do rio Jurumirim<\/a><\/p>\n<p><strong>Bacia do Arir\u00f3<\/strong><\/p>\n<p>A Bacia do rio Arir\u00f3 (fig.9) possui 24,2 Km2 (43%) de sua \u00e1rea no munic\u00edpio de Bananal (SP) e 32,5 Km2 (57%) no mun\u00edcipio de Angra dos Reis (RJ), onde desagua na Baia da Ilha Grande. A bacia do Arir\u00f3 \u00e9 caracterizada como uma bacia de morfodin\u00e2mica de alta complexidade geomorfol\u00f3gica, que representam as bacias de grande dimens\u00e3o e\/ou variedade de trechos\/segmentos identificados e onde os processos aluviais e coluviais atuam com elevada intensidade (Silva &amp; Silva, 2018).<\/p>\n<div id=\"attachment_4194\" style=\"width: 567px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4194\" class=\"size-full wp-image-4194\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Figura_9-3.jpg\" alt=\"\" width=\"557\" height=\"576\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Figura_9-3.jpg 557w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Figura_9-3-290x300.jpg 290w\" sizes=\"auto, (max-width: 557px) 100vw, 557px\" \/><p id=\"caption-attachment-4194\" class=\"wp-caption-text\">Figura 9 \u2013 Bacia do rio Arir\u00f3<\/p><\/div>\n<p>Na bacia do rio Arir\u00f3 (fig. 9) a Regional Frade operada pelo SAAE administra o subsistema Arir\u00f3 com capta\u00e7\u00e3o na barragem de acumula\u00e7\u00e3o Arir\u00f3 com vaz\u00e3o de 2,8 l\/s, que abastece a localidade de Arir\u00f3 (Consorcio Fator, s\/d).<\/p>\n<p><strong>Rio Arir\u00f3<\/strong> &#8211; O rio Arir\u00f3 tem suas cabeceiras nas escarpas da Serra da Bocaina e da Serra do Sinfr\u00f4nio. \u00c9 formado pela jun\u00e7\u00e3o do c\u00f3rrego da Concei\u00e7\u00e3o com o Ribeir\u00e3o Jo\u00e3o Rodrigues, ainda em terras paulista, a uma altitude de 1.072 metros. Deste ponto percorre 16,8 Km at\u00e9 o manguezal na Ba\u00eda da Ribeira. Possui uma inclina\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 9,6% com inclina\u00e7\u00e3o m\u00e1xima de 83,2% (fig. 10). Os afluentes mais importantes do rio Arir\u00f3, ap\u00f3s sua forma\u00e7\u00e3o s\u00e3o: o c\u00f3rrego do Torres (5,0 km) na margem esquerda e o rio Parado (4,4 km) e o c\u00f3rrego do Sal (3,0 km) na margem direita. Estes dois \u00faltimos banham a Terra Ind\u00edgena Guarani do Bracu\u00ed. O rio Arir\u00f3 inspira cuidados especiais em rela\u00e7\u00e3o a alagamentos, j\u00e1 que s\u00e3o quatro pontos cr\u00edticos ao longo de sua extens\u00e3o. Quando o rio enche muito, chega a impedir o acesso ao bairro e as resid\u00eancias no entorno s\u00e3o atingidas.<\/p>\n<div id=\"attachment_3794\" style=\"width: 1322px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3794\" class=\"size-full wp-image-3794\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_10-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1312\" height=\"657\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_10-1.jpg 1312w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_10-1-300x150.jpg 300w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_10-1-1024x513.jpg 1024w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_10-1-768x385.jpg 768w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_10-1-500x250.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 1312px) 100vw, 1312px\" \/><p id=\"caption-attachment-3794\" class=\"wp-caption-text\">Figura 10 \u2013 Perfil do rio Arir\u00f3<\/p><\/div>\n<p><strong>Ribeir\u00e3o Jo\u00e3o Rodrigues<\/strong> &#8211; O Ribeir\u00e3o Jo\u00e3o Rodrigues, um dos formadores do rio Arir\u00f3, tem suas nascentes em Bananal (SP), a uma altitude de 1.452 metros, percorrendo uma dist\u00e2ncia de 8,9 Km at\u00e9 encontrar-se com o c\u00f3rrego da Concei\u00e7\u00e3o, com uma inclina\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 9,6% e inclina\u00e7\u00e3o m\u00e1xima de 60,6 % (fig. 11).<\/p>\n<div id=\"attachment_3795\" style=\"width: 1325px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3795\" class=\"size-full wp-image-3795\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_11-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1315\" height=\"654\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_11-1.jpg 1315w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_11-1-300x149.jpg 300w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_11-1-1024x509.jpg 1024w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_11-1-768x382.jpg 768w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_11-1-500x249.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 1315px) 100vw, 1315px\" \/><p id=\"caption-attachment-3795\" class=\"wp-caption-text\">Figura 11 \u2013 Perfil do Ribeir\u00e3o Jo\u00e3o Rodrigues<\/p><\/div>\n<p><strong>C\u00f3rrego da Concei\u00e7\u00e3o<\/strong> \u2013 O c\u00f3rrego da Concei\u00e7\u00e3o, formador do rio Arir\u00f3 na interse\u00e7\u00e3o com ribeir\u00e3o Jo\u00e3o Rodrigues, tem sua nascente principal a 1.073 metros de altitude, com comprimento de 2,8 km. Sua inclina\u00e7\u00e3o m\u00e9dia \u00e9 de 11,1% e a m\u00e1xima de 51,3% (fig. 12).<\/p>\n<div id=\"attachment_3796\" style=\"width: 1322px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3796\" class=\"size-full wp-image-3796\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_12-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1312\" height=\"657\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_12-1.jpg 1312w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_12-1-300x150.jpg 300w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_12-1-1024x513.jpg 1024w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_12-1-768x385.jpg 768w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_12-1-500x250.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 1312px) 100vw, 1312px\" \/><p id=\"caption-attachment-3796\" class=\"wp-caption-text\">Figura 12 \u2013 Perfil do c\u00f3rrego da Concei\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p><strong>Bacia do Floresta<\/strong><\/p>\n<p>A bacia do rio Floresta (fig. 13) \u00e9 formada pelo rio Floresta e seus afluentes. Banha uma \u00e1rea de 6,8 Km2 totalmente no munic\u00edpio de Angra dos Reis.<\/p>\n<div id=\"attachment_3797\" style=\"width: 397px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3797\" class=\"size-full wp-image-3797\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_13-1.jpg\" alt=\"\" width=\"387\" height=\"534\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_13-1.jpg 387w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_13-1-217x300.jpg 217w\" sizes=\"auto, (max-width: 387px) 100vw, 387px\" \/><p id=\"caption-attachment-3797\" class=\"wp-caption-text\">Figura 13 \u2013 Bacia do rio Floresta<\/p><\/div>\n<p><strong>Rio Floresta<\/strong> \u2013 O rio Floresta tem sua nascente principal a 970 metros de altitude, descendo com uma inclina\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 15,9% e m\u00e1xima de 85,2%, em percurso de 8,1 km at\u00e9 a sua foz na ba\u00eda da Ilha Grande (fig.14).<\/p>\n<div id=\"attachment_3799\" style=\"width: 1324px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3799\" class=\"size-full wp-image-3799\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_14-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1314\" height=\"663\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_14-1.jpg 1314w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_14-1-300x151.jpg 300w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_14-1-1024x517.jpg 1024w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_14-1-768x388.jpg 768w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_14-1-500x252.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 1314px) 100vw, 1314px\" \/><p id=\"caption-attachment-3799\" class=\"wp-caption-text\">Figura 14 \u2013 Perfil do rio Floresta<\/p><\/div>\n<p><strong>Bacia do Florest\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A bacia do rio Florest\u00e3o (fig. 15) \u00e9 formada pelo rio Florest\u00e3o e seus afluentes. Banha uma \u00e1rea de 12,6 Km2 totalmente no munic\u00edpio de Angra dos Reis. A bacia do Florest\u00e3o ao igual que a do rio Jurumurim \u00e9 caracterizada como uma bacia de morfodin\u00e2mica mista, em que os processos de trechos coluviais e aluviais se intercalam (Silva &amp; Silva, 2018).<\/p>\n<div id=\"attachment_3800\" style=\"width: 667px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3800\" class=\"size-full wp-image-3800\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_15-1.jpg\" alt=\"\" width=\"657\" height=\"588\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_15-1.jpg 657w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_15-1-300x268.jpg 300w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_15-1-335x300.jpg 335w\" sizes=\"auto, (max-width: 657px) 100vw, 657px\" \/><p id=\"caption-attachment-3800\" class=\"wp-caption-text\">Figura 15 \u2013 Bacia do rio Florest\u00e3o<\/p><\/div>\n<p><strong>Rio Florest\u00e3o<\/strong> \u2013 O rio Florest\u00e3o tem sua nascente principal a 1.124 metros de altitude, descendo com uma inclina\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 16,3% e m\u00e1xima de 80,9%, em percurso de 9,0 km at\u00e9 a sua foz na ba\u00eda da Ilha Grande (fig.16).<\/p>\n<div id=\"attachment_3801\" style=\"width: 1325px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3801\" class=\"size-full wp-image-3801\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_16-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1315\" height=\"664\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_16-1.jpg 1315w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_16-1-300x151.jpg 300w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_16-1-1024x517.jpg 1024w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_16-1-768x388.jpg 768w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_16-1-500x252.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 1315px) 100vw, 1315px\" \/><p id=\"caption-attachment-3801\" class=\"wp-caption-text\">Figura 16 \u2013 Perfil do rio Florest\u00e3o<\/p><\/div>\n<p><strong>Microbacias do Imbu<\/strong><\/p>\n<p>As microbacias do Imbu (fig. 17) s\u00e3o formadas, de norte a sul, pelos c\u00f3rregos costeiros: C\u00f3rrego Saco do Arir\u00f3 (3,6 km); Riacho do Vilela (2,2 km); C\u00f3rrego do Imbu (6,7 km); C\u00f3rrego da Ilha Comprida I (0,7 km); C\u00f3rrego da Ilha Comprida II (1,2 km) e C\u00f3rrego Itinga (1,0 km). A bacia do C\u00f3rrego do Imbu \u00e9 caracterizada como uma bacia de morfodin\u00e2mica aluvial (Silva &amp; Silva, 2018).<\/p>\n<div id=\"attachment_4197\" style=\"width: 494px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4197\" class=\"size-full wp-image-4197\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Figura_17-3.jpg\" alt=\"\" width=\"484\" height=\"617\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Figura_17-3.jpg 484w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Figura_17-3-235x300.jpg 235w\" sizes=\"auto, (max-width: 484px) 100vw, 484px\" \/><p id=\"caption-attachment-4197\" class=\"wp-caption-text\">Figura 17 \u2013 Microbacias do Imbu<\/p><\/div>\n<p>Nas microbacias do Imbu (fig. 17) a Regional Frade operada pelo SAAE administra o subistema Itanema, com capta\u00e7\u00e3o em barragem de acumula\u00e7\u00e3o Itanema com vaz\u00e3o de 1,4 l\/s, que abastece a localidade de Itanema (Consorcio Fator, s\/d).<\/p>\n<p><strong>C\u00f3rrego do Imbu<\/strong> &#8211; O c\u00f3rrego do Imbu (fig. 18)<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3804\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_18-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1315\" height=\"655\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_18-1.jpg 1315w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_18-1-300x149.jpg 300w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_18-1-1024x510.jpg 1024w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_18-1-768x383.jpg 768w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2021\/12\/Figura_18-1-500x249.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 1315px) 100vw, 1315px\" \/><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong><a name=\"amostragem\"><\/a>AMOSTRAGEM DE PEIXES<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p>As bacias centrais de Angra dos Reis j\u00e1 foram amostradas para peixes de riachos, de acordo com os registros em cole\u00e7\u00f5es, em 34 pontos, com o tombamento de 211 lotes. Estas amostragens foram realizadas nos anos de 1945 (20), 1946 (11), 1948 (37), 1982 (9), 1987 (9), 1988 (4), 2002 (12), 2003 (10), 2005 (6), 2006 (6), 2007 (2), 2008 (25), 2010 (30), 2011 (2), 2014 (15), 2019 (10) e sem informa\u00e7\u00e3o de data de coleta(3). Estas amostragens est\u00e3o representadas por d\u00e9cada no Gr\u00e1fico 1.<\/p>\n<div id=\"attachment_3948\" style=\"width: 490px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3948\" class=\"size-full wp-image-3948\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Grafico_1.jpg\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"288\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Grafico_1.jpg 480w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Grafico_1-300x180.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 480px) 100vw, 480px\" \/><p id=\"caption-attachment-3948\" class=\"wp-caption-text\"><b>Gr\u00e1fico 1<\/b> \u2013 Amostragens nas bacias centrais por d\u00e9cada<\/p><\/div>\n<p>Os \u00edndices foram calculados considerando os pontos de amostragens e os lotes por cada 100 Km<sup>2<\/sup> de bacia. As bacias do Caputera, do Jurumirim e do Floresta ficaram com \u00edndices de amostragem e de lotes superior \u00e0 m\u00e9dia das bacias centrais. As do Florest\u00e3o apesar de ter o \u00edndice de pontos de amostragem dentro da m\u00e9dia, o \u00edndice de lotes ficou abaixo da m\u00e9dia. A bacia do Arir\u00f3 e as microbacias do Imbu apresentaram os dois \u00edndices bem inferiores aos m\u00e9dios das bacias centrais (Tabela 2).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3950\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_2-2.jpg\" alt=\"\" width=\"847\" height=\"234\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_2-2.jpg 847w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_2-2-300x83.jpg 300w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_2-2-768x212.jpg 768w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_2-2-500x138.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 847px) 100vw, 847px\" \/><\/p>\n<p>A distribui\u00e7\u00e3o dos pontos de amostragens est\u00e3o representados na figura 19.<\/p>\n<div id=\"attachment_3951\" style=\"width: 705px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3951\" class=\"size-full wp-image-3951\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Figura_19-1.jpg\" alt=\"\" width=\"695\" height=\"591\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Figura_19-1.jpg 695w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Figura_19-1-300x255.jpg 300w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Figura_19-1-353x300.jpg 353w\" sizes=\"auto, (max-width: 695px) 100vw, 695px\" \/><p id=\"caption-attachment-3951\" class=\"wp-caption-text\"><b>Figura 19<\/b> \u2013 Bacias Centrais da Microbacias de Angra dos Reis \u2013 Peixinho amarelo indicando os pontos de amostragens<\/p><\/div>\n<hr \/>\n<p><strong><a name=\"taxonomia\"><\/a> TAXONOMIA DE PEIXES <\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p>Composi\u00e7\u00e3o taxon\u00f4mica \u2013 A Tabela 3 indica a composi\u00e7\u00e3o taxon\u00f4micas da bacia centro norte. Foram amostrados at\u00e9 o momento 27 esp\u00e9cies, pertencentes a 16 subfam\u00edlias de 17 fam\u00edlias, agrupadas em onze ordens de peixes de riacho.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3961\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_3-2.jpg\" alt=\"\" width=\"1030\" height=\"935\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_3-2.jpg 1030w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_3-2-300x272.jpg 300w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_3-2-1024x930.jpg 1024w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_3-2-768x697.jpg 768w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_3-2-330x300.jpg 330w\" sizes=\"auto, (max-width: 1030px) 100vw, 1030px\" \/><\/p>\n<p>A predomin\u00e2ncia foi dos Siluriformes com 40% das esp\u00e9cies, seguidos dos Characiformes com 27% (Tabela 4).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3956\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_4-2.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"291\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_4-2.jpg 640w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_4-2-300x136.jpg 300w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_4-2-500x227.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong><a name=\"conservacao\"><\/a> CONSERVA\u00c7\u00c3O <\/strong><\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"250\"><\/td>\n<td>\n<div style=\"text-align: justify;\"><i><b>Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa car\u00eancia. Se cada um tomasse o que lhe fosse necess\u00e1rio, n\u00e3o havia pobreza no mundo e ningu\u00e9m morreria de fome.<br \/>\n<\/b><\/i>.<\/div>\n<div style=\"text-align: right;\"><b>Mahatma Gandi<\/b><\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>As Bacias Centrais de Angra dos Reis com uma \u00e1rea de 181,8 km2 possui 51 km2 de seu trecho superior, protegidos pela unidade de conserva\u00e7\u00e3o integral \u2013 Parque Estadual de Cunhambebe e 12,186 km2 de seu trecho inferior, protegidos pela unidade de a\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel &#8211; \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental dos Tamoios. O PE de Cunhambebe protege 6,5 km2 (36%) da bacia do rio Caputera, 30,5 km2 (44%) da bacia do rio Jurumirim e 14,0 km2 (25%) da bacia do rio Arir\u00f3. Por outro lado a APA de Tamoios protege 0,876 km2 (4,87%) do Caputera, 0,743 km2 (1,07%) do Jurumirim e 1,188 km2 (2,09%) do Arir\u00f3. Protege ainda 0,863 km2 (12,69%) da bacia do rio Floresta, 0,605 km2 (4,80%) da bacia do rio Florest\u00e3o e 7,912 km2 (42,54%) da Microbacias do Imbu.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong><a name=\"comunidades\"><\/a> COMUNIDADES <\/strong><\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"250\"><\/td>\n<td>\n<div style=\"text-align: justify;\"><i><b>Uma comunidade sustent\u00e1vel \u00e9 aquela capaz de satisfazer as suas necessidades atuais sem diminuir as chances das gera\u00e7\u00f5es futuras de ressarcir suas pr\u00f3prias necessidades.<br \/>\n<\/b><\/i>.<\/div>\n<div style=\"text-align: right;\"><b>Wilton Lazarotto<\/b><\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>A bacia do rio Caputera envolve as comunidades do Pontal e Praia do Pontal. A bacia do rio Jurumirim abrange as comunidades de \u00c1guas Lindas, Serra D\u2019\u00e1gua e Zungu, que se utilizam dos seus servi\u00e7os ambientais. A bacia do rio Arir\u00f3 banha a comunidade de Arir\u00f3. Estas comunidades fazem parte da zona rural, localizadas no Distrito de Cunhambebe (Sombra, 2018).<br \/>\nA TI Guarani do Bracu\u00ed tem parte de seu territ\u00f3rio com 21,3 Km2 distribu\u00eddos na parte superior das bacias do Arir\u00f3 com 7,3 km2 (34,3%), do Florest\u00e3o com 3,1 km2 (14,6%) e da microbacias do Imbu com 0,6 km2 (2,8%). Os restantes 10,3 km2 (48,4%) est\u00e1 distribu\u00eddo na bacia do Bracu\u00ed.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong><a name=\"historia\"><\/a> HIST\u00d3RIA <\/strong><\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"250\"><\/td>\n<td>\n<div style=\"text-align: justify;\"><i><b>O passado n\u00e3o volta. Importantes s\u00e3o a continuidade e o perfeito conhecimento de sua hist\u00f3ria.<\/b><\/i>.<\/div>\n<div style=\"text-align: right;\"><b>Lina Bo Bardi<\/b><\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Um dos mais antigos documentos sobre a \u00e1rea do atual munic\u00edpio foi escrito por um t\u00e9cnico em artilharia, o alem\u00e3o Hans Staden, contratado pela Capitania de S.Vicente, por volta do ano de 1550. Segundo esse relato, publicado em alem\u00e3o em 1557, a \u00e1rea da ba\u00eda de Angra era lugar de conflito entre \u00edndios tupinamb\u00e1s ao sul e tamoios ao norte. Possivelmente os \u00edndios Guaianases, conhecidos pelas outras tribos como Guaramumis, e que haviam se instalado na Ilha Grande e no &#8220;mediterr\u00e2neo&#8221; (ilhotas da baia) dos Reis, fizessem parte da grande fam\u00edlia dos tupinamb\u00e1s mas, aparentemente, n\u00e3o falavam o tupi, segundo o historiador Capistrano de Abreu. Nenhuma povoa\u00e7\u00e3o portuguesa na ba\u00eda da Ilha Grande \u00e9 mencionada no relato de Staden (Machado, 1995).<br \/>\nMas Hon\u00f3rio Lima (1889) relata que os portugueses j\u00e1 estavam na regi\u00e3o a \u00e9poca de Staden. Se apossaram de Angra e da Ilha Grande, entre os anos de 1556 e 1559, fam\u00edlias de portugueses vindos da Capitania de S\u00e3o Vicente com a finalidade de invadir a costa de Angra. Nesse tempo os povos ind\u00edgenas que povoavam o territ\u00f3rio da Ilha Grande eram os Guaianazes. Em 1560 a povoa\u00e7\u00e3o de Villa Velha foi reconhecida. De povoado, se tornou par\u00f3quia em 1593, fundada com o nome de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o de Angra dos Reis da Ilha Grande. A par\u00f3quia, protegida pela Ilha da Gib\u00f3ia (Atual Gip\u00f3ia) se extendia do rio Itaguahy, ao sul, a Ponta do Cayru\u00e7\u00fa, ao norte. Entre os s\u00e9culos XVI e XVII a abrigad\u00edssima ba\u00eda de Angra dos Reis foi alvo de saques e incurs\u00f5es violentas por piratas espanh\u00f3is. A Villa Velha ali permaneceu at\u00e9 1617. Ap\u00f3s o assassinato do padre da vila por quest\u00f5es amorosas, o povoado de Villa Velha foi abandonado, e a popula\u00e7\u00e3o sentindo que a villa havia sido excomungada, foi se abrigar pr\u00f3ximo ao ent\u00e3o rec\u00e9m constru\u00eddo Convento do Carmo (1601), onde se instala at\u00e9 hoje a sede do munic\u00edpio. A localidade de Villa Velha permanece at\u00e9 hoje, habitada por pescadores, mas n\u00e3o h\u00e1 vest\u00edgios do seu ciclo hist\u00f3rico. A vila ganhou o nome de Angra dos Reis somente em 1835. Os limites se mant\u00e9m como o s\u00e3o at\u00e9 hoje: o rio Caratuc\u00e1ia (Atual Garatucaia) a sul, rio Mambucaba, a norte a Serra do Mar em Bananal (SP) e Rio Claro (RJ) a oeste. A serra do mar se destaca na paisagem com relevos \u00edngremes. Pontos de destaque na silhueta das montanhas incluem a pedra do Frade, a serra das Tr\u00eas Orelhas, e Cracoatinga. Toda a cumeeira serrana est\u00e1 abrigada dentro do Parque Estadual Cunhambebe, nos contrafortes serranos entre Paraty, Angra e Mangaratiba, e protege as nascentes fluviais de muitos rios da regi\u00e3o. Descendo as montanhas se chega a baixada, onde se formam amplas \u00e1reas de v\u00e1rzea, como Bracuhy, Frade, Arir\u00f3, Japuhyba, Jurumurim, Itapic\u00fa, Jacuecanga e outros, onde riachos e brejos se espraiam pela paisagem.<br \/>\nObservando hoje o vale do Arir\u00f3, ocupado por grandes manguezais, parece dif\u00edcil imaginar que o vale j\u00e1 foi uma importante via de comunica\u00e7\u00e3o com o interior do Brasil, ocupado por planta\u00e7\u00f5es e destilarias de aguardente, passagem de tantas tropas de mula que as ferraduras abandonadas no atoleiro de lama das trilhas eram suficientes para alimentar de mat\u00e9ria prima pequenas fundi\u00e7\u00f5es artesanais na regi\u00e3o, como escreveu Hon\u00f3rio Lima em 1889 (Machado, 1995).<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong><a name=\"geografia\"><\/a> GEOGRAFIA <\/strong><\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"250\"><\/td>\n<td>\n<div style=\"text-align: justify;\"><i><b>A configura\u00e7\u00e3o territorial \u00e9 dada pelo conjunto formado pelos sistemas naturais existentes em um dado pa\u00eds ou numa dada \u00e1rea e pelos acr\u00e9scimos que os homens superimpuseram a esses sistemas naturais..<\/b><\/i>.<\/div>\n<div style=\"text-align: right;\"><b>(Santos, 1996<\/b><\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>O relevo da bacia do Jurumirim est\u00e1 representado por duas grandes unidades: a Baixada da Serra D&#8217;\u00e1gua, que corresponde \u00e0 plan\u00edcie aluvial, e as escarpas do planalto, denominadas Serra do Mar, com o nome local de Serra da Bocaina e Serra do Sinfr\u00f4nio (Sombra, 2018)<br \/>\nA plan\u00edcie \u00e9 formada por sedimentos quatern\u00e1rios de dois tipos: aluvionares e de mangue. Os dep\u00f3sitos aluvionares ocupam as calhas e plan\u00edcies dos rios e s\u00e3o caracterizados por areias finas a m\u00e9dias e silte. Os dep\u00f3sitos de mangue s\u00e3o formados por sedimentos s\u00edltico-argilosos, ricos em mat\u00e9ria org\u00e2nica, recobertos por vegeta\u00e7\u00e3o de mangue (Kronemberger, 2003).<br \/>\nO solo na bacia do jurumirim \u00e9 fr\u00e1gil do ponto de vista f\u00edsico, pois possui 83% de sua \u00e1rea recoberta por solos vulner\u00e1veis a eros\u00e3o e n\u00e3o tem voca\u00e7\u00e3o para a agricultura: mais da metade de sua \u00e1rea (61%) \u00e9 de classe de aptid\u00e3o restrita para o uso agr\u00edcola, 26% s\u00e3o inaptas e apenas 7% t\u00eam aptid\u00e3o moderada (Kronemberger, 2003).<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong><a name=\"economia\"><\/a> ECONOMIA <\/strong><\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"250\"><\/td>\n<td>\n<div style=\"text-align: justify;\"><i><b>A ferramenta mais poderosa em economia n\u00e3o \u00e9 o dinheiro, nem mesmo a \u00e1lgebra. \u00c9 o l\u00e1pis. Porque com um l\u00e1pis pode-se redesenhar o mundo.<\/b><\/i>.<\/div>\n<div style=\"text-align: right;\"><b>Kate Raworth<\/b><\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Desde do s\u00e9culo XIX, a bacia do Jurumirim \u00e9 uma importante via de comunica\u00e7\u00e3o entre o litoral e o interior, onde pode ser encontrado s\u00edtios arqueol\u00f3gicos remanescentes desse per\u00edodo (estradas carro\u00e7\u00e1veis e outras constru\u00e7\u00f5es), que ligavam os portos de Jurumirim, Arir\u00f3, Angra dos reis, entre outros, \u00e0s \u00e1reas produtoras de caf\u00e9 no vale do para\u00edba. (Sombra, 2018)<br \/>\nPelo vale do Arir\u00f3 passava a &#8220;estrada de barro&#8221;, \u00e0 margem da qual surgiu, na primeira metade do s\u00e9culo XIX, S.Antonio do Capivari (hoje L\u00eddice), no caminho em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 S.Jo\u00e3o Marcos. Passavam tamb\u00e9m pelo vale as estradas do Caramujo (em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Bananal), e a &#8220;estrada Jo\u00e3o de Oliveira&#8221;, que desembocava na foz do rio Jurumim. O vale do rio Bracu\u00ed era outro caminho que subia a serra em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Bananal. Pelo vale do Mambucaba uma trilha articulada \u00e0 navega\u00e7\u00e3o fluvial no baixo Mambucaba, atravessava a Serra da Bocaina em dire\u00e7\u00e3o a Areias (Machado, 1995).<br \/>\nA Estrada do Caramujo, que ligava os portos de Angra dos Reis e Jurumirim a Rio Claro, por onde passava, at\u00e9 a constru\u00e7\u00e3o dos trilhos da Estrada de Ferro D. Pedro II, toda a produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 de Resende, Barra Mansa, S\u00e3o Jo\u00e3o Marcos, Bananal e S\u00e3o Jos\u00e9 do Barreiro, regi\u00e3o pioneira na produ\u00e7\u00e3o dessa lavoura no Vale (Novaes, 2004)<br \/>\nNa regi\u00e3o do rio Jurumirim as principais atividades econ\u00f4micas s\u00e3o as agropastoris (bananicultura, cria\u00e7\u00e3o de gado e agricultura de subsist\u00eancia), as extrativas (extra\u00e7\u00e3o de areia do rio Jurumirim e explora\u00e7\u00e3o de brita), o pequeno com\u00e9rcio (bares, pens\u00e3o, padaria, mercado, loja de m\u00f3veis, casa de doces) e as pequenas ind\u00fastrias (f\u00e1brica de blocos de cimento e tijolos e f\u00e1brica de gelo). (Kronemberger et. al., 2005)<br \/>\nO &#8220;Caminho Novo&#8221; foi a principal via de circula\u00e7\u00e3o entre S.Paulo e Rio de Janeiro at\u00e9 meados do s\u00e9culo XIX. Em Angra, a via principal de acesso ao &#8220;caminho novo&#8221; foi atrav\u00e9s do vale do Arir\u00f3-Jurumim. Rumando em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 S.Jo\u00e3o Marcos, a estrada, que atravessava a Serra do Mar, foi muito utilizada como rota terrestre para o contrabando do ouro (Machado, 1995).<br \/>\nNa primeira metade do s\u00e9culo XIX, al\u00e9m dos portos de Angra dos Reis, Paraty, e Mangaratiba, desenvolveram-se pequenos portos em Jurumim, Arir\u00f3, Itanema, Frade, Mambucaba e Abra\u00e3o. Todos os pequenos portos desse segmento da costa atl\u00e2ntica brasileira serviram para o escoamento de caf\u00e9, aguardente, cana e, principalmente, para o contrabando de escravos durante o s\u00e9culo XIX (Machado, 1995). Os portos do Jerumerim, Arir\u00f3, Itan\u00eama, Frade, mambucaba, Abrah\u00e3o e S\u00edtio Forte , representavam emp\u00f3rios comerciais para o escoamento da lavoura. Produtos vinham por transporte de cavalo a aprtir da Serra do mar. As lavouras de caf\u00e9 e de cana para \u00e7\u00facar e aguardente eram as mais rentosas no final dos anos 1850 (Hon\u00f3rio Lima, 1889).<br \/>\nUm engenho de a\u00e7\u00facar se estabeleceu na segunda metade do s\u00e9culo XIX no Bracuhy, Mas os terrenos mais baixos e pantanosos de Angra eram vitimados por doen\u00e7as end\u00eamicas, como a Febre Amarela, que assustava. Ademais no refluxo do mar um pantanal lamacento se espraiava, tornando o acesso dif\u00edcil. e dificultou a instala\u00e7\u00e3o de certas atividades econ\u00f4micas, como o engenho de a\u00e7\u00facar do Bracuhy.<br \/>\nNo Brasil col\u00f4nia a fabrica\u00e7\u00e3o do Anil em Angra atingiu alguma prosperidade, aproveitando a abund\u00e2ncia de s\u00edlica localmente, mas depois desapareceu.<br \/>\nAp\u00f3s 1850, com o advento da Estrade de Ferro estabelecendo contato entre Rio e S\u00e3o Paulo, e ramificando-se em v\u00e1rias localidades, Angra deixou de ser rota do com\u00e9rcio que abasteria o interior, e entrou em decad\u00eancia.<br \/>\nEm 1884 devido a uma epidemia de c\u00f3lera na Europa, foi erguido um Larazeto no Abra\u00e3o, na Ilha Grande, na antiga fazenda do Hollandez, e posteriormente ampliado um m\u00f3dulo na Praia Dois Rios.<br \/>\nMuitas matas foram derrubadas para o plantio do caf\u00e9, atividade que prosperou no s\u00e9culo XIX. Mas os solos outrora f\u00e9rteis para o caf\u00e9 foram sendo esgotados ao longo do vale do Para\u00edba, onde a atividade ganhou mais pujan\u00e7a. Ap\u00f3s a aboli\u00e7\u00e3o da escravatura em 1889 muitas fazendas de caf\u00e9 foram abandonadas, e a mata voltou a crescer nas serras.<br \/>\nO isolamento de Angra, distante 100 Km da capital, com principal acesso somente por mar, o relevo com altos vales muito \u00edngremes e baixadas formando \u00e1reas brejosas, sujeita a doen\u00e7as como o tifo e a febre amarela, tornaram a regi\u00e3o pouco atrativa no in\u00edcio do s\u00e9culo XX.<br \/>\nCom o t\u00e9rmino da II Guerra mundial vieram os imigrantes japoneses. Se instalaram na Ilha Grande para trabalhar em atividades ligadas a ind\u00fastria pesqueira, especialmente sardinha. Mas a sobrepesca foi esgotando os estoques pesqueiros e os descendentes foram se instalar na cidade, para se dedicar ao com\u00e9rcio local.<br \/>\nCom a decad\u00eancia o casario angrense do s\u00e9culo XVIII constru\u00eddos a \u00e9poca do contrabando de ouro e escravos, entrou em ru\u00ednas, e poucos sobreviveram at\u00e9 os dias de hoje.<br \/>\np. 147- Hon\u00f3rio Lima- Ermida na Ilha do Bonfim, constru\u00edda em 1780. A constru\u00e7\u00e3o era bem mais modesta do que a que existe hoje.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong><a name=\"agua\"><\/a> USO DA \u00c1GUA <\/strong><\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"250\"><\/td>\n<td>\n<div style=\"text-align: justify;\"><i><b>A \u00e1gua \u00e9 a base da vida. Nenhum ser vivo pode viver sem ela. Embora na superficie do globo tenha mais \u00e1gua do que terra, a quantidade de \u00e1gua pot\u00e1vel e limpa \u00e9 pequena e n\u00e3o se renova integralmente no ciclo h\u00eddrico. Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, al\u00e9m de sugar e reduzir a capacidade dos aqu\u00edferos, a humanidade tem acelerado o processo de destrui\u00e7\u00e3o das nascentes e aumentado a polui\u00e7\u00e3o dos rios, lagos, geleiras e oceanos. O acesso \u00e0 \u00e1gua \u00e9 um direito humano b\u00e1sico. Mas este direito s\u00f3 ser\u00e1 eticamente justific\u00e1vel se a humanidade garantir o acesso \u00e0 \u00e1gua para as demais esp\u00e9cies do Planeta. A \u00e1gua \u00e9 de todo mundo e n\u00e3o pode haver exclusividades.<\/b><\/i>.<\/div>\n<div style=\"text-align: right;\"><b>Jos\u00e9 Eust\u00e1quio Diniz Alves<\/b><\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>As bacias centrais de Angra dos Reis est\u00e3o dentro da UHP-9. UHP s\u00e3o as unidades hidrol\u00f3gicas de planejamento que utiliza as delimita\u00e7\u00f5es f\u00edsicas das bacias e sub-bacias da regi\u00e3o. Estabelecidas pelo Comit\u00ea das Bacias Hidrogr\u00e1ficas da Ilha Grande adotando os seguintes crit\u00e9rio: hidrografia, altimetria, uso e Cobertura do solo, geologia, capta\u00e7\u00f5es de \u00e1gua, dominialidade dos cursos d\u2019\u00e1gua, outras subdivis\u00f5es j\u00e1 existentes (referentes ao Plano Estadual de recursos H\u00eddricos e ao Zoneamento Ecol\u00f3gico Econ\u00f4mico do Setor Costeiro da Ba\u00eda da Ilha Grande), limites municipais e estaduais e de localidades. (https:\/\/www.cbhbig.org.br\/unidade-hidrologica).<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong><a name=\"solo\"><\/a> USO DO SOLO <\/strong><\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"250\"><\/td>\n<td>\n<div style=\"text-align: justify;\"><i><b>A terra \u00e9 a grande provedora das necessidades humanas. \u00c9 da terra que todos os povos tiram o seu sustento, sua alegria, seu vestu\u00e1rio e sua arte. N\u00e3o apenas a terra que germina o gr\u00e3o, mas a que fornece os minerais, o barro dos objetos, o ferro do machado e o abrigo \u00e0s intemp\u00e9ries se liga ao ser humano para criar sua cultura, m\u00edstica e espiritualidade. Por isso, no processo de transforma\u00e7\u00e3o da riqueza natural em objetos da riqueza humana, a fonte \u00e9 sempre a terra e a natureza que a acompanha.<\/b><\/i>.<\/div>\n<div style=\"text-align: right;\"><b>Carlos Frederico Mar\u00e9s<\/b><\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>A ocupa\u00e7\u00e3o do solo da UHP 9 se distribui conforme apresenta\u00e7\u00e3o da Tabela 5<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3959\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_5-1.jpg\" alt=\"\" width=\"695\" height=\"324\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_5-1.jpg 695w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_5-1-300x140.jpg 300w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_5-1-500x233.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 695px) 100vw, 695px\" \/><br \/>\nA UHP 9 est\u00e1 localizada entre as localidades do Frade, Pontal, Nova Itanema, Floresta, Arir\u00f3, Zungu e \u00c1gua Linda, no munic\u00edpio de Angra dos Reis. A maior parte da \u00e1rea \u00e9 ocupada por floresta secund\u00e1ria em est\u00e1gio m\u00e9dio e avan\u00e7ado de regenera\u00e7\u00e3o, com maior concentra\u00e7\u00e3o pr\u00f3ximo aos divisores de \u00e1gua da unidade, onde s\u00e3o observadas as maiores altitudes e a Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o Parque Estadual do Cunhambebe. Os manguezais est\u00e3o concentrados pr\u00f3ximos \u00e0s desembocaduras dos rios desta Unidade, com destaque para a \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (APA) de Tamoios.<br \/>\nA ocupa\u00e7\u00e3o humana na UHP apresenta, em geral, baixas densidades. Na por\u00e7\u00e3o oeste est\u00e1 localizada parte da Terra Ind\u00edgena Guarani-Bracu\u00ed e no leste a comunidade quilombola Alto da Serra (Cameru). As \u00e1reas urbanas s\u00e3o caracterizadas, principalmente, pela presen\u00e7a de condom\u00ednios e est\u00e3o localizadas pr\u00f3ximo a linha de costa.<br \/>\nNesta unidade est\u00e3o localizados tr\u00eas pontos de disposi\u00e7\u00e3o de res\u00edduos s\u00f3lidos: UPR Verde, que recebe res\u00edduos de poda e ro\u00e7ada para tritura\u00e7\u00e3o e encaminhamento para compostagem; Aterro Sanit\u00e1rio (CTR Costa Verde) que recebe os res\u00edduos s\u00f3lidos das cidades de Angra dos Reis e Paraty; e o Aterro controlado desativado da Prefeitura Municipal de Angra dos Reis.<br \/>\nUma \u00e1rea consider\u00e1vel da bacia do Jurumirim foi ocupada por pastagens, em torno de 20%, onde se pratica predominantemente, a pecu\u00e1ria bovina de corte. Parte dessas \u00e1reas de pastagens surgiram com o aterro de \u00e1reas de manguezais e alagados, que foram drenados ao longo da segunda metade do s\u00e9culo XX, quando tamb\u00e9m ocorreu a reutiliza\u00e7\u00e3o de parte dos rios Jurumirim e Zungu (Sombra, 2018).<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong><a name=\"ameacas\"><\/a> PRINCIPAIS AMEA\u00c7AS <\/strong><\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"250\"><\/td>\n<td>\n<div style=\"text-align: justify;\"><i><b>O que \u00e9 o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem, o homem morreria de uma grande solid\u00e3o de esp\u00edrito. Porque tudo quanto acontece aos animais,logo acontece ao homem. Tudo est\u00e1 relacionado entre si.<br \/>\nDeves ensinar a teus filhos que o ch\u00e3o debaixo de seus p\u00e9s s\u00e3o as cinzas de nossos antepassados, para que tenham respeito ao pa\u00eds; conta a teus filhos que a riqueza da terra s\u00e3o as vidas da parentela nossa. Ensina a teus filhos o que temos ensinado aos nossos: que a terra \u00e9 nossa m\u00e3e. Tudo quanto fere a terra \u2212 fere os filhos da terra. Se os homens cospem no ch\u00e3o, cospem sobre eles pr\u00f3prios.<br \/>\nDe uma coisa sabemos: A terra n\u00e3o pertence ao homem, \u00e9 o homem que pertence \u00e0 terra, disso temos certeza. Todas as coisas est\u00e3o interligadas, como o sangue que une uma fam\u00edlia. Tudo est\u00e1 relacionado entre si. Tudo quanto agride a terra, agride os filhos da terra. N\u00e3o foi o homem quem teceu a trama da vida: ele \u00e9 meramente um fio da mesma. Tudo o que ele fizer \u00e0 trama, a si pr\u00f3prio far\u00e1.<\/b><\/i>.<\/div>\n<div style=\"text-align: right;\"><b>Cacique Seattle (1787-1866)<br \/>\nTribo Duwamish<\/b><\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<hr \/>\n<p><strong><a name=\"literatura\"><\/a>LITERATURA CITADA<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<ol>\n<li>Barrella, W. et al. 2001. As rela\u00e7\u00f5es entre as matas ciliares os rios e os peixes. In: Rodrigues, R.R.; Leit\u00e3o filho; H.F. (Ed.) Matas ciliares: conserva\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o. 2.ed. S\u00e3o Paulo: Editora da Universidade de S\u00e3o Paulo.<\/li>\n<li>Consorcio Fator. s\/d. Estudos t\u00e9cnicos e planejamento para a universaliza\u00e7\u00e3o do abastecimento de \u00e1gua e esgotamento sanit\u00e1rio \u2013 Munic\u00edpio de Angra dos Reis. Dispon\u00edvel em http:\/\/www.rj.gov.br\/consultapublica\/documentos\/Grupo_4_-_Planos_Municipais_de_Saneamento\/Planejamento_Universalizacao_-_Angra_dos_Reis.pdf. Acessado em 18\/01\/2022<\/li>\n<li>Francisco, C. N.; Carvalho, C. N. 2004. Disponibilidade h\u00eddrica &#8211; da vis\u00e3o global \u00e0s pequenas bacias hidrogr\u00e1ficas: o caso de Angra dos Reis, no Estado do Rio de Janeiro. Revista de Geoci\u00eancias \u2013 Ano 3, n.3. Niter\u00f3i: Instituto de Geoci\u00eancia.<\/li>\n<\/ol>\n<hr \/>\n<p><strong><a name=\"lotes\"><\/a>LOTES CONSIDERADOS<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p>Foram considerados os seguintes lotes de cole\u00e7\u00f5es:<br \/>\n<strong>Tabela 6a<\/strong> Lotes da bacia do rio Caputera<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4130\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_6a-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1116\" height=\"822\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_6a-1.jpg 1116w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_6a-1-300x221.jpg 300w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_6a-1-1024x754.jpg 1024w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_6a-1-768x566.jpg 768w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_6a-1-407x300.jpg 407w\" sizes=\"auto, (max-width: 1116px) 100vw, 1116px\" \/><\/p>\n<p><strong>Tabela 6b<\/strong> Lotes da bacia do rio Jurumirim<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4131\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_6b1.jpg\" alt=\"\" width=\"1116\" height=\"882\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_6b1.jpg 1116w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_6b1-300x237.jpg 300w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_6b1-1024x809.jpg 1024w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_6b1-768x607.jpg 768w, 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sizes=\"auto, (max-width: 1116px) 100vw, 1116px\" \/><\/p>\n<p><strong>Tabela 6c<\/strong> Lotes da bacia do rio Arir\u00f3.<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4133\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_6c.jpg\" alt=\"\" width=\"1116\" height=\"681\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_6c.jpg 1116w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_6c-300x183.jpg 300w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_6c-1024x625.jpg 1024w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_6c-768x469.jpg 768w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_6c-492x300.jpg 492w\" sizes=\"auto, (max-width: 1116px) 100vw, 1116px\" \/><\/p>\n<p><strong>Tabela 6d<\/strong> Lotes da bacia do rio Floresta<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4134\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_6d.jpg\" alt=\"\" width=\"1116\" height=\"761\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_6d.jpg 1116w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_6d-300x205.jpg 300w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_6d-1024x698.jpg 1024w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_6d-768x524.jpg 768w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_6d-440x300.jpg 440w\" sizes=\"auto, (max-width: 1116px) 100vw, 1116px\" \/><\/p>\n<p><strong>Tabela 6e<\/strong> Lotes da bacia do rio Florest\u00e3o.<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4135\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_6e.jpg\" alt=\"\" width=\"1116\" height=\"221\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_6e.jpg 1116w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_6e-300x59.jpg 300w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_6e-1024x203.jpg 1024w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_6e-768x152.jpg 768w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2022\/01\/Tabela_6e-500x99.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 1116px) 100vw, 1116px\" \/><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MICROBACIAS DE ANGRA DOS REIS: Bacias Norte, 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