{"id":176,"date":"2019-07-25T13:01:27","date_gmt":"2019-07-25T16:01:27","guid":{"rendered":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/?page_id=176"},"modified":"2019-12-12T15:57:31","modified_gmt":"2019-12-12T18:57:31","slug":"material-e-metodos","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/material-e-metodos\/","title":{"rendered":"Material e M\u00e9todos"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify\">\n<p><strong>A Mata Atl\u00e2ntica de tabuleiro<\/strong><\/p>\n<p><strong>Limites<\/strong>. A Mata Atl\u00e2ntica Nordeste \u00e9 constitu\u00edda pelas bacias hidrogr\u00e1ficas de rios que des\u00e1guam no Atl\u00e2ntico entre o rio Itabapoana (RJ\/ ES) e o rio Japaratuba (SE) (<em>sensu<\/em> Abell<em> et al<\/em>., 2008). A ampla rede hidrogr\u00e1fica que entrecorta o nordeste do Brasil \u00e9 marcadamente variada quando comparada a outras regi\u00f5es brasileiras, com grandes rios margeados por florestas at\u00e9 riachos tempor\u00e1rios do semi\u00e1rido. A ecorregi\u00e3o Mata Atl\u00e2ntica Nordeste tem fei\u00e7\u00f5es muito particulares, e uma delas \u00e9 a Mata Atl\u00e2ntica de tabuleiro. Compreendem as bacias fluviais entre o norte do Rio Doce, sub-bacia do Rio S\u00e3o Jos\u00e9, rio Barra Seca, S\u00e3o Mateus, Ita\u00fanas, microbacias de riacho Doce, Mucuri, Peru\u00edpe, Itanh\u00e9m, Jucuru\u00e7u, microbacias de Cumuruxatiba, rio Cahy, Cara\u00edva, Corumbau, Rio dos Frades, microbacias de Trancoso, rio Buranh\u00e9m, Jo\u00e3o de Tiba, Santo Ant\u00f4nio. (Fig. 1)<\/p>\n<div id=\"attachment_4601\" style=\"width: 1210px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4601\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/12\/Figura_-1-metodologia-mapa.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"986\" class=\"size-full wp-image-4601\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/12\/Figura_-1-metodologia-mapa.jpg 1200w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/12\/Figura_-1-metodologia-mapa-300x247.jpg 300w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/12\/Figura_-1-metodologia-mapa-1024x841.jpg 1024w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/12\/Figura_-1-metodologia-mapa-768x631.jpg 768w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/12\/Figura_-1-metodologia-mapa-365x300.jpg 365w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><p id=\"caption-attachment-4601\" class=\"wp-caption-text\">Figura 1- \u00c1rea de estudo e investiga\u00e7\u00e3o do presente guia. Sistemas h\u00eddricos entre o norte do Esp\u00edrito Santo e extremo sul da Bahia, do norte do rio Doce ao sul do rio Jequitinhonha.<\/p><\/div>\n<p><strong>Porque tabuleiro?<\/strong> Regi\u00f5es de relevo suave ou plano, denominadas de tabuleiros costeiros (uma varia\u00e7\u00e3o da floresta ombr\u00f3fila densa), ocorrem ao norte do Esp\u00edrito Santo e sul da Bahia. Ali as bacias fluviais entrecortam uma vasta \u00e1rea de relevo plano a suave ondulado, sem escarpas \u00edngremes. As altitudes m\u00e9dias variam entre 110 a 640 metros nas \u00e1reas montanhosas. Basta dizer que a c\u00e9lebre frase \u201cterra a vista\u201d correspondeu a visualiza\u00e7\u00e3o do Monte Pascoal, com apenas 536 metros de altitude e que pode ser visto do mar a cerca de pouco mais de uma hora de navega\u00e7\u00e3o da costa. (Fig. 2). <\/p>\n<div id=\"attachment_4595\" style=\"width: 1210px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4595\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/12\/Figura_-2-metodologia-Monte.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"785\" class=\"size-full wp-image-4595\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/12\/Figura_-2-metodologia-Monte.jpg 1200w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/12\/Figura_-2-metodologia-Monte-300x196.jpg 300w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/12\/Figura_-2-metodologia-Monte-1024x670.jpg 1024w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/12\/Figura_-2-metodologia-Monte-768x502.jpg 768w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/12\/Figura_-2-metodologia-Monte-459x300.jpg 459w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><p id=\"caption-attachment-4595\" class=\"wp-caption-text\">Figura 2- Monte Pascoal. Altitude 536 metros, nas proximidades da vila de Palmares, Prado- BA.<\/p><\/div>\n<p><strong>Paisagens<\/strong>. A floresta Atl\u00e2ntica que conta com menos de 5% da sua \u00e1rea original inalterada (Menezes, 2007) atravessam acelerado processo de fragmenta\u00e7\u00e3o e destrui\u00e7\u00e3o. Em se tratando dos ambientes de \u00e1gua doce a perda dos ambientes naturais tem sido mais r\u00e1pida do que a explora\u00e7\u00e3o e conhecimento da fauna associada de peixes. Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, as iniciativas conduzidas para um melhor conhecimento dos peixes de riacho t\u00eam revelado a exist\u00eancia de uma rica e diversificada fauna, associada, de forma \u00edntima, \u00e0 floresta que lhe proporciona prote\u00e7\u00e3o e alimento (Cetra et al., 2010; Sarmento-Soares &#038; Martins-Pinheiro, 2013).<br \/>\nAs nascentes.<br \/>\nOs alagados e brejos.<br \/>\nOs riachos.<br \/>\nOs rios.<br \/>\nOs estu\u00e1rios.<br \/>\nOs manguezais.<\/p>\n<div id=\"attachment_4596\" style=\"width: 1210px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4596\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/12\/Figura_3-metodologia-Paisag.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"2235\" class=\"size-full wp-image-4596\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/12\/Figura_3-metodologia-Paisag.jpg 1200w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/12\/Figura_3-metodologia-Paisag-161x300.jpg 161w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/12\/Figura_3-metodologia-Paisag-550x1024.jpg 550w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/12\/Figura_3-metodologia-Paisag-768x1430.jpg 768w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/12\/Figura_3-metodologia-Paisag-825x1536.jpg 825w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/12\/Figura_3-metodologia-Paisag-1100x2048.jpg 1100w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><p id=\"caption-attachment-4596\" class=\"wp-caption-text\">Figura 3- A- Nascente do rio Itanh\u00e9m- Medeiros Neto- BA; B- Brejo no C\u00f3rrego Taquaru\u00e7u entre Costa Dourada e Pedro Can\u00e1rio- ES; C- Lavadeira no c\u00f3rregp S\u00e3o Pedro, vila de Pau d &#8216;alho- Itamaraju- BA; D- Pescadores no rio Jucuru\u00e7u- Jucuru\u00e7u- BA; E- C\u00f3rrego Palmares- Prado- BA; F- Nascente do C\u00f3rrego Taquaru\u00e7u, Concei\u00e7\u00e3o da Barra- ES; G- Rio Ita\u00fanas, Concei\u00e7\u00e3o da Barra- ES; H- C\u00f3rrego Buri- Cumuruxatiba- Prado- BA; I- crian\u00e7as brincando no rio Dois de Abril- Palm\u00f3polis- MG; J- v\u00e1rzea do rio Japara na mar\u00e9 cheia- Cumuruxatiba- Prado- BA.<\/p><\/div>\n<p><strong>\u00c1guas<\/strong>. As comunidades de peixes de \u00e1gua doce na Mata Atl\u00e2ntica de tabuleiro s\u00e3o bastante diversificadas, com grande riqueza de ambientes. Riachos com forte correnteza, grande declividade e fundo pedregoso, s\u00e3o freq\u00fcentes no norte do rio Doce, nos altos vales dos rios Mutum e S\u00e3o Jos\u00e9. Mais para a costa os Lagos do rio Doce formam significativa paisagem lacustre, em uma \u00e1rea de plan\u00edcie isolada durante o per\u00edodo Quatern\u00e1rio (Menezes, 1988). A ictiofauna lacustre abriga esp\u00e9cies em grau de amea\u00e7a de extin\u00e7\u00e3o e esses ambientes l\u00eanticos v\u00eam sofrendo um outro tipo de amea\u00e7a: a introdu\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies al\u00f3ctones, ou seja, que vem de outros biomas do pa\u00eds ou mesmo de outros continentes. Ambientes tempor\u00e1rios, comuns em tabuleiros, s\u00e3o habitados por peixes popularmente conhecidos como \u201cpeixes anuais\u201d, que possuem um ciclo de vida muito diferenciado do restante da ictiofauna, e est\u00e3o muito associados a este tipo de ambiente. Em virtude das particularidades de seu ciclo sazonal de vida, tais esp\u00e9cies sofrem amea\u00e7a de extin\u00e7\u00e3o pela perda de habitat (Vieira, Gasparini, 2007). A ictiofauna de grandes rios tem caracter\u00edsticas pr\u00f3prias. Ali habitam esp\u00e9cies de grande porte, em sua maioria importante para a pesca artesanal. <\/p>\n<p><strong>\u00c1reas naturais protegidas<\/strong>. Dentre as \u00e1reas naturais podemos destacar no extremo sul da Bahia os Parques Nacionais \u2013 PARNA do Descobrimento, drenada pelas microbacias de Cumuruxatiba e rio Cahy, PARNA Monte Pascoal, banhada pelo rio Corumbau, e PARNA Pau Brasil, que abriga as nascentes das microbacias de Trancoso. No norte do Esp\u00edrito Santo a maior \u00e1rea protegida na floresta de tabuleiro \u00e9 a Reserva Biol\u00f3gica de Sooretama, na bacia do rio Barra Seca, e ainda as Reservas Biol\u00f3gicas de C\u00f3rrego do Veado, C\u00f3rrego Grande, a Floresta Nacional do Rio Preto, e ainda o Parque Estadual de Ita\u00fanas, na Bacia do rio Ita\u00fanas. Juntas, estas \u00e1reas protegidas abrigam as maiores matas preservadas, com grande diversidade de esp\u00e9cies, muitas delas amea\u00e7adas.<br \/>\nPodemos refletir. A pergunta que fica \u00e9 se esses o\u00e1sis naturais bastam por si s\u00f3.  <\/p>\n<div id=\"attachment_4597\" style=\"width: 1210px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4597\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/12\/Figura_-4a-metodologia-rios.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"749\" class=\"size-full wp-image-4597\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/12\/Figura_-4a-metodologia-rios.jpg 1200w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/12\/Figura_-4a-metodologia-rios-300x187.jpg 300w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/12\/Figura_-4a-metodologia-rios-1024x639.jpg 1024w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/12\/Figura_-4a-metodologia-rios-768x479.jpg 768w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/12\/Figura_-4a-metodologia-rios-481x300.jpg 481w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><p id=\"caption-attachment-4597\" class=\"wp-caption-text\">Figura 4- Rio Santo Ant\u00f4nio na APA Santo Ant\u00f4nio, Guai\u00fa- Porto Seguro- BA.<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_4598\" style=\"width: 1210px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4598\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/12\/Figura_-4b-metodologia-rios.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"900\" class=\"size-full wp-image-4598\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/12\/Figura_-4b-metodologia-rios.jpg 1200w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/12\/Figura_-4b-metodologia-rios-300x225.jpg 300w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/12\/Figura_-4b-metodologia-rios-1024x768.jpg 1024w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/12\/Figura_-4b-metodologia-rios-768x576.jpg 768w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/12\/Figura_-4b-metodologia-rios-400x300.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><p id=\"caption-attachment-4598\" class=\"wp-caption-text\">Figura 5- Rio Inba\u00e7uaba, cujas nascentes se encontram no Parque Nacional do Descobrimento- Prado- BA.<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_4599\" style=\"width: 1210px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4599\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/12\/Figura_-4c-metodologia-rios.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"803\" class=\"size-full wp-image-4599\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/12\/Figura_-4c-metodologia-rios.jpg 1200w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/12\/Figura_-4c-metodologia-rios-300x201.jpg 300w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/12\/Figura_-4c-metodologia-rios-1024x685.jpg 1024w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/12\/Figura_-4c-metodologia-rios-768x514.jpg 768w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/12\/Figura_-4c-metodologia-rios-448x300.jpg 448w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><p id=\"caption-attachment-4599\" class=\"wp-caption-text\">Figura 6- C\u00f3rrego Grande, no interior da Reserva Biol\u00f3gica de C\u00f3rrego Grande- Concei\u00e7\u00e3o da Barra- ES.<\/p><\/div>\n<p><strong>Guildas funcionais<\/strong>. Seguindo metodologia de Elliot et al. (2007), para cada esp\u00e9cie de \u00e1gua salgada foi atribu\u00edda uma categoria de guilda relacionada ao uso do ambiente estuarino refletindo a natureza fisiol\u00f3gica das \u00e1guas de transi\u00e7\u00e3o. As esp\u00e9cies foram classificadas em: Migrantes Marinhos (MM)- Esp\u00e9cies que se reproduzem no mar e entram nos estu\u00e1rios em grande n\u00famero, particularmente como juvenis. Esp\u00e9cies estuarinas (ES)- Capazes de completar todo o seu ciclo de vida dentro dos estu\u00e1rios, ou que possuem est\u00e1gios larvais que podem se completados fora deste. Visitantes de \u00e1gua doce (FS)- Esp\u00e9cies de \u00e1gua doce que ocasionalmente entram nos estu\u00e1rios em um n\u00famero baixo, com distribui\u00e7\u00e3o geralmente limitada a baixas salinidades.<br \/>\nAs esp\u00e9cies Visitantes marinhos (MS)- esp\u00e9cies marinhas que ocasionalmente entram nos estu\u00e1rios- n\u00e3o foram avaliadas neste estudo, pois apesar de aparecerem em \u00e1guas estuarinas n\u00e3o adentram pequenos corpos h\u00eddricos, objeto do presente estudo. S\u00e3o elas: o Gobiidae <em>Gobionellus oceanicus<\/em>, o Paralychthyidae <em>Etropus crossotus<\/em>, e os peixes das fam\u00edlias Carangidae, Clupeidae, Engraulidae, Gerreidae, Haemulidae, Hemirhamphidae, Lutjanidae, Mugilidae e Sciaenidae.<\/p>\n<p><strong>Amostragem<\/strong>. A curiosidade quanto a diversidade de peixes em um corpo h\u00eddrico, pode ser sanada pela observa\u00e7\u00e3o direta do comportamento dos peixes atrav\u00e9s de mergulho livre e documenta\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica subaqu\u00e1tica, possibilitando uma abordagem natural\u00edstica (Sabino, 1999). Para estudos taxon\u00f4micos, mas tamb\u00e9m investiga\u00e7\u00f5es sobre a biologia e ecologia de peixes h\u00e1 necessidade de captura de exemplares (Uieda &#038; Castro, 1999). Para investiga\u00e7\u00f5es acerca da ictiofauna precisamos organizar um projeto de pesquisa, come\u00e7ando pelo mapeamento da \u00e1rea a ser investigada e escopo do trabalho a ser feito. Planejar e solicitar as autoriza\u00e7\u00f5es para pesquisa cient\u00edfica junto a reserva particular ou \u00f3rg\u00e3o ambiental, a exemplo da licen\u00e7a de coleta pelo SISBIO, e sobretudo ser respons\u00e1vel pelas atividades desenvolvidas no tempo de dura\u00e7\u00e3o da pesquisa. T\u00e9cnicas de amostragem, petrechos de pesca, m\u00e9todos de anestesia e fixa\u00e7\u00e3o podem ser encontrados em Malabarba &#038; Reis, 1987; Uieda &#038; Castro, 1999; Souza et al. 2012. A anota\u00e7\u00e3o sobre amostragem em um trabalho de campo precisa constar de uma Ficha de Campo (Anexo 1). As amostras precisam ser cuidadosamente manuseadas e devidamente acondicionadas. Em laborat\u00f3rio, o material colecionado precisa ser triado e identificado, com anota\u00e7\u00e3o das respectivas amostras em uma Planilha de triagem (Anexo 2). O destino final das amostras avaliadas s\u00e3o as cole\u00e7\u00f5es cient\u00edficas.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s dez anos investigando a regi\u00e3o, foram feitas amostragens direcionadas as diversas bacias fluviais que entrecortam a floresta de tabuleiro bem como realizadas visitas a diversas cole\u00e7\u00f5es ictiol\u00f3gicas. <\/p>\n<p>Esperamos atrav\u00e9s desta contribui\u00e7\u00e3o poder contribuir e ajudar no reconhecimento e na conserva\u00e7\u00e3o dos singulares peixinhos que habitam os rios na floresta de tabuleiro.<\/p>\n<hr \/>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Mata Atl\u00e2ntica de tabuleiro Limites. A Mata Atl\u00e2ntica Nordeste \u00e9 constitu\u00edda pelas bacias hidrogr\u00e1ficas de rios que des\u00e1guam no Atl\u00e2ntico entre o rio Itabapoana (RJ\/ ES) e o rio Japaratuba (SE) (sensu Abell et al., 2008). 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