{"id":1936,"date":"2019-09-12T22:16:35","date_gmt":"2019-09-13T01:16:35","guid":{"rendered":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/rios\/?page_id=1936"},"modified":"2019-10-16T07:29:45","modified_gmt":"2019-10-16T10:29:45","slug":"steindachneridion-doceanum","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/steindachneridion-doceanum\/","title":{"rendered":"Steindachneridion doceanum"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify\">\n<h1><em>Steindachneridion doceanum<\/em> (Eigenmann &amp; Eigenmann 1889)<\/h1>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/10\/Steindachneridion-doceanum.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"227\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4435\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/10\/Steindachneridion-doceanum.png 800w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/10\/Steindachneridion-doceanum-300x85.png 300w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/10\/Steindachneridion-doceanum-768x218.png 768w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/10\/Steindachneridion-doceanum-500x142.png 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/10\/Steindachneridion-doceanum_.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"293\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4436\" srcset=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/10\/Steindachneridion-doceanum_.png 800w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/10\/Steindachneridion-doceanum_-300x110.png 300w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/10\/Steindachneridion-doceanum_-768x281.png 768w, http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/10\/Steindachneridion-doceanum_-500x183.png 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p>Algumas caracter\u00edsticas da esp\u00e9cie <strong><em>Steindachneridion doceanum<\/em><\/strong> est\u00e3o indicadas na figura acima.<\/p>\n<p>Os <em><a href=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/steindachneridion\/\">Steindachneridion<\/a><\/em> apresentam o palato com dentes no vomer, uma condi\u00e7\u00e3o comum em grande bagres Pimelodidae. Cabe\u00e7a larga e baixa, altura da cabe\u00e7a corresponde entre 60 a 80 % de seu comprimento (Garavello, 2005). Olhos pequenos, latero-dorsais, entre 10 a 12% no comprimento da cabe\u00e7a. Barbilh\u00e3o maxilar curto, menor que o comprimento da cabe\u00e7a ou alcan\u00e7ando a vertical da nadadeira dorsal. Nadadeiras p\u00e9lvicas alongadas, ultrapassando a vertical da abertura anal. O colorido do corpo cont\u00e9m vermicula\u00e7\u00f5es contrastantes, com manchas tamb\u00e9m sobre as nadadeiras. <\/p>\n<p>S\u00e3o grandes bagres, alcan\u00e7ando entre 600 a 1000 mm de comprimento padr\u00e3o. S\u00e3o peixes nadadores ativos, em \u00e1guas oxigenadas e r\u00e1pidas, habitando trechos de pedra e rocha. Pescadores e ribeirinhos do vale do Rio Doce desconhecem esse peixe, o que sugere que a dr\u00e1stica redu\u00e7\u00e3o populacional e extin\u00e7\u00e3o local seja um longo processo em curso (Oliveira, 2011). <\/p>\n<p>Peixes <strong><em>Steindachneridion doceanum<\/em><\/strong> conhecidos como &#8220;Sorubim do Doce&#8221; habitavam grandes extens\u00f5es dos vales do rio Doce e Mucuri. Todas as popula\u00e7\u00f5es conhecidas do &#8220;Sorubim do Doce&#8221; s\u00e3o raras e com distribui\u00e7\u00e3o restrita (Vieira et al. 2008, Vieira &#038; Gasparini 2007). <\/p>\n<p>Ele ainda \u00e9 encontrado nos rios Santo Ant\u00f4nio, Piranga, Manhua\u00e7u e em trechos da calha central do rio Doce. No rio Mucuri ainda h\u00e1 popula\u00e7\u00f5es em Carlos Chagas (Vieira et al. 2008). Barramentos por hidrel\u00e9tricas prejudicam as popula\u00e7\u00f5es, uma vez que estes peixes precisam de \u00e1guas l\u00f3ticas e profundas para viver. <\/p>\n<p>\u00c9 reconhecida como esp\u00e9cie Criticamente em Perigo na lista nacional (MMA, 2018) e nas listas estaduais de Minas Gerais e Esp\u00edrito Santo (Vieira &#038; Gasparini 2007). <\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o populacional do surubim do Doce est\u00e1 associada a perda de habitat, pela retirada da cobertura vegetal, levando ao assoreamento dos rios, outrora profundos com grandes rochas e forte correnteza. <\/p>\n<p>A introdu\u00e7\u00e3o de um peixe h\u00edbrido entre o pintado e o surubim (<em>Pseudoplatystoma corruscans<\/em> X <em>P. fasciatum<\/em>) na drenagem do rio Doce, \u00e9 mais uma amea\u00e7a a sobreviv\u00eancia de <strong><em>Steindachneridion doceanum<\/em><\/strong> uma vez que ambas esp\u00e9cies ocupam o mesmo tipo de bi\u00f3topo: corredeiras com pedras. <\/p>\n<p>A esp\u00e9cie <strong><em>Pimelodus maculatusPimelodus maculatus<\/em><\/strong> \u00e9 a \u00fanica representante do g\u00eanero <em><a href=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/steindachneridion\/\">Steindachneridion<\/a><\/em> da fam\u00edlia <a href=\"http:\/\/nossacasa.net\/nossosriachos\/tabuleiros\/pimelodidae\/\">Pimelodidae<\/a> nas regi\u00f5es dos tabuleiros.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Oliveira, D. N<\/strong>. 2011. Etnoecologia em Comunidades de Pescadores do vale do rio Doce, Colatina Esp\u00edrito Santo, Brasil. Monografia (Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas). Escola Superior S\u00e3o Francisco de Assis. 47 p.  <\/p>\n<hr \/>\n<\/div>\n<p>. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Steindachneridion doceanum (Eigenmann &amp; Eigenmann 1889) Algumas caracter\u00edsticas da esp\u00e9cie Steindachneridion doceanum est\u00e3o indicadas na figura acima. Os Steindachneridion apresentam o palato com dentes no vomer, uma condi\u00e7\u00e3o comum em grande bagres Pimelodidae. 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