Mini mutirão realizado em 30 de junho de 2026.
Hoje tivemos a participação de sete membros do Coletivo Córregos dos Colibris. Foram realizados trabalhos de poda e limpeza na entrada da rua “U” lado esquerdo. Foram plantadas mudas de Erva-macaé e Assa-peixe nas beiradas do caminho, para embelezar e servir de alimentos para abelhas e borboletas.
Erva-macaé, rubim, erva-das-lavadeiras, erva-dos-zangões, erva-das-mamangavas, quinino-dos-pobres, cordão-de-são-francisco, chá-de-frade, erva-de-santos-filhos, amor-deixado, pasto-de-abelhas, agripalma-siberiana, motherwort, marijuanilla, são muitos nomes populares para Leonurus sibiricus. Apesar de sua origem na China, Sibéria e Japão, ela medra espontânea no Sul e Sudeste do Brasil. Além de usado na medicina e muito procurada pelas abelhas.

A planta Assa-peixe, cientificamente conhecida como Vernonia polyanthes, é bastante comum em várias regiões do Brasil e chama atenção tanto pela aparência quanto pelos usos tradicionais. Trata-se de uma espécie nativa, frequentemente encontrada em beiras de estradas, pastagens, áreas em regeneração e bordas de matas. Ao longo dos anos, essa planta passou a ser associada à produção de mel e ao uso popular em chás, o que despertou o interesse de agricultores, apicultores e pesquisadores.
O nome assa-peixe surgiu da prática de utilizar suas folhas largas e resistentes como suporte para assar peixes em fogueiras, principalmente em áreas rurais. Hoje, a planta é reconhecida não apenas por esse costume antigo, mas também por suas flores brancas ou arroxeadas que aparecem em grande quantidade, atraindo uma variedade de insetos. Em especial, as abelhas encontram no assa-peixe uma importante fonte de alimento em determinadas épocas do ano.
A Vernonia polyanthes é um arbusto que pode atingir de 2 a 4 metros de altura, com caule ereto e ramificado. Suas folhas são grandes, ásperas ao toque, com a parte inferior mais clara e coberta por pequenos pelos. As inflorescências se formam em cachos densos na ponta dos ramos, dando à planta um aspecto esbranquiçado quando está totalmente florida. Esse visual é comum em meses de clima mais seco ou de transição, quando outras espécies podem estar com menos flores.
No uso popular, o assa-peixe é amplamente associado a preparos caseiros, principalmente na forma de chá das folhas. É tradicionalmente empregado para aliviar sintomas respiratórios, como tosse e catarro, além de ser mencionado em práticas de benzedeiras e fitoterapeutas populares. Em algumas comunidades, também é utilizado em banhos e compressas. Apesar da forte presença na cultura popular, recomenda-se cautela no uso terapêutico, buscando sempre orientação profissional antes de consumir plantas medicinais.
A relação entre assa-peixe e abelhas é um dos pontos mais destacados quando se fala dessa planta na natureza. As flores de Vernonia polyanthes são consideradas melitófilas, ou seja, adaptadas para serem visitadas por abelhas. Elas produzem néctar em quantidade apreciável e pólen acessível, o que torna a planta uma fonte dupla de recursos: alimento energético (néctar) e fonte de proteínas (pólen) para as colmeias.
As abelhas são atraídas pelo aroma suave e pela coloração clara das flores. Ao pousarem sobre as inflorescências, elas utilizam a língua alongada para coletar o néctar no interior das pequenas flores tubulares. O néctar é armazenado no papo das abelhas campeiras e transportado para a colmeia, onde será transformado em mel por meio de processos de regurgitação, adição de enzimas e desidratação. Ao mesmo tempo, o pólen fica preso nos pelos do corpo da abelha, sendo em parte transportado nas corbículas (as “cestas” de pólen nas patas traseiras) e, em parte, transferido de flor em flor, promovendo a polinização.
Esse ciclo permite que a planta assa-peixe seja polinizada com eficiência, produzindo sementes viáveis e garantindo sua regeneração nas áreas onde ocorre. Para as abelhas, a planta representa uma importante florada, especialmente em regiões do Cerrado e da Mata Atlântica, onde o assa-peixe é abundante. Em determinadas épocas do ano, o mel produzido a partir do néctar dessa planta é facilmente identificado por apicultores devido a sua coloração e aroma característicos.

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