Pau Brasil

Pau Brasil

O Pau-Brasil (Paubrasilia echinata) é uma árvore histórica e simbólica do Brasil, com importância cultural e ecológica única.

Nome Científico:
Paubrasilia echinata
(Sinônimos antigos: Caesalpinia echinata, Guilandina echinata)
Família: Fabaceae (subfamília Caesalpinioideae).

Estratificação Florestal (Porte):
Médio (atinge de 8 a 15 metros de altura, raramente até 20 m).
– Copa: Aberta, irregular e arredondada.
– Tronco: Reto, com casca cinzenta e acúleos (espinhos), especialmente em árvores jovens.
– Madeira: Núcleo alaranjado a vermelho-sangue (cor que deu nome ao país).

Grupo Ecológico (Sucessão):
Secundária Tardia
– Características:
– Crescimento lento (leva 20-30 anos para atingir porte adulto).
– Típica de matas maduras e estáveis da Mata Atlântica.
– Exigente em luz (heliófila) e solos bem drenados.

Funções Ecológicas:
1. Fixação de nitrogênio: Como leguminosa, enriquece o solo.
2. Alimento para fauna: Flores amarelas atraem abelhas, e frutos (vagens) são dispersos pelo vento.
3. Indicadora de conservação: Sua presença sugere Mata Atlântica preservada.

Distribuição Geográfica:
– Endêmica da Mata Atlântica, originalmente do RN ao RJ, mas hoje restrita a poucos fragmentos na BA e ES.
– Prefere solos férteis e bem drenados de tabuleiros costeiros.

Status de Conservação:
– Ameaçada de extinção (classificada como Em Perigo pelo IUCN e pelo Brasil).
– Símbolo nacional (Lei nº 6.607/1978).

Usos Históricos e Atuais:
– Histórico: Madeira usada para extração de corante vermelho (brasilina) e fabricação de arcos de violino.
– Atual: Reflorestamento simbólico e conservacionista.
– Paisagismo: Florada amarela perfumada e valor histórico.

Curiosidades:
– Seu nome “echinata” vem do latim “equinatus” (espinhoso), referindo-se aos acúleos no tronco.
– A exploração predatória no período colonial quase levou à extinção da espécie.
– Floresce entre setembro e outubro (coincidindo com o Dia da Árvore e a Primavera).

Resumo para Plantio:
| Característica | Detalhe |
|-|-|
| Porte | Médio (8–15 m) |
| Sucessão | Secundária Tardia |
| Luz | Sol pleno (exige muita luz) |
| Solo | Fértil, profundo e bem drenado |
| Atração de fauna | Moderada (abelhas e dispersão por vento) |

Desafios no Plantio:
– Crescimento muito lento (exige paciência e projetos de longo prazo).
– Dificuldade de obtenção de sementes (espécie rara e protegida).
– Suscetível a fungos e pragas em ambientes inadequados.

Recomendações para Reflorestamento:
1. Plantio em fragmentos conservados de Mata Atlântica.
2. Consorciar com espécies pioneiras (como embaúbas) para proteção inicial.
3. Uso prioritário em projetos educativos e simbólicos.

O Pau-Brasil é muito mais que uma árvore: é um símbolo vivo da resistência da Mata Atlântica e da necessidade de conservação!

Pau Formiga

Pau Formiga

O Pau Formiga (Triplaris americana) é uma árvore fascinante e de grande importância ecológica, conhecida por sua relação simbiótica com formigas.

Nome Científico:
Triplaris americana
Família: Polygonaceae.

Estratificação Florestal (Porte):
Alto (atinge de 15 a 25 metros de altura).
– Copa: Aberta e columnar (forma cilíndrica alongada).
– Tronco: Reto, cilíndrico, com casca lisa e cinzenta.
– Galhos: Ocos, abrigando colônias de formigas (simbiose obrigatória).

Grupo Ecológico (Sucessão):
Pioneira
– Características:
– Crescimento extremamente rápido (até 4 m/ano em condições ideais).
– Típica de áreas alagadas e margens de rios (matas ciliares).
– Heliófila (exige sol pleno).
– Vida relativamente curta (30-50 anos).

Funções Ecológicas:
1. Simbiosis com formigas: Os galhos ocos abrigam formigas do gênero Pseudomyrmex, que defendem a árvore de herbívoros em troca de abrigo e néctar.
2. Estabilização de margens: Raízes tabulares ajudam a conter erosão em rios e lagos.
3. Alimento para fauna: Frutos alados são dispersos pelo vento, e flores atraem abelhas.

Distribuição Geográfica:
– Ocorre na Amazônia, Mata Atlântica e Pantanal, em estados como PA, AM, MT, MS e SP.
– Prefere solos úmidos e áreas periodicamente alagadas (matas ciliares).

Usos:
– Recuperação de áreas alagadas: Ideal para matas ciliares degradadas.
– Madeira leve: Usada para caixotaria e brinquedos (evitar uso interno devido a formigas).
– Paisagismo: Floração vistosa (flores vermelhas ou roxas).

Curiosidades:
– É dióica: possui indivíduos machos e fêmeas (apenas as fêmeas produzem frutos).
– As formigas residentes picam agressivamente quando a árvore é ameaçada (daí o nome “pau formiga”).
– Os frutos são alados e dispersos pelo vento (anemocoria).

Resumo para Plantio:
| Característica | Detalhe |
|-|-|
| Porte | Alto (15–25 m) |
| Sucessão | Pioneira |
| Luz | Sol pleno (obrigatório) |
| Solo | Úmido a encharcado (solos de várzea ou margens de rios) |
| Atração de fauna | Formigas (simbiose), abelhas (flores) |

Dica de Plantio:
– Plantio apenas em áreas úmidas (não tolera seca).
– Espaçamento: 6–8 m entre mudas (copa columnar mas alta).
– Crescimento ultra-rápido: Pode atingir 10 m em 3 anos.

Cuidados:
– Não plantar near residências ou áreas de circulação (formigas picam agressivamente).
– Evitar uso madeireiro (galhos ocos abrigam formigas).

O Pau Formiga é um exemplo espetacular de mutualismo – fundamental para a recuperação de matas ciliares!

Oiti

Oiti

O Oiti (Licania tomentosa) é uma árvore amplamente usada na arborização urbana do Nordeste e Sudeste do Brasil.

Nome Científico:
Licania tomentosa
Família: Chrysobalanaceae.

Estratificação Florestal (Porte):
Médio a Alto (atinge de 10 a 20 metros de altura).
– Copa: Densa, arredondada e perene (uma das mais fechadas entre as espécies urbanas).
– Tronco: Curto e robusto, com casca cinzenta e fissurada.
– Folhas: Simples, alternas, coríáceas e tomentosas (com pelinhos curtos na face inferior).

Grupo Ecológico (Sucessão):
Secundária Tardia
– Características:
– Crescimento lento (leva anos para atingir porte adulto).
– Típica de matas maduras da Mata Atlântica e restingas.
– Tolerante a solos pobres e secos, mas prefere solos profundos.

Funções Ecológicas:
1. Sombra densa: Copa fechada oferece abrigo para fauna e reduz temperatura do solo.
2. Frutífera para fauna: Seus frutos oblongos e amarelos são consumidos por aves (sabiás, jacus) e morcegos.
3. Resistência urbana: Tolerante à poluição, compactação do solo e podas.

Distribuição Geográfica:
– Ocorre na Mata Atlântica e restingas, do RN até o ES.
– Mais comum no Nordeste (BA, PE, AL).

Usos:
– Arborização urbana: Muito usada em calçadas e praças por sua copa densa e raízes não agressivas.
– Sombra para cafeeiros: Tradicional no Nordeste.
– Madeira: Pesada e durável, usada em construção civil.

Curiosidades:
– Seu nome popular “oiti” vem do tupi “ywati”.
– Os frutos são comestíveis (polpa farinácea e adocicada), mas pouco consumidos.
– É uma das espécies mais resistentes à salinidade do solo, comum em restingas.

Resumo para Plantio:
| Característica | Detalhe |
|-|-|
| Porte | Médio a Alto (10–20 m) |
| Sucessão | Secundária Tardia |
| Luz | Sol pleno |
| Solo | Tolerante a solos pobres, secos e salinos |
| Atração de fauna | Moderada (aves e morcegos frugívoros) |

Dica de Plantio (Urbano):
– Espaçamento: 6–8 m entre mudas (copa muito ampla).
– Crescimento lento: Exige paciência, mas é muito resiliente quando adulta.
– Tolerante a podas (aceita formação em copa baixa).

Limitações:
– Frutos podem sujar calçadas (quando maduros, caem e amolecem).
– Não é indicada para próximo de rede elétrica (porte alto).

O Oiti é um símbolo da arborização nordestina – combina beleza, resistência e funcionalidade!

Maria Preta

Maria Preta

A Maria Preta (Vitex polygama) é uma árvore de grande valor ecológico, especialmente em regiões secas.

Nome Científico:
Vitex polygama
Família: Lamiaceae (antes Verbenaceae).

Estratificação Florestal (Porte):
Médio (atinge de 8 a 15 metros de altura).
– Copa: Aberta, irregular e semidecídua (perde parcialmente as folhas na seca).
– Tronco: Reto ou tortuoso, com casca cinzenta e fissurada.
– Folhas: Compostas, digitadas (em forma de mão), com 3 a 5 folíolos ásperos e verde-acinzentados.

Grupo Ecológico (Sucessão):
Secundária Inicial
– Características:
– Crescimento moderadamente rápido.
– Tolerante a solos pobres, secos e pedregosos.
– Pioneira em áreas degradadas do Cerrado e Caatinga.
– Heliófila (exige sol pleno).

Funções Ecológicas:
1. Frutífera-chave para fauna: Seus frutos arroxeados são avidamente consumidos por aves (sabiás, jacus, arapongas) e mamíferos (morcegos, macacos), dispersando sementes.
2. Tolerância à seca: Raízes profundas acessam água no subsolo.
3. Florada melífera: Flores azul-arroxeadas atraem abelhas e outros polinizadores.

Distribuição Geográfica:
– Ocorre no Cerrado, Caatinga e Matas Secas, em estados como MG, BA, GO, MT e PI.
– Adaptada a climas tropicais com estação seca prolongada.

Usos:
– Recuperação de áreas degradadas: Ideal para solos pobres e erosivos.
– Madeira: Pesada e durável, usada para mourões e lenha.
– Paisagismo: Florada vistosa e resistência à seca.

Curiosidades:
– Seu nome popular “Maria Preta” é compartilhado com outras espécies (ex.: Diospyros lasiocalyx), mas Vitex polygama é a mais comum no Cerrado.
– As folhas são aromáticas quando esmagadas.
– É confundida com outras espécies de Vitex (ex.: Vitex megapotamica – tarumã), mas difere pelos folíolos menores e habitat mais seco.

Resumo para Plantio:
| Característica | Detalhe |
|-|-|
| Porte | Médio (8–15 m) |
| Sucessão | Secundária Inicial |
| Luz | Sol pleno |
| Solo | Bem drenado (tolerante a solos pobres, ácidos e secos) |
| Atração de fauna | Muito Alta (espécie-chave para frugívoros em áreas secas) |

Dica de Plantio:
– Espaçamento: 5–6 m entre mudas (copa aberta).
– Crescimento rápido: Frutifica em 3–4 anos.
– Ideal para regiões com seca prolongada.

Vantagens:
– Tolerante ao fogo (rebrota após queimadas).
– Não exige solos férteis.
– Frutos atraem fauna mesmo na estação seca.

A Maria Preta é uma guardiã da resistência – essencial para a recuperação de áreas secas e degradadas! 🌵🦜

Mamão Jacatiá

Mamão Jacatiá

O Mamão Jacatiá (Jacaratia spinosa) é uma árvore fascinante e singular, com características que misturam aspectos de pioneirismo e estratificação florestal.

Nome Científico:
Jacaratia spinosa
Família: Caricaceae (mesma família do mamão – Carica papaya).

Estratificação Florestal (Porte):
Médio a Alto (atinge de 10 a 20 metros de altura).
– Copa: Esparsa e aberta, com galhos longos e horizontais.
– Tronco: Cilíndrico e solitário, coberto por espinhos cônicos (especialmente em árvores jovens).
– Folhas: Compostas palmaticamente (em forma de mão), caducas na estação seca.

Grupo Ecológico (Sucessão):
Pioneira a Secundária Inicial
– Características:
– Crescimento extremamente rápido (um dos mais rápidos entre as árvores nativas).
– Típica de clareiras, bordas de matas e áreas perturbadas.
– Heliófila (exige sol pleno).
– Vida relativamente curta (em torno de 20-30 anos).

Funções Ecológicas:
1. Alimento estratégico para fauna: Seus frutos alongados e amarelos (semelhantes a mamões) são avidamente consumidos por mamíferos (quatis, macacos, morcegos) e aves (tucanos, jacus), que dispersam as sementes.
2. Regeneração rápida de clareiras: Coloniza áreas abertas com eficiência.
3. Ciclagem rápida de nutrientes: Folhas e frutos decompõem-se rapidamente.

Distribuição Geográfica:
– Ocorre na Mata Atlântica, Cerrado e Floresta Amazônica, em estados como SP, MG, RJ, PR, BA e AM.
– Prefere solos férteis e bem drenados.

Usos:
– Frutos comestíveis: Polpa macia e adocicada, consumida in natura ou em doces.
– Paisagismo: Aspecto escultural e exótico.
– Recuperação de áreas degradadas: Crescimento ultra-rápido fornece sombra e atrai fauna.

Curiosidades:
– É dióica: possui indivíduos machos e fêmeas (apenas as fêmeas produzem frutos).
– Os espinhos do tronco são uma defesa contra herbívoros e desaparecem com a idade.
– Seu nome popular “jacatiá” vem do tupi “iakati’a”, que significa “árvore de fruto com espinhos”.

Resumo para Plantio:
| Característica | Detalhe |
|-|-|
| Porte | Médio a Alto (10–20 m) |
| Sucessão | Pioneira a Secundária Inicial |
| Luz | Sol pleno (obrigatório) |
| Solo | Fértil e bem drenado (não tolera encharcamento) |
| Atração de fauna | Muito Alta (espécie-chave para frugívoros) |

Dica de Plantio:
– Espaçamento: 5–6 m entre mudas (copa aberta mas ampla).
– Crescimento ultra-rápido: Pode crescer 3-4 m/ano em boas condições.
– Frutos em 3-4 anos (após plantio da muda).

Limitações:
– Vida curta: Não é para projetos de longo prazo (100+ anos).
– Tronco espinhoso: Cuidado em áreas com circulação de pessoas.
– Não sombreia eficientemente: Copa muito aberta.

O Mamão Jacatiá é uma espécie dinamizadora – perfeita para dar um “start” rápido na recuperação de áreas e atrair fauna dispersora!

Leiteira-Esperta

Leiteira-Esperta

A Leiteira-Esperta (Tabernaemontana hystrix) é um arbusto ou arvoreta pouco conhecido, mas com características ecológicas interessantes.

Nome Científico:
Tabernaemontana hystrix
Família: Apocynaceae (mesma família da alamanda e do jasmim-manga).

Estratificação Florestal (Porte):
Arbustivo a Pequeno Porte (atinge de 2 a 6 metros de altura).
– Copa: Irregular e aberta.
– Tronco: Curto, com casca lisa e clara.
– Folhas: Simples, opostas, coriáceas e brilhantes.
– Característica marcante: Exsuda látex branco quando cortada (daí o nome “leiteira”).

Grupo Ecológico (Sucessão):
Secundária Inicial
– Características:
– Crescimento moderadamente rápido.
– Típica de bordas de matas e capoeiras.
– Tolerante a solos pobres e bem drenados.

Funções Ecológicas:
1. Alimento para fauna: Seus frutos (folículos pares) liberam sementes com arilo alaranjado, consumidas por aves (sabiás, sanhaços) e formigas.
2. Florada especializada: Flores brancas e perfumadas, polinizadas por mariposas e besouros.
3. Recuperação de áreas degradadas: Coloniza clareiras rapidamente.

Distribuição Geográfica:
– Ocorre na Mata Atlântica e Cerrado, em estados como SP, RJ, MG e BA.
– Prefere climas tropicais e subtropicais.

Usos:
– Paisagismo: ornamental por suas flores perfumadas e folhagem brilhante.
– Recuperação de áreas degradadas: Indicada para solos pobres.
– Medicinal: O látex é usado na tradição popular para tratar verrugas e inflamações (uso cauteloso, pois é tóxico).

Curiosidades:
– Seu nome popular “esperta” refere-se ao crescimento rápido e capacidade de rebrotar após cortes.
– O látex contém alcaloides com propriedades inseticidas e medicinais.
– É confundida com outras “leiteiras” (ex.: Sapium glandulatum), mas difere pelas flores e frutos.

Resumo para Plantio:
| Característica | Detalhe |
|-|-|
| Porte | Arbustivo a Pequeno (2–6 m) |
| Sucessão | Secundária Inicial |
| Luz | Sol pleno a meia-sombra |
| Solo | Bem drenado (tolerante a solos pobres e ácidos) |
| Atração de fauna | Moderada (aves dispersoras e polinizadores noturnos) |

Dica de Plantio:
– Espaçamento: 2–3 m entre mudas (forma moitas densas).
– Crescimento rápido: Floresce em 2–3 anos.
– Tolerante a podas (pode ser manejada como cerca-viva).

Cuidados:
– Látex tóxico: Evitar contato com mucosas ou ingestão por crianças e animais.
– Não plantar perto de pastagens (tóxico para gado).

A Leiteira-Esperta é uma espécie resiliente – ideal para projetos de restauração ecológica e paisagismo funcional!

Jatobá

Jatobá

O Jatobá (Hymenaea courbaril) é uma das árvores mais icônicas e ecologicamente importantes das florestas tropicais das Américas.

Nome Científico:
Hymenaea courbaril
Família: Fabaceae (subfamília Detarioideae).

Estratificação Florestal (Porte):
Alto a Emergente (atinge de 20 a 30 metros de altura, podendo chegar a 40 m).
– Copa: Amplamente arredondada, densa e perene.
– Tronco: Reto, cilíndrico, com casca grossa, fissurada e cinzenta.
– Raízes: Sistêmicas e profundas.

Grupo Ecológico (Sucessão):
Secundária Tardia a Climácica
– Características:
– Crescimento lento (leva décadas para atingir porte adulto).
– Típica de matas maduras e estáveis (exigente em luz e solos profundos).
– Tolerante a secas moderadas.

Funções Ecológicas:
1. Frutífera-chave para fauna: Seus frutos (legumes lenhosos) com polpa farinácea são consumidos por mamíferos (antas, veados, macacos), aves (araras, jabutis) e répteis, dispersando sementes.
2. Fixação de nitrogênio: Como leguminosa, enriquece o solo.
3. Abrigo e sombra: Copa ampla protege a fauna e regula o microclima.

Distribuição Geográfica:
– Ocorre na Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga, do México ao Argentina.
– No Brasil, é encontrada em quase todos os estados.

Usos:
– Madeira de lei: Uma das mais duras e resistentes do Brasil (densidade ≈ 0,8–0,9 g/cm³), usada em pisos, móveis e construção civil.
– Resina (jatobá): Usada na medicina tradicional como anti-inflamatório e energético.
– Polpa dos frutos: Comestível e nutritiva (fonte de ferro e fibras).

Curiosidades:
– Seu nome popular “jatobá” vem do tupi “yata’wa”, que significa “fruto duro”.
– A resina fossilizada do jatobá deu origem ao âmbar, usado em joalheria.
– Os frutos levham até 1 ano para amadurecer e podem pesar até 1 kg.

Resumo para Plantio:
| Característica | Detalhe |
|-|-|
| Porte | Alto a Emergente (20–30 m) |
| Sucessão | Secundária Tardia/Climácica |
| Luz | Sol pleno (exige muita luz quando adulta) |
| Solo | Profundo, bem drenado (tolerante a solos pobres) |
| Atração de fauna | Muito Alta (espécie-chave para frugívoros de grande porte) |

Desafios no Plantio:
– Crescimento muito lento (leva 10–15 anos para frutificar).
– Sementes de germinação difícil (exigem escarificação ou imersão em água).
– Espaçamento amplo (mínimo 10 m entre mudas devido à copa gigante).

Dica de Plantio:
– Plantio em áreas permanentes (não tolera transplante quando adulto).
– Consorciar com espécies pioneiras (como ingás) para proteção inicial.

O Jatobá é um monumento da floresta – símbolo de força, longevidade e riqueza ecológica!

Imbiruçu Grande

Imbiruçu Grande

O Imbiruçu Grande (Pseudobombax longiflorum) é uma árvore espetacular, conhecida por suas flores grandes e vistosas.

Nome Científico:
Pseudobombax longiflorum
Família: Malvaceae (antes Bombacaceae).

Estratificação Florestal (Porte):
Alto a Emergente (atinge de 15 a 25 metros de altura).
– Copa: Aberta, irregular e decidual (perde folhas na estação seca).
– Tronco: Cilíndrico e inchado na base (armazena água), com casca cinzenta e lisa.
– Folhas: Palmaticompuestas (folíolos em forma de mão), caducas.

Grupo Ecológico (Sucessão):
Secundária Inicial
– Características:
– Crescimento rápido.
– Tolerante a solos pobres, secos e pedregosos.
– Heliófila (exige sol pleno).

Funções Ecológicas:
1. Polinização especializada: Suas flores grandes e brancas (com estames longos) são polinizadas por morcegos nectarívoros e mariposas.
2. Alimento para fauna: Frutos (cápsulas) liberam sementes com paina, dispersas pelo vento.
3. Armazenamento de água: Tronco basal inchado ajuda a resistir a secas.

Distribuição Geográfica:
– Ocorre no Cerrado, Caatinga e Pantanal, em estados como MT, MS, GO, BA e MG.
– Típica de ambientes sazonalmente secos.

Usos:
– Paisagismo: Muito ornamental devido à floração espetacular (flores de até 15 cm).
– Recuperação de áreas degradadas: Tolerante a solos pobres e secos.
– Arborização urbana: Em regiões com clima adequado (cuidado com raízes superficiais).

Curiosidades:
– Seu nome popular “imbiruçu” vem do tupi “mbi’ru usu”, que significa “casca grossa”.
– As flores abrem à noite e duram apenas 24 horas, murchando ao amanhecer.
– É parente do paineira (Ceiba speciosa), mas difere pelas flores mais longas e habitat mais seco.

Resumo para Plantio:
| Característica | Detalhe |
|-|-|
| Porte | Alto a Emergente (15–25 m) |
| Sucessão | Secundária Inicial |
| Luz | Sol pleno |
| Solo | Bem drenado (tolerante a solos pobres, pedregosos e secos) |
| Atração de fauna | Alta (morcegos, mariposas e aves que usam paina para ninhos) |

Dica de Plantio:
– Espaçamento: 6–8 m entre mudas (copa ampla e raízes superficiais).
– Evitar solos encharcados (apodrece a raiz).
– Floresce em 4–6 anos (após plantio da muda).

Cuidados:
– Não plantar perto de edificações (raízes superficiais podem levantar calçadas).
– Proteger de ventos fortes (copa aberta é vulnerável a quebras).

O Imbiruçu Grande é um gigante resiliente do Cerrado – une beleza, adaptação e ecologia! 🌵🦇

Guaquica

Guaquica

A Guaquica (Myrciaria guaquiea) é uma frutífera nativa pouco conhecida, mas com potencial ecológico e alimentar. Seguem as informações técnicas:

Nome Científico:
Myrciaria guaquiea
Família: Myrtaceae (mesma família da jabuticaba, goiaba e grumixama).

Estratificação Florestal (Porte):
Pequeno a Médio (atinge de 4 a 10 metros de altura).
– Copa: Arredondada, densa e perene.
– Tronco: Curto, com casca lisa e clara que descama em placas finas.
– Folhas: Simples, opostas, coriáceas e verde-escuras.

Grupo Ecológico (Sucessão):
Secundária Inicial
– Características:
– Crescimento moderadamente rápido.
– Típica de bordas de matas e capoeiras.
– Tolerante a solos pobres e bem drenados.

Funções Ecológicas:
1. Frutífera para fauna: Seus frutos pequenos e roxos são consumidos por aves (sabiás, sanhaços) e morcegos, dispersando sementes.
2. Florada melífera: Flores brancas e perfumadas atraem abelhas nativas.
3. Recuperação de áreas degradadas: Coloniza rapidamente clareiras.

Distribuição Geográfica:
– Ocorre na Mata Atlântica e Cerrado, em estados como SP, MG, RJ e ES.
– Prefere climas tropicais e subtropicais.

Usos:
– Frutos comestíveis: Polpa doce e ácida, consumida in natura ou em sucos e geleias.
– Paisagismo: ornamental por sua folhagem densa e frutificação atrativa.
– Recuperação de áreas degradadas: Indicada para solos pobres.

Curiosidades:
– Seu nome popular “guaquica” vem do tupi “wa’kika”, que significa “fruto de casca fina”.
– É parente próxima da jabuticaba (Plinia cauliflora), mas com frutos menores e de crescimento em ramos (não no tronco).
– Os frutos amadurecem no verão e são ricos em antioxidantes.

Resumo para Plantio:
| Característica | Detalhe |
|-|-|
| Porte | Pequeno a Médio (4–10 m) |
| Sucessão | Secundária Inicial |
| Luz | Sol pleno a meia-sombra |
| Solo | Bem drenado (tolerante a solos pobres e ácidos) |
| Atração de fauna | Alta (aves e morcegos frugívoros) |

Dica de Plantio:
– Espaçamento: 3–4 m entre mudas (copa compacta).
– Crescimento rápido: Frutifica em 3–4 anos.
– Tolerante a podas (pode ser manejada como arbusto).

Vantagens:
– Adaptada a climas subtropical e tropical.
– Pouco exigente em solos (cresce até em terrenos pedregosos).
– Frutos atraem fauna dispersora.

A Guaquica é uma espécie versátil e resiliente – ideal para pomares domésticos, reflorestamento e atração de fauna!

Guamirim

Guamirim

O Guamirim (Myrcia splendens) é uma árvore ou arbusto muito comum e importante na regeneração de florestas.

Nome Científico:
Myrcia splendens
(Sinônimos: Myrcia fallax, Aulomyrcia splendens)
Família: Myrtaceae (mesma família da jabuticaba, goiaba e eucalipto).

Estratificação Florestal (Porte):
Pequeno a Médio (atinge de 3 a 8 metros de altura, raramente até 12 m).
– Copa: Arredondada, densa e perene.
– Tronco: Curto, multifacetado ou tortuoso, com casca lisa e clara que descama em placas.
– Folhas: Simples, opostas, coriáceas e brilhantes (daí o nome splendens).

Grupo Ecológico (Sucessão):
Secundária Inicial
– Características:
– Crescimento rápido.
– Pioneira em capoeiras e bordas de matas.
– Tolerante a solos pobres e bem drenados.

Funções Ecológicas:
1. Frutífera-chave para fauna: Seus frutos pequenos e roxos são avidamente consumidos por aves (sabiás, sanhaços, tangarás) e morcegos, dispersando sementes.
2. Florada melífera: Flores brancas e perfumadas atraem abelhas nativas.
3. Recuperação de áreas degradadas: Coloniza rapidamente clareiras.

Distribuição Geográfica:
– Ocorre na Mata Atlântica, Cerrado e Amazônia, em estados como SP, RJ, MG, PR, SC e RS.
– Adapta-se a climas tropicais e subtropicais.

Usos:
– Recuperação de áreas degradadas: Ideal para nucleação de regeneração natural.
– Paisagismo: ornamental por sua folhagem brilhante e frutificação atrativa para aves.
– Melífera: Produz néctar para abelhas.

Curiosidades:
– Seu nome popular “guamirim” vem do tupi “wá’mirim”, que significa “fruto pequeno”.
– É confundida com outras espécies de Myrcia (ex.: Myrcia guianensis), mas difere pelas folhas muito brilhantes.
– Os frutos são comestíveis e saborosos, mas pouco explorados comercialmente.

Resumo para Plantio:
| Característica | Detalhe |
|-|-|
| Porte | Pequeno a Médio (3–8 m) |
| Sucessão | Secundária Inicial |
| Luz | Sol pleno a meia-sombra |
| Solo | Bem drenado (tolerante a solos pobres e ácidos) |
| Atração de fauna | Muito Alta (espécie-chave para aves frugívoras) |

Dica de Plantio:
– Espaçamento: 3–4 m entre mudas (forma moitas densas).
– Crescimento rápido: Frutifica em 2–3 anos.
– Ideal para cercas-vivas e corredores ecológicos.

Vantagens:
– Resistente a pragas e doenças.
– Tolerante a podas (pode ser mantida como arbusto).
– Frutos o ano todo em regiões sem estação seca pronunciada.

O Guamirim é uma espécie multifuncional – perfeita para atrair fauna, recuperar áreas e embelezar paisagens!