Disaires da formosura

Print Friendly, PDF & Email

Disaires da formosura (Gregório de Matos)

Rubi, concha de perlas peregrina,
Animado cristal, viva escarlata,
Duas safiras sobre lisa prata,
Ouro encrespado sobre prata fina.
Este o rostinho é de Caterina;
E porque docemente obriga e mata,
Não livra o ser divina em ser ingrata
E raio a raio os corações fulmina.
Viu Fábio uma tarde transportado
Bebendo admirações, e galhardias
A quem já tanto amor levantou aras:
Disse igualmente amante e magoado:
Ah muchacha gentil, que tal serias
Se sendo tão formosa não cagaras!

Publicações relacionadas

Soledades Soledades (Mario Benedetti) Ellos tienen razón esa felicidad al menos con...
José José (Carlos Drummond de Andrade) E agora, José? A festa acabou, a luz apag...
A Geramano Meireles A Geramano Meireles (Antero de Quental) ...
Paixão segundo G.H. (trecho) Paixão segundo G.H.(Clarice Lispecto) "É difícil perder-se. É tão difícil que...

Deixe uma resposta