Começo a conhecer-me. Não existo.

Print Friendly, PDF & Email

Começo a conhecer-me. Não existo. (Álvaro de Campos)

Começo a conhecer-me. Não existo.
Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram,
Ou metade desse intervalo, porque também há vida…
Sou isso, enfim…
Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulhos de chinelos
no corredor.
Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo.
É um universo barato.

Publicações relacionadas

Coito Coito (Ferreira Gullar) Todos os movimentos do amor são noturn...
Senhora, eu trajo o luto do pa... Senhora, eu trajo o luto do passado... (Augusto dos Anjos) Soneto Senhora,...
Bem no Fundo Bem no Fundo (Paulo Leminski) No fundo, no fundo, bem lá no fundo, a gent...
Madrugada Madrugada (Adolfo Casais Monteiro) Ah! Este poema das madrugadas, que há tant...

Deixe uma resposta