Lacrimae rerum

Print Friendly, PDF & Email

Lacrimae rerum (Antero de Quental)

de Sonetos

Noite, irmã da Razão e irmã da Morte,
Quantas vezes tenho eu interrogado
Teu verbo, teu oráculo sagrado,
Confidente e intérprete da Sorte!

Aonde são teus sóis, como coorte
De almas inquietas, que conduz o Fado?
E o homem porque vaga desolado
E em vão busca a certeza que o conforte?

Mas, na pompa de imenso funeral,
Muda, a noite, sinistra e triunfal,
Passa volvendo as horas vagarosas…

É tudo, em torno a mim, dúvida e luto;
E, perdido num sonho imenso, escuto
O suspiro das coisas tenebrosas…

Publicações relacionadas

Poema tirado de uma notícia de... Poema tirado de uma notícia de jornal (Manuel Bandeira) João gostoso era carr...
No meu Prato No meu Prato (Alberto Caeiro) De O ...
Amor Amor (Álvares de Azevedo) Quand la mort est si belle, Il est doux de mourir....
Madrigal à cibdá de Santiago Madrigal à cibdá de Santiago (Federico Garcia Lorca) Seis Poemas Galegos (193...

Deixe uma resposta