Voz fugitiva

Print Friendly, PDF & Email

Voz fugitiva (Cruz e Souza)

Às vezes na tu’alma que adormece
Tanto e tão fundo, alguma voz escuto
De timbre emocional, claro, impoluto
Que uma voz bem amiga me parece.

E fico mudo a ouvi-la como a prece
De um meigo coração que estaá de luto
E livre, já, de todo o mal corruto,
Mesmo as afrontas mais cruéis esquece.

Mas outras vezes, sempre em vão, procuro
Dessa voz singular o timbre puro,
As essências do céu maravilhosas.

Procuro ansioso, inquieto, alvoroçado,
Mas tudo na tu’alma está calado,
No silêncio fatal das nebulosas.

Publicações relacionadas

A cabeleira A cabeleira (Charles Pierre Baudelaire) ...
No Campo No Campo (Augusto dos Anjos) Tarde. Um arroio canta pela umbrosa Estrada; as...
Canzón de Cuna Pra Rosalia Cas... Canzón de Cuna Pra Rosalia Castro, Morta (Federico Garcia Lorca) Seis Poemas ...
Como árvores Como árvores (Mario Benedetti) Do livro "Inve...

Deixe uma resposta