Tratado geral das grandezas do ínfimo

Print Friendly, PDF & Email

Tratado geral das grandezas do ínfimo (Manoel de Barros)

A poesia está guardada nas palavras — é tudo que eu sei.

Meu fado é o de não saber quase tudo.
Sobre o nada eu tenho profundidades.
Não tenho conexões com a realidade.

Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro.
Para mim poderoso é aquele que descobre as insignificâncias (do mundo e as nossas).
Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil.

Fiquei emocionado.
Sou fraco para elogio.

Publicações relacionadas

Hombre de la esquina rosada Hombre de la esquina rosada (Jorge Luis Borges) ...
Adivinanzas Adivinanzas (Nicolás Guillén) De West Indies Ltd. ...
Assim como falham as palavras Assim como falham as palavras (Alberto Caeiro) Assim como falham as palavr...
Vítima do Dualismo Vítima do Dualismo (Augusto dos Anjos) Ser miserável dentre os miseráveis — ...

Deixe uma resposta