Os deslimites da palavra

Print Friendly, PDF & Email

Os deslimites da palavra (Manoel de Barros)

Ando muito completo de vazios.
Meu órgão de morrer me predomina.
Estou sem eternidades.

Não posso mais saber quando amanheço ontem.
Está rengo de mim o amanhecer.
Ouço o tamanho oblíquo de uma folha.

Atrás do ocaso fervem os insetos.
Enfiei o que pude dentro de um grilo o meu
destino.

Essas coisas me mudam para cisco.
A minha independência tem algemas

Publicações relacionadas

Ao longe, ao luar Ao longe, ao luar (Fernando Pessoa) Ao longe, ao luar, No rio uma vela, S...
Poema com absorvências Poema com absorvências (Adélia Prado) Poema com absorvências no totalmeute p...
O Amor é uma Companhia O Amor é uma Companhia (Alberto Caeiro) O amor é uma companhia. ...
É Ela! É Ela! É Ela! É Ela!... É Ela! É Ela! É Ela! É Ela! (Álvares de Azevedo) É ela! É ela! — murmurei tre...

Deixe uma resposta