Os deslimites da palavra

Print Friendly, PDF & Email

Os deslimites da palavra (Manoel de Barros)

Ando muito completo de vazios.
Meu órgão de morrer me predomina.
Estou sem eternidades.

Não posso mais saber quando amanheço ontem.
Está rengo de mim o amanhecer.
Ouço o tamanho oblíquo de uma folha.

Atrás do ocaso fervem os insetos.
Enfiei o que pude dentro de um grilo o meu
destino.

Essas coisas me mudam para cisco.
A minha independência tem algemas

Publicações relacionadas

Perguntas de um operário que l... Perguntas de um operário que lê (Bertold Brecht) Quem construiu Tebas, a das ...
A Neve A Neve (Alberto Caeiro) A neve pôs uma toalha calada sobre tudo. N...
A lenda da prostituta Evlyn Ro... A lenda da prostituta Evlyn Roe (Bertold Brecht) ...
Gozo os Campos Gozo os Campos (Alberto Caeiro) Gozo os campos sem reparar para eles. ...

Deixe uma resposta