A morte chega cedo

Print Friendly, PDF & Email

A morte chega cedo (Fernando Pessoa)

A morte chega cedo,
Pois breve é toda vida
O instante é o arremedo
De uma coisa perdida.

O amor foi começado,
O ideal não acabou,
E quem tenha alcançado
Não sabe o que alcançou.

E tudo isto a morte
Risca por não estar certo
No caderno da sorte
Que Deus deixou aberto.

Publicações relacionadas

Fundación mítica de Buenos Air... Fundación mítica de Buenos Aires (Jorge Luis Borges) ¿Y fue por este río de s...
A João de Deus A João de Deus (Antero de Quental) Se é lei, que rege o escuro pensamento, S...
O Deus-Verme O Deus-Verme (Augusto dos Anjos) Factor universal do transformismo. Filho da...
Insânia Insânia (Augusto dos Anjos) No mundo vago das idealidades Afundei minha louc...

Deixe uma resposta