Pálida à Luz

Print Friendly, PDF & Email

Pálida à Luz (Álvares de Azevedo)
Pálida à luz da lâmpada sombria,
Sobre o leito de flores reclinada,
Como a lua por noite embalsamada,
Entre as nuvens do amor ela dormia!

Era a virgem do mar, na escuma fria
Pela maré das águas embalada!
Era um anjo entre nuvens d’alvorada
Que em sonhos se banhava e se esquecia!

Era mais bela! o seio palpitando
Negros olhos as pálpebras abrindo
Formas nuas no leito resvalando

Não te rias de mim, meu anjo lindo!
Por ti — as noites eu velei chorando,
Por ti — nos sonhos morrerei sorrindo!

Publicações relacionadas

Quase um réquiem Quase um réquiem (Mario Benedetti) Do livro "...
Cidade Cidade (Oswald de Andrade) Foguetes pipocam o céu quando em quando Há uma mo...
O Deus-Verme O Deus-Verme (Augusto dos Anjos) Factor universal do transformismo. Filho da...
Quero fazer os poemas das cois... Quero fazer os poemas das coisas materiais (Walt Whitman) Quero fazer os poem...

Deixe uma resposta