Pátio

Print Friendly, PDF & Email

Pátio (Jorge Luis Borges)

Tradução de Manoel Bandeira

Com a tarde
Cansaram-se as duas ou três cores do pátio.
A grande franqueza da lua cheia
Já não intusiasma o seu habitual firmamento.
Hoje que o céu está frisado,
Dirá a crendice que morreu um anjinho.
Pátio, céu canalizado.
O pátio é a janela
Por onde Deus olha as almas.
O pátio é o declive
Por onde se derrama o céu na casa.
Serena
A eternidade espera na encruzilhada das estrelas.
Lindo é viver na amizade obscura
De um saguão, de uma aba de telhado e deuma cisterna.

Publicações relacionadas

Poema da Necessidade Poema da Necessidade (Carlos Drummond de Andrade) É preciso casar João, é p...
Torre de ouro Torre de ouro (Cruz e Souza) Desta torre desfraldam-se altaneiras, ...
Azul ou verde ou roxo Azul ou verde ou roxo (Fernando Pessoa) Azul, ou verde, ou roxoquando o sol ...
Poema com absorvências Poema com absorvências (Adélia Prado) Poema com absorvências no totalmeute p...

Deixe uma resposta