1º Soneto a Maria dos Povos

Print Friendly, PDF & Email

1º Soneto a Maria dos Povos (Gregório de Matos)

Discreta e formosíssima Maria,
Enquanto estamos vendo a qualquer hora
Em tuas faces a rosada Aurora,
Em teus olhos e boca o Sol e o dia,
Enquanto com gentil descortesia
O ar, que fresco Adônis te namora,
Te espalha a rica trança voadora
Quando vem passear-te pela fria,
Goza, goza da flor da mocidade,
Que o tempo trata a toda ligeireza,
E imprime em toda a flor sua pisada.
Oh não aguardes, que a madura idade,
Te converta essa flor, essa beleza,
Em terra, em cinza, em pó, em sombra, em nada.

Publicações relacionadas

À Cidade da Bahia À Cidade da Bahia (Gregório de Matos) Triste Bahia! Ó quão dessemelhante Est...
A privada A privada (Bertold Brecht) É um lugar onde nos sentimos bem Tendo acima as e...
Piedade Piedade (Cruz e Souza) O coração de todo o ser humano Foi concebido para ter...
Falas de Civilização Falas de Civilização (Alberto Caeiro) Falas de civilização, e de não dever s...

Deixe uma resposta