Braços

Print Friendly, PDF & Email

Braços (Cruz e Souza)

Braços nervosos, brancas opulências,
Brumais brancuras, fulgidas brancuras,
Alvuras castas, virginais alvuras,
Lactescências das raras lactescências.

As fascinantes, mórbidas dormências
Dos teus abraços de letais flexuras,
Produzem sensações de agres torturas,
Dos desejos as mornas florescências.

Braços nervosos, tentadoras serpes
Que prendem, tetanizam como os herpes,
Dos delírios na trêmula coorte…

Pompa de carnes tépidas e flóreas,
Braços de estranhas correções marmóreas,
Abertos para o Amor e para a Morte!

Publicações relacionadas

A vida é um campo de milagres A vida é um campo de milagres (Thiago de Mello Entrevista com Thiago de Mello ...
2º Soneto à morte de Afonsos B... 2º Soneto à morte de Afonsos Barbosa da Franca (Gregório de Matos) Alma genti...
No Entardecer Passa uma Borboleta (Alberto Caeiro) ...
Sabete aquí Sabete aquí (Mario Benedetti) Podés querer el alba cuando quieras he cons...

Deixe uma resposta