Desencontrários

Print Friendly, PDF & Email

Desencontrários (Paulo Leminski)

Mandei a palavra rimar.
Ela não me obedeceu.
Falou em mar, em céu, em rosa,
Em grego, em silêncio, em prosa.
Parecia fora de si,
Sílaba silenciosa.

Mandei a frase sonhar,
E ela se foi num labirinto.
Fazer poesia, eu sinto, apenas isso.
Dar ordens a um exército,
Para conquistar um império extinto.

Publicações relacionadas

O Gramático O Gramático (Oswald de Andrade) Os negros discutiam Que o cavalo sipantou M...
Não me fechem as portas Não me fechem as portas (Walt Whitman) Não me fechem as portas, orgulhosas b...
De Que Serve a Bondade De Que Serve a Bondade (Bertold Brecht) 1 De que serve a bondade Se os bons...
Vontade de dormir Vontade de dormir (Mário de Sá Carneiro) Fios de oiro puxam por mim a soergu...

Deixe uma resposta