Dilacerações

Print Friendly, PDF & Email

Dilacerações (Cruz e Souza)

Ó carnes que eu amei sangrentamente,
Ó volúpias letais e dolorosas,
Essências de heliotropos e de rosas
De essência morna, tropical, dolente…

Carnes virgens e tépidas do Oriente
Do Sonho e das Estrelas fabulosas,
Carnes acerbas e maravilhosas,
Tentadoras do sol intensamente…

Passai, dilaceradas pelos zeros,
Através dos profundos pesadelos
Que me apunhalam de mortais horrores…

Passai, passai, desfeitas em tormentos,
Em lágrimas, em prantos, em lamentos,
Em ais, em luto, em convulsões, em cores…

Publicações relacionadas

Las moscas Las moscas (Antonio Machado) Vosotras, las familiares, inevitables golosas, ...
Lento mas vem Lento mas vem (Mario Benedetti) Do livro "Pe...
El Suicida El Suicida (Jorge Luis Borges) No quedará en la noche una estrella. No qued...
Passei Toda a Noite Passei Toda a Noite (Alberto Caeiro) Passei toda a noite, sem dormir...

Deixe uma resposta