Olá, Guardador de Rebanhos

Print Friendly, PDF & Email

Olá, Guardador de Rebanhos (Alberto Caeiro)

De O Guardador de Rebanhos

“Olá, guardador de rebanhos,
Aí à beira da estrada,
Que te diz o vento que passa?”

“Que é vento, e que passa,
E que já passou antes,
E que passará depois.
E a ti o que te diz?”

“Muita cousa mais do que isso.
Fala-me de muitas outras cousas.
De memórias e de saudades
E de cousas que nunca foram.”

“Nunca ouviste passar o vento.
O vento só fala do vento.
O que lhe ouviste foi mentira,
E a mentira está em ti.”

Publicações relacionadas

Dos milagres Dos milagres (Mário Quintana) O milagre não é dar vida ao corpo extinto, Ou ...
Expectativas Expectativas (Mario Benedetti) Do livro "Per...
Hagamos un trato Hagamos un trato (Mario Benedetti) do livro ...
Elegia quase uma ode Elegia quase uma ode (Vinicius de Moraes I Choro. Choro atrozmente, como os...

Deixe uma resposta