Festival

Print Friendly, PDF & Email

Festival (Augusto dos Anjos)

Para Jônatas Costa

Címbalos soam no salão. O dia
Foge, e ao compasso de arrabis serenos
A valsa rompe, em compassados trenos
Sobre os veludos da tapeçaria.

Estatuetas de mármore de Lemnos
Estão dispostas numa simetria
Inconfundível, recordando a estria
Dos corpos níveos de Afrodite e Vênus.

Fulgem por entre mil cristais vermelhos
O alvo cristal dos nítidos espelhos
E a seda verde dos arbustos glabros.

E em meio às refrações verdes e hialinas,
Vibra, batendo em todas as retinas,
A incandescência irial dos candelabros.

Publicações relacionadas

Veinte poemas de amor y una ca... Veinte poemas de amor y una canción desesperada - 08 (Pablo Neruda) Abeja bla...
Mi Vida Entera Mi Vida Entera (Jorge Luis Borges) Aqui otra vez, los labios memorables, unic...
Uma revolução sadia Uma revolução sadia (David Hebert Lawrence) ...
A Grande Esfinge do Egito A Grande Esfinge do Egito (Fernando Pessoa) A Grande Esfinge do Egito sonha p...

Deixe uma resposta