Foederis arca

Print Friendly, PDF & Email

Foederis arca (Cruz e Souza)

Visão que a luz dos Astros louros trazes,
Papoula real tecida de neblinas
Leves, etéreas, vaporosas, finas,
Com aromas de lírios e lilazes.

Brancura virgem do cristal das frases,
Neve serene das regiões alpinas,
Willis juncal de mãos alabastrinas,
De fugitivas correções vivazes.

Floresces no meu Verso como o trigo,
O trigo de ouro dentre o sol floresce
E és a suprema Religião que eu sigo…

O Missal dos Missais, que resplandece,
A igreja soberana que eu bendigo
E onde murmuro a solitária prece!…

Publicações relacionadas

O cônego Filipe O cônego Filipe (Álvares de Azevedo) O cônego Filipe! Ó nome eterno! Cinzas...
É o êxtase langoroso É o êxtase langoroso (Paul Verlaine) É o êxtase langoroso É a fadiga amorosa...
Angústia Quarta Angústia Quarta (Nicolás Guillén) ...
Quadrilha Quadrilha (Carlos Drummond de Andrade) João amava Teresa que amava Raimundo ...

Deixe uma resposta