Vandalismo

Print Friendly, PDF & Email

Vandalismo (Augusto dos Anjos)

Meu coração tem catedrais imensas,
Templos de priscas e longínquas datas,
Onde um nume de amor, em serenatas,
Canta a aleluia virginal das crenças.

Na ogiva fúlgida e nas colunatas
Vertem lustrais irradiações intensas
Cintilações de lâmpadas suspensas
E as ametistas e os florões e as pratas.

Como os velhos Templários medievais
Entrei um dia nessas catedrais
E nesses templos claros e risonhos …

E erguendo os gládios e brandindo as hastas,
No desespero dos iconoclastas
Quebrei a imagem dos meus próprios sonhos!

Publicações relacionadas

Uma revolução sadia Uma revolução sadia (David Hebert Lawrence) ...
Se Se (Paulo Leminski) se nem for terra se trans for mar.
Explicação de poesia sem ningu... Explicação de poesia sem ninguém pedir (Adélia Prado) Um trem-de-ferro é uma ...
Oswald morto Oswald morto (Ferreira Gullar) Enterraram ontem em São Paulo um anjo antrpó...

Deixe uma resposta