O anel de vidro

Print Friendly, PDF & Email

O anel de vidro (Manuel Bandeira)

Aquele pequenino anel que tu me deste,
– Ai de mim – era vidro e logo se quebrou…
Assim também o eterno amor que prometeste,
– Eterno! era bem pouco e cedo se acabou.

Frágil penhor que foi do amor que me tiveste,
Símbolo da afeição que o tempo aniquilou, –
Aquele pequenino anel que tu me deste,
– Ai de mim – era vidro e logo se quebrou…

Não me turbou, porém, o despeito que investe
Gritando maldições contra aquilo que amou.
De ti conservo no peito a saudade celeste…
Como também guardei o pó que me ficou
Daquele pequenino anel que tu me deste…

Publicações relacionadas

Os Astros Íntimos Os Astros Íntimos (Thiago de Mello Consulto a luz dos meus astros, cada qua...
Sete poemas portugueses (4) Sete poemas portugueses (4) (Ferreira Gullar) Nada vos oferto além destas m...
Distâncias mínimas Distâncias mínimas (Paulo Leminski) um texto morcego se guia por ecos ...
Os sofrimentos do jovem Werthe... Os sofrimentos do jovem Werther (1774) - resumo (Johann Wofgang von Goethe) O...

Deixe uma resposta