Poema começado no fim

Print Friendly, PDF & Email

Poema começado no fim (Adélia Prado)

Um corpo quer outro corpo.
Uma alma quer outra alma e seu corpo.
Este excesso de realidade me confunde.

Jonathan falando:
parece que estou num filme.
Se eu lhe dissesse você é estúpido
ele diria sou mesmo.

Se ele dissesse vamos comigo ao inferno passear
eu iria.
As casas baixas, as pessoas pobres,
e o sol da tarde,
imaginai o que era o sol da tarde
sobre a nossa fragilidade.

Vinha com Jonathan
pela rua mais torta da cidade.
O Caminho do Céu.

Publicações relacionadas

Auto-retrato Auto-retrato (Manuel Bandeira) Provinciano que nunca soube Escolher bem uma ...
Máquina alguma de poupar traba... Máquina alguma de poupar trabalho (Walt Whitman) Máquina alguma de poupar tra...
Cantiga de Malazarte Cantiga de Malazarte (Murilo Mendes) Eu sou o olhar que penetra nas camadas d...
Os componentes da banda Os componentes da banda - trechos do livro (Adélia Prado) "Viver está ficando...

Deixe uma resposta