Por entre o Beberibe, e o Oceano

Print Friendly, PDF & Email

Por entre o Beberibe, e o Oceano (Gregório de Matos)

Por entre o Beberibe, e o Oceano
Em uma areia sáfia, e lagadiça
Jaz o Recife povoação mestiça,
Que o Belga edificou ímpio tirano.

O Povo é pouco, e muito pouco urbano,
Que vive à mercê de uma linguiça,
Unha de velha insípida enfermiça,
E camarões de charco em todo o ano.

As Damas cortesãs, e por rasgadas
Olhas podridas, são, e pestilências,
Elas com purgações, nunca purgadas.

Publicações relacionadas

Creio Creio (Alberto Caeiro) Creio que irei morrer. Mas o sentido de morrer n...
Carta de José de Alencar Carta de José de Alencar(Machado de Assis) ...
Refletindo sobre o inferno Refletindo sobre o inferno (Bertold Brecht) Refletindo, ouço dizer, sobre o i...
Lubricidade Lubricidade (Cruz e Souza) Quisera ser a serpe venenosa Que dá-te...

Deixe uma resposta