Por entre o Beberibe, e o Oceano

Print Friendly, PDF & Email

Por entre o Beberibe, e o Oceano (Gregório de Matos)

Por entre o Beberibe, e o Oceano
Em uma areia sáfia, e lagadiça
Jaz o Recife povoação mestiça,
Que o Belga edificou ímpio tirano.

O Povo é pouco, e muito pouco urbano,
Que vive à mercê de uma linguiça,
Unha de velha insípida enfermiça,
E camarões de charco em todo o ano.

As Damas cortesãs, e por rasgadas
Olhas podridas, são, e pestilências,
Elas com purgações, nunca purgadas.

Publicações relacionadas

Piedade Piedade (Cruz e Souza) O coração de todo o ser humano Foi concebido para ter...
A Bruxa A Bruxa (Carlos Drummond de Andrade) Nesta cidade do Rio, de dois milhões d...
O dorminhoco do vale O dorminhoco do vale (Arthur Rimbaud) Tradução de Rodrigo Solano Era um ...
El puñal El puñal (Jorge Luis Borges) En un cajón hay un puñal. Fue forjado en Toled...

Deixe uma resposta