Post mortem

Print Friendly, PDF & Email

Post mortem (Augusto dos Anjos)

Quando do amor das Formas inefáveis
No teu sangue apagar-se a imensa chama,
Quando os brilhos estranhos e variáveis
Esmorecerem nos troféus da Fama.

Quando as níveas Estrelas invioláveis,
Doce velário que um luar derrama,
Nas clareiras azuis ilimitáveis
Clamarem tudo o que o teu Verso clama.

Já terás para os báratros descido,
Nos cilícios da Morte revestido,
Pés e faces e mãos e olhos gelados…

Mas os teus Sonhos e Visões e Poemas
Pelo alto ficarão de eras supremas
Nos relevos do Sol eternizados!

Publicações relacionadas

Aventura na casa atarracada Aventura na casa atarracada (Ana Cristina Cesar) Movido contraditoriamente ...
Marcha de quarta-feira de cinz... Marcha de quarta-feira de cinzas (Vinicius de Moraes Acabou nosso carnaval ...
El alba denominadora El alba denominadora (Rafael Alberti) A embestidas suaves y rosas, la mad...
El Principito – XIX El Principito - XIX (Antoine de Saint-Exupéry) El principito subió a una alta...

Deixe uma resposta