Regenerada

Print Friendly, PDF & Email

Regenerada (Augusto dos Anjos)

De mãos postas, à luz de frouxos círios
Rezas para as Estrelas do Infinito,
Para os Azuis dos siderais Empíreos
Das Orações o doloroso rito.

Todos os mais recônditos martírios,
As angústias mortais, teu lábio aflito
Soluça, em preces de luar e lírios,
Num trêmulo de frases inaudito.

Olhos, braços e lábios, mãos e seios,
Presos, d’estranhos, místicos enleios,
Já nas Mágoas estão divinizados.

Mas no teu vulto ideal e penitente
Parece haver todo o calor veemente
Da febre antiga de gentis Pecados.

Publicações relacionadas

No Entardecer Passa uma Borboleta (Alberto Caeiro) ...
O dia da ira O dia da ira (Adélia Prado) As coisas tristíssimas, o rolomag, o teste de C...
Sofredora Sofredora (Augusto dos Anjos) Cobre-lhe a fria palidez do rosto O sendal da ...
Tristeza do Império Tristeza do Império (Carlos Drummond de Andrade) Os conselheiros angustiados ...

Deixe uma resposta