Soneto do Amigo

Print Friendly, PDF & Email

Soneto do Amigo (Vinicius de Moraes

Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas realizações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica…

Publicações relacionadas

Seja o que For Seja o que For (Alberto Caeiro) Seja o que for que esteja no centro do Mun...
A Ideia A Ideia (Augusto dos Anjos) De onde ela vem?! De que matéria bruta Vem essa ...
Síndrome Síndrome (Mario Benedetti) Do livro "Inventár...
Tarde de Outono Tarde de Outono (Álvares de Azevedo) Un souvenir heureux est peut-être sur...

Deixe uma resposta