Sinfonias do ocaso

Print Friendly, PDF & Email

Sinfonias do ocaso (Augusto dos Anjos)

Musselinosas como brumas diurnas
Descem do acaso as sombras harmoniosas,
Sombras veladas e musselinosas
Para as profundas solidões noturnas.

Sacrários virgens, sacrossantas urnas,
Os céus resplendem de sidéreas rosas,
Da lua e das Estrelas majestosas
Iluminando a escuridão das furnas.

Ah! por estes sinfônicos ocasos
A terra exala aromas de áureos vasos,
Incensos de turíbulos divinos.

Os plenilúnios mórbidos vaporam…
E como que no Azul plangem e choram
Cítaras, harpas, bandolins, violinos…

Publicações relacionadas

Na Guerra Muitas Coisas Cresce... Na Guerra Muitas Coisas Crescerão (Bertold Brecht) Ficarão maiores As proprie...
A Noite Desce A Noite Desce (Alberto Caeiro) A noite desce, o calor soçobra um pouco...
Cultivo una rosa blanca Cultivo una rosa blanca (José Martí) De Versos Sencillos...
Solemnia verba Solemnia verba (Antero de Quental) ...

Deixe uma resposta