Tu, Místico

Print Friendly, PDF & Email

Tu, Místico (Alberto Caeiro)

Tu, místico, vês uma significação em todas as cousas.
Para ti tudo tem um sentido velado.
Há uma cousa oculta em cada cousa que vês.
O que vês, vê-lo sempre para veres outra cousa.
Para mim, graças a ter olhos só para ver,
Eu vejo ausência de significação em todas as cousas;
Vejo-o e amo-me, porque ser uma cousa é não significar nada.
Ser uma cousa é não ser susceptível de interpretação.

Publicações relacionadas

Quando entre nós só havia uma ... Quando entre nós só havia uma carta (Ana Cristina Cesar) Quando entre nós só ...
Os componentes da banda Os componentes da banda - trechos do livro (Adélia Prado) "Viver está ficando...
Epigrama (Veneza, 1790) Epigrama (Veneza, 1790) (Johann Wofgang von Goethe) "Maus, para a esquerda!" ...
Caput Immortale Caput Immortale (Augusto dos Anjos) Na dinâmica aziaga das descidas, Aglomer...

Deixe uma resposta