Um sentido para a vida

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Um sentido para a vida – trechos do livro (Antoine de Saint-Exupéry)

Trechos do livro

“É este o verdadeiro milagre da espécie humana: não existir dor nem paixão que não irradie e não assuma uma importância universal. Se um homem, em seu sótão, alimentar no peito um desejo bastante forte, ele poderá daí, incendiar o mundo.”

“É absolutamente necessário falar aos homens.”

” Será que não se entende que, algures, nós erramos nosso caminho? O cupinzeiro humano é hoje mais rico do que outrora, dispomos de mais e de ócios e, contudo, existe algo de essencial que nos falta, algo que nós mal sabemos definir. Sentimo-nos menos homens, perdemos, não sabemos como nem onde, misteriosos privilégios.”

” Nós queremos ser libertados. Aquele que trabalha com a enxada quer descobrir um sentido no golpe da sua ferramenta. E o golpe da enxada do condenado a trabalhos forçados não é o mesmo do prospector, que engrandece quem o dá. O degredo não reside aí, onde se trabalha com a enxada. Não existe horror material. O degredo reside aí, onde se dão golpes de enxada que não têm sentido, que não ligam quem os dá à comunidade dos homens. Nós queremos evadir-nos do degredo. ”

” Será que nossas divisões valiam os nossos ódios? Quem poderá pretender estar sempre absolutamente certo? O campo visual do homem é minúsculo. A linguagem é um instrumento imperfeito. Os problemas da vida rebentam com todas as fórmulas. ”

“Hoje me sinto profundamente triste, triste em profundidade. Estou triste pela minha geração, vazia de toda substância humana, geração que apenas tendo conhecido o botequim, as matemáticas e os automóveis Bugatti como forma de vida espiritual, se encontra hoje numa ação estritamente gregária que já não tem mais cor alguma. Odeio minha época com todas as forças. O homem está morrendo de sede. ”

” Estou tão cansado das polêmicas, dos fanatismos! ”

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