A água chia no púcaro que elevo à boca

Print Friendly, PDF & Email

A água chia no púcaro que elevo à boca (Alberto Caeiro)

A água chia no púcaro que elevo à boca.
«É um som fresco» diz-me quem me dá a bebê-la.
Sorrio. O som é só um som de chiar.
Bebo a água sem ouvir nada com a minha garganta.

Publicações relacionadas

Canta no espaço a passarada e ... Canta no espaço a passarada e canta - Soneto (Augusto dos Anjos) Canta no esp...
Trem de ferro Trem de ferro (Manuel Bandeira) Café com pão Café com pão Café com pão V...
Dobrada à moda do porto Dobrada à moda do porto (Álvaro de Campos) Um dia, num restaurante, fora do e...
É Noite É Noite (Alberto Caeiro) É noite. A noite é muito escura. Numa casa a uma gra...

Deixe uma resposta