André Chénier

Print Friendly, PDF & Email

André Chénier (Augusto dos Anjos)

Na real magnificência dos gigantes
Grave como um lacedemônio harmoste
André Chénier ia subir ao poste
A que Luís XVI subira dantes!

Que a sua morte a homem nenhum desgoste
E incite o heroísmo das nações distantes!…
Por isso, ele, a morrer, canta vibrantes
Versos divinos que arrebatam a hoste.

Não há quem nele um só tremor denote!
– Continua a cantar, a alma serena…
Mas, de repente, pressentindo a lousa,

Batendo com a cabeça no barrote
Da guilhotina, diz ao povo: – “É pena!
– Aqui ainda havia alguma cousa…”

Publicações relacionadas

Samba – canção Samba-canção (Ana Cristina Cesar) Tantos poemas que perdi. Tantos que ouvi, ...
O Último Número O Último Número (Augusto dos Anjos) Hora da minha morte. Hirta, ao meu lado, ...
As litanias de Satã I As litanias de Satã I (Charles Pierre Baudelaire) Ó tu, o Anjo mais belo e ta...
Dedução Dedução (Vladmir Maiakowski) Tradução de E. Carre...

Deixe uma resposta