Velhas tristezas

Print Friendly, PDF & Email

Velhas tristezas (Cruz e Souza)

Diluências de luz, velhas tristezas
Das almas que morreram para a lute!
Sois as sombras amadas de belezas
Hoje mais frias do que a pedra bruta.

Murmúrios incógnitos de gruta
Onde o Mar canta os salmos e as rudezas
De obscuras religiões — voz impoluta
De sodas as titânicas grandezas.

Passai, lembrando as sensações antigas,
Paixões que foram já dóceis amigas,
Na luz de eternos sóis glorificadas.

Alegrias de há tempos! E hoje e agora,
Velhas tristezas que se vão embora
No poente da Saudade amortalhadas!…

Publicações relacionadas

Los Ojos Los Ojos (Antonio Machado) Cuando murió su amada pensó en hacerse viejo e...
Neologismo Neologismo (Manuel Bandeira) Beijo pouco, falo menos ainda. Mas invento pala...
Clamo Clamo (Vladmir Maiakowski) Tradução de E. Carrera...
Rebelado Rebelado (Augusto dos Anjos) Ri tua face um riso acerbo e doente, ...

Deixe uma resposta