Canto de Onipotência

Print Friendly, PDF & Email

Canto de Onipotência (Augusto dos Anjos)

Cloto, Átropos, Tifon, Laquesis, Siva…
E acima deles, como um astro, a arder,
Na hiperculminação definitiva
O meu supremo e extraordinário Ser!

Em minha sobre-humana retentiva
Brilhavam, como a luz do amanhecer,
A perfeição virtual tornada viva
E o embrião do que podia acontecer!

Por antecipação divinatória,
Eu, projetado muito além da História,
Sentia dos fenômenos o fim.. .

A coisa em si movia-se aos meus brados
E os acontecimentos subjugados
Olhavam como escravos para mim!

Publicações relacionadas

Lápide Lápide (Paulo Leminski) Lápide 1 epitáfio para o corpo Aqui jaz um g...
Jamais Te Amei Tanto Jamais Te Amei Tanto (Bertold Brecht) Jamais te amei tanto, ma soeur Como ao...
Coito Coito (Ferreira Gullar) Todos os movimentos do amor são noturn...
Grande desejo Grande desejo (Adélia Prado) Não sou matrona, mãe dos Gracos, Cornélia, sou...

Deixe uma resposta