Canto de Onipotência

Print Friendly, PDF & Email

Canto de Onipotência (Augusto dos Anjos)

Cloto, Átropos, Tifon, Laquesis, Siva…
E acima deles, como um astro, a arder,
Na hiperculminação definitiva
O meu supremo e extraordinário Ser!

Em minha sobre-humana retentiva
Brilhavam, como a luz do amanhecer,
A perfeição virtual tornada viva
E o embrião do que podia acontecer!

Por antecipação divinatória,
Eu, projetado muito além da História,
Sentia dos fenômenos o fim.. .

A coisa em si movia-se aos meus brados
E os acontecimentos subjugados
Olhavam como escravos para mim!

Publicações relacionadas

Contrastes Contrastes (Augusto dos Anjos) A antítese do novo e do obsoleto, O Amor e a ...
As mãos de meu pai As mãos de meu pai (Mário Quintana) As tuas mãos têm grossas veias como corda...
O Espelho O Espelho (Alberto Caeiro) O espelho reflecte certo; não erra porque não pe...
Alberto Caeiro Alberto Caeiro (1889-1915) POEMAS PUBLICADOS BIOGRAFIA: U...

Deixe uma resposta