Caput Immortale

Print Friendly, PDF & Email

Caput Immortale (Augusto dos Anjos)

Na dinâmica aziaga das descidas,
Aglomeradamente e em turbilhão
Solucem dentro do Universo ancião,
Todas as urbes siderais vencidas!

Morra o éter. Cesse a luz. Parem as vidas,
Sobre a pancosmológica exaustão
Reste apenas o acervo árido e vão
Das muscularidades consumidas!

Ainda assim, a animar o cosmos ermo,
Morto o comércio físico nefando,
Oh! Nauta aflito do Subliminal,

Como a última expressão da Dor sem termo,
Tua cabeça há de ficar vibrando
Na negatividade universal!

Publicações relacionadas

O meu Olhar O meu Olhar 2 (Alberto Caeiro) De O...
Pré-história Pré-história (Murilo Mendes) Mamãe vestida de rendas Tocava piano no caos. ...
Alturas de Macchu Picchu Alturas de Macchu Picchu (Pablo Neruda) Del aire al aire, como una red vacía,...
Um mancebo no jogo se descora Um mancebo no jogo se descora - Soneto (Álvares de Azevedo) Um mancebo no jog...

Deixe uma resposta