De alma em alma

Print Friendly, PDF & Email

De alma em alma (Cruz e Souza)

Tu andas de alma em alma errando, errando,
como de santuário em santuário.
És o secreto e místico templário
As almas, em silêncio, contemplando.

Não sei que de harpas há em ti vibrando,
que sons de peregrino estradivário
Que lembras reverências de sacrário
E de vozes celestes murmurando.

Mas sei que de alma em alma andas perdido
Atrás de um belo mundo indefinido
De silêncio, de Amor, de Maravilha.

Vai! Sonhador das nobres reverências!
A alma da Fé tem dessas florescências,
Mesmo da Morte ressuscita e brilha!

Publicações relacionadas

Madrigal al billete de tranvía... Madrigal al billete de tranvía (Rafael Alberti) Adonde el viento, impávido...
Profissão de febre Profissão de febre (Paulo Leminski) Quando chove, Eu chovo, Faz sol, Eu fa...
Serpentes de cabelos Serpentes de cabelos (Augusto dos Anjos) A tua trança negra e desmanchad...
A legião dos úrias A legião dos úrias (Vinicius de Moraes Quando a meia-noite surge nas estradas...

Deixe uma resposta