Noite morta

Print Friendly, PDF & Email

Noite morta (Manuel Bandeira)

Noite morta.
Junto ao poste de iluminação
Os sapos engolem mosquitos.

Ninguém passa na estrada.
Nem um bêbado.

No entanto há seguramente por ela uma procissão de sombras.
Sombras de todos os que passaram.
Os que ainda vivem e os que já morreram.

O córrego chora.
A voz da noite . . .

(Não desta noite, mas de outra maior.)

Petrópolis, 1921

Publicações relacionadas

Sonhos Sonhos (Florbela Espanca) Ter um sonho, um sonho lindo, Noite branda de luar...
Leilão de jardim Leilão de jardim (Cecília Meireles) Quem me compra um jardim com flores? ...
Num Dia de Verão Num Dia de Verão (Alberto Caeiro) D...
A esfinge sem segredo A esfinge sem segredo (Oscar Wilde) por Oscar Wilde UMA ÁGUA FORTE Acha...

Deixe uma resposta