O meu Olhar

Print Friendly, PDF & Email

O meu Olhar 2 (Alberto Caeiro)

De O Guardador de Rebanhos

O meu olhar azul como o céu
É calmo como a água ao sol.
É assim, azul e calmo,
Porque não interroga nem se espanta …
Se eu interrogasse e me espantasse
Não nasciam flores novas nos prados
Nem mudaria qualquer cousa no sol de modo a ele ficar mais belo…
(Mesmo se nascessem flores novas no prado
E se o sol mudasse para mais belo,
Eu sentiria menos flores no prado
E achava mais feio o sol …
Porque tudo é como é e assim é que é,
E eu aceito, e nem agradeço,
Para não parecer que penso nisso…)

Publicações relacionadas

Explicação de poesia sem ningu... Explicação de poesia sem ninguém pedir (Adélia Prado) Um trem-de-ferro é uma ...
Preceito 10 Preceito 10 (Gregório de Matos) Graças a Deus que cheguei a coroar meus d...
Versos de orgulho Versos de orgulho (Florbela Espanca) O mundo quer-me mal porque ninguém Tem ...
A fome e o amor A fome e o amor (Augusto dos Anjos) ...

Deixe uma resposta