Os poemas

Print Friendly, PDF & Email

Os poemas (Mário Quintana)

Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti…

Publicações relacionadas

Manhã de embriaguez Manhã de embriaguez (Arthur Rimbaud) Ó meu Bem! Ó meu Belo! Fanfarra atroz em...
Vidas Secas Vidas Secas (Graciliano Ramos) Resumo: Em nenhum outro romance Graciliano ...
A vida anterior A vida anterior (Charles Pierre Baudelaire) Tradução de Guilherme de Almeida...
Todavía Todavía (Mario Benedetti) No lo creo todavía estás llegando a mi lado y l...

Deixe uma resposta